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O que os analistas econômicos não previram acabou acontecendo na primeira semana de 2018: o mercado de Touro dominando as bolsas globais. O embalo começou com as divulgações de indicadores já na terça-feira (02), mas ganhando força a partir de quarta-feira (03).

Tamanho foi o apetite para o risco, que nem mesmo a ata do Comitê de Mercado Aberto (Fomc), Federal Reserve, confirmando a elevação por mais três vezes na taxa de juros dos Estados Unidos, bem como os dados do setor de trabalho, mais fracos que as estimativas, conseguiram ofuscar os recordes na Main Street. O Dow Jones rompeu os 25 mil já na quarta-feira e seguiu no azul até o fechamento de hoje.

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Na Ásia, o bom humor também contagiou os investidores e, para surpresa geral, a bolsa de Tóquio viu o índice principal, Nikkei 225, acima dos 3% e atingindo o maior patamar em 26 anos. A China, por sua vez, também oscilou no primeiro pregão, mas os investidores reagiram e os índices seguiram em território positivo.

Ainda por lá, o clima ficou mais tranquilo com os líderes das Coreias partindo para o diálogo. O esporte foi a razão da aproximação, mas sem esquecer o tema nuclear.

Na Europa, em meio a euforia dos números do tripé, Alemanha, França e Espanha, acima do esperado nos PMIs, a inflação da Zona do Euro também ficou acima do esperado para o mês de dezembro, 1,4%. O resultado é próximo do esperado pelo Banco Central Europeu – BCE, que segue injetando € 60 bilhões mensais naquela região.

Ainda no Velho Continente, as discussões sobre o Brexit estão mais tranquilas, na Alemanha a primeira-ministra Angela Merkel dá sinais de que vai governar com mais calma no diálogo com os oposicionistas. Lembrando que os institutos de pesquisa já contabilizam os lucros com o casamento do príncipe Harry com Meghan Markle. A estimativa é de uma injeção de £500 milhões na economia britânica, com turistas visitando o país e britânicos comemorando, entre outros valores.

Nos Estados Unidos, entre a disputa do presidente Donald Trump com o líder norte-coreano Kim Jung-um para ver que tinha o “botão maior” para o lançamento de mísseis, a verdade é que os números da economia dos Estados Unidos ficaram mistos em dezembro de 2017. Alguns bem abaixo das estimativas, mas não conseguiram tirar o apetite para o risco dos investidores.

Por aqui, os destaques da semana ficaram para os índices econômicos, como produção industrial, inflação, poupança, fluxo cambial e, nesta sexta-feira, a recuperação e o otimismo do setor automotivo. Todos acima das estimativas.

Outro fator de bom humor no cenário doméstico foi o desempenho da bolsa de valores de São Paulo: quatro recordes consecutivos e flertando os 80 mil pontos. Lembrando que essa pontuação, segundo analistas do mercado acionário, era esperada para o final de novembro, porém, o imbróglio político e os resquícios de “18 de Maio” (a delação da JBS) seguiram como pano de fundo das negociações da B3. Mas passado é passado e a primeira semana de 2018 entrou para a história da bolsa brasileira.

O dólar comercial, por sua vez, perdeu força para as moedas emergentes e fechou com desvalorização.

As moedas digitais tiveram bom desempenho, mas a Bitcoin foi penalizada e perdeu terreno para a Ether, concorrente forte da número 1.

E assim termina a primeira semana de 2018

ÁSIA

As bolsas asiáticas mantiveram o rali nesta sexta-feira, com a perspectiva econômica mundial para cima. Os investidores estão atentos para os resultados em Wall Street e elevam as expectativas do diálogo entre os líderes das Coreias na próxima semana.

Ao final, o índice regional de ações MSCI Asia Pacific subiu 0,50%, fechando a semana com ganho acumulado de 3,0%. O índice Asia Dow ficou em alta de 0,76% aos 3.768. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em alta de 0,25% aos 30.814. O Xangai Composite ficou em alta de 0,18% aos 3.391. O índice Nikkei 225, bolsa de Tóquio, subiu 0,89% a 23.714. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em alta de 1,26% aos 2.497 pontos. O índice FTSE Straits, Singapura, ficou em queda de 0,33% aos 3.489. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em alta de 0,54% aos 34.153. O índice futuros XJO, da bolsa de valores de Sidney, ficou em alta de 0,74% aos 6.122.

Em dia de agenda vazia, os investidores da Ásia se apoiaram nas negociações globais desta quinta-feira, em especial, com os indicadores dos Estados Unidos.

Em Seul, o bom humor dos investidores se deu com o encontro na próxima semana dos líderes da Coreia do Norte e do Sul. A aproximação tem como objetivo o esporte, com a Coreia do Norte aceitando enviar delegações para a competição nos Jogos Olímpicos de Inverno no país vizinho. O tema nuclear também será discutido.

Na Austrália, o dólar australiano caiu em contrapartida de seus principais homólogos, depois do lançamento dos números da balança comercial de novembro. Os dados chegaram a um déficit de US $ 628 milhões, com expectativas de analistas que apontavam para um superávit de US $ 550 milhões. Os valores do saldo comercial do mês anterior também foram revisados para baixo desde um superávit de US $ 105 milhões para um déficit de US $ 302 milhões.

Os dados da balança comercial apresentaram pouca alteração nas exportações do mês anterior, enquanto as importações aumentaram aproximadamente 1%.

O rendimento das obrigações locais caiu ao lado do dólar australiano, provavelmente devido aos dados piores do que o esperado e a revisão em baixa nos números da balança comercial do mês anterior.

EUROPA

As bolsas de valores da Europa reagiram novamente no positivo nesta sexta-feira, o terceiro dia consecutivo, com as ações globais, em especial as do Japão e Estados Unidos. O impulso ficou por conta das montadoras, que registraram novos avanços nas vendas de 2017.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,93% a 397.35, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 1,11% aos 22.762; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 0,94% aos 10.411; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 1,15% aos 13.319; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta de 0,37% a 7.724; o CAC 40 (Paris) subiu 1,05% aos 5.470; e o PSI-20 (Lisboa) ganhou 0,13% aos 5.615.

As ações da Volkswagen AG subiram 2,7%, as da Fiat Chrysler NV subiram 6,4% e as da Peugeot subiram 4,4%.

O Deutsche Bank AG deslizou 5,2%, depois de o gigante da Alemanha afirmou que espera uma diferença de quase € 1,5 bilhões (US $ 1,81 bilhão) nos resultados do quarto trimestre devido às reformas tributárias dos Estados Unidos.

O rali é global com os preços das ações significativamente mais alto em 2017 e no início de 2018 e, nesta sexta-feira, deram poucos sinais de recuo.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam a semana em recordes consecutivos, com as ações de tecnologia ofuscando os dados do setor de trabalho apresentados hoje. Se o frio é intenso em Nova York, na bolsa o Dow Jones aqueceu o ânimo e rompeu os 25 mil.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,70% a 2.743. O Dow Jones ficou em alta de 0,88% a 25.295. O Nasdaq ficou em alta de 0,83% a 7.136. Na semana, o S&P ficou em alta de 2,3%. O Dow Jones subiu 1,8% e o Nasdaq subiu 3,2%.

Nos ganhos do dia estavam sete dos 11 principais setores S & P 500 maiores no dia. As ações de tecnologia estavam entre os maiores ganhadores, um aumento de 1%, o que ajudou a levantar o Nasdaq.

Entre as ações com ganhos estavam as da Microsoft Corp, alta de 1,2%, enquanto a Alphabet Inc. Google, alta de 1,5%, e a Apple Inc subiram 1%.

As encomendas de bens de fábrica subiram 1,3% em relação à crescente demanda por transporte e equipamentos elétricos, disse o Departamento de Comércio na sexta-feira. O relatório de outubro foi revisado para mostrar pedidos avançando 0,4% em vez do mergulho de 0,1% relatado anteriormente.

Além disso, os indicadores do setor de trabalho dos Estados Unidos, que ficaram abaixo das estimativas, não inibiram os ganhos em Wall Street.

BRASIL

A primeira semana de 2018 da bolsa de valores de São Paulo foi marcada pelo bom humor dos investidores, com o mercado de touro tomando conta. O índice principal encerrou em grande estilo, alta de 3,50%, com recordes sucessivos por quatro pregões.

Ao final do pregão desta sexta-feira, o Ibovespa ficou em alta de 0,54% aos 79.071 pontos. O volume financeiro ficou em R$7,9 bilhões. O IEE ficou em alta de 0,29%.

Análise de Alvaro Bandeira

Na primeira semana do ano, os investidores dos mercados acionários globais permaneceram animados e partiram para o risco. A recuperação econômica global foi constatada, ao longo da semana mais curta com a volta dos feriados, através da produção industrial. “O pano de fundo foi a recuperação da economia global em 2017, mais precisamente no segundo semestre. Acompanhamos índices de inflação para baixo no países que precisavam e elevados também onde eram necessários. No cenário doméstico, mais precisamente na B3, o ponto principal foi o reposicionamento de carteira mais agressivo, isso porque se algo der errado haverá tempo para uma recuperação. Veja que em dois dias, a entrada de estrangeiros somou R$1 bilhão. O índice atingiu recordes no viés de 79 mil pontos e tem espaço para os 80 mil. Com alguma realização, que deve ocorrer, os 77 mil serão o ponto de equilíbrio. Porém, dois fatores estão no radar dos mercados: a decisão sobre o ex-presidente Lula e a Previdência”, avaliou.

No cenário externo, o que parecia impossível aconteceu com as Coreias dando sinais de aproximação. “Os riscos geopolíticos estão, pelo menos neste momento, menores. Os líderes coreanos já deram sinais de aproximação. O Irã e a Palestina também viram as manifestações enfraquecendo. Na Alemanha, a primeira-ministra Angela Merkel está tentando a coalização, que deve ocorrer no final de semana, e o processo Brexit está em linha”, finalizou o analista-chefe e sócio do ModalMais, Alvaro Bandeira.

As ações com ganhos
BRF ON, alta de 4,92%; Braskem PNA, alta de 2,42%; Equatorial ON, alta de 0,98%; Sid. Nacional ON, alta de 2,26%; e Bradespar PN, alta de 2,41%.

As ações com perdas
Usiminas PNA, queda de 4,29%; Embraer ON, queda de 5,28%; Eletrobras PNB, queda de 2,52%; ViaVarejo UNT, queda de 1,58% e Gerdau PN, queda de 1,25%.

A Petrobras ON ficou em alta de 0,79% e a PN, alta de 0,06%.
A Vale ON ficou em alta de 1,56%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica do Índice Bovespa em vigor de 02 de janeiro a 04 de maio de 2018. Os cinco ativos que apresentam o maior peso na composição do índice são: Itauunibanco PN (10,510%), Vale ON (9,993%), Bradesco PN (7,830%), Ambev S/A ON (6,875%) e Petrobras PN (5,240%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em queda na bolsa de Futuros de Londres em 1,04% a US$68,52 o barril.

O petróleo WTI segue em queda de 0,81%, cotado a US$ 61,52 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, ficou em alta de 0,34% a US$76,80 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$1003,33, alta de 0,37%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$981,69 e alta de 0,24%, a tonelada.

Moedas

O dólar comercial fechou a primeira semana de janeiro de 2018 em queda. A desvalorização frente ao real foi de 2,43%. Nesta sexta-feira, porém, a divisa norte-americana até ensaiou uma alta, mas acabou perdendo força. No interbancário, o dólar fechou cotado aos R$3,232 para a compra e R$3,233 para a venda, estável.

O euro ficou em R$3,893 para a compra e R$3,894 para a venda, queda de 0,21%.

A libra ficou em R$4,384 para a compra e R$4,386 para a venda, alta de 0,06%.

“A semana começou com pouco apetite ao risco, com os resultados dos PMIs globais bem mais acima que o projetado e animadores. A ideia de retração econômica global ficou para traz e pesou na queda de divisa para as moedas emergentes. Naturalmente, que ao trazer fluxo pelas ações fica muito difícil para peitar esse fluxo, não há argumentos. Porém, dois fatores de peso estão na agenda do mercado nos próximos dois meses: a decisão sobre o ex-presidente Lula e a reforma da Previdência”, destacou o operador da HCommcor, Cleber Alessie Machado Neto.

No cenário externo, o dólar americano recuperou a força com a divulgação do relatório de empregos de dezembro para os Estados Unidos. O relatório veio abaixo das expectativas e mostrou que o crescimento dos salários permaneceu lento.

O índice DXY ficou em alta de 0,14% a 91,97, enquanto o índice mais amplo do dólar norte-americano, WSJ, subiu 0,09% a 85,67.

O euro caiu 0,29% a US $ 1.2039 de US $ 1.2068 no final de quinta-feira em Nova York.

A libra britânica estava em alta de 0,10%, pouco alterada em US $ 1.3567 na sexta-feira.

Bitcoin

O Bitcoin – BTCUSD – ficou em alta de 0,82%, a US$16,948,31 de acordo com o CoinDesk.

De acordo com o site CoinMarket Cap, o Bitcoin ficou em alta de 14,80% US$17.635,60; o Cash ficou em alta de 8,16% a US$2.602,45; o Gold ficou em alta de 2,28% a US$274,72; a Ether ficou em queda de 0,92% a US$980,53; e a Litecoin subiu 5,82% a US$250,99.

Na bolsa de Chicago – Cboe, o contrato futuros de bitcoin (XBT/F8) com vencimentos para 17 de janeiro ficou em alta de 12,21% a US$16,770,00; o XBT/G8 com vencimento para 14 de fevereiro ficou em alta de 12,09% a US$16,780,00; e o XBT/H8 com vencimento para 14 de março ficou em alta de 11,55% aos US$16,760,00.


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