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Os principais mercados acionários globais recuaram nas negociações desta quinta-feira, com bancos centrais e indicadores regionais.

Na Ásia,  os mercados reagiram no negativo e ainda sob os comentários dos membros do Federal Reserve.  Ainda pesou por lá a tensão geopolítica com a Coreia do Norte.

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Na Europa, os dados da região e dos Estados Unidos pesaram na temperatura dos negócios. Além disso, a chegada de líderes das 20 economias mais importante do mundo na reunião do G20, em Hamburgo, Alemanha, também já movimenta a região. Manifestações já estão ocorrendo, apesar da segurança com mais de 20 mil policiais, e devem continuar até sábado (08).

A ata do Banco Central Europeu (BCE) apresentada hoje de manhã também ficou na análise e com o banco mantendo a clareza nas explicações para evitar o acontecimento da semana passada. O BCE procurou manter o tom positivo para a recuperação econômica, embora não mudando o tom para a meta de inflação.

Nos Estados Unidos, a bolsa de Nova York fechou em forte queda. O recuo nos índices de peso ficou por conta dos números do setor de trabalho voltando a preocupar.

Por aqui, em meio aos acontecimentos políticos em Brasília e em dia de agenda vazia, o mercado financeiro ficou voltado para o cenário externo.

A Operação Lava Jato, que já está incluída na agenda diária, também apresentou novos números de repatriação, bem como mais depoimentos, e gerou expectativa para uma possível delação premiada do ex-deputado e presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Já o presidente Michel Temer, que partiu para Hamburgo, gravou um vídeo antes e destacou o avanço da economia.

Ao final, o Ibovespa fechou em queda brusca e nem mesmo as valorizações das elétricas conseguiram amparar o índice.

O dólar comercial fechou em alta.

ÁSIA

As bolsas asiáticas fecharam com perdas nesta quinta-feira, com as ações de energia influenciadas pelos preços do petróleo e também com as atenções para a ata do Federal Reserve.

Ao final da jornada, o índice MSCI Asian Pacific fechou em queda de 0,2%, em Hong Kong.O índice Asia Dow caiu 0,13% para 3.346. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 0,22% aos 25.465. O Xangai Composite ficou em alta de 0,17% aos 3.212. O Nikkei 225, bolsa do Japão, ficou em queda de 0,44% aos 19.994 pontos. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em queda de 0,02% aos 2.387 pontos. O índice Sensex, bolsa da Índia, fechou em alta de 0,40% aos 31.369. O índice FTSE Straits Times de Singapura fechou em queda de 0,69% aos 3.226.

As ações do Japão recuaram com o iene mais forte e pesando nas exportações.

O petróleo recuperou algumas perdas depois de cair US$ 45 o barril e a uma queda de oito dias de ganhos.

A ata do Federal Reserve apresentada ontem indicou que os membros estão sem consenso de quando reduzir o balanço do banco central (US$4,5 bilhões) e como abordar a estratégia em um momento de baixa inflação.

EUROPA

As bolsas de valores da Europa recuaram nesta quinta-feira, com as atenções para as medidas dos bancos centrais, Europeu e Estados Unidos, embalados pela percepção de que as políticas acomodatícias vão mudar.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,67% aos 380.43, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,69% aos 21.084; o Ibex 35 (Madri) recuou 0,24% aos 10.498; o DAX 30 (Frankfurt) perdeu 0,58% aos 12.381; o FTSE-100 (Londres) caiu 0,41% aos 7.337; o CAC 40 (Paris) recuou 0,53% aos 5.152 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) perdeu 0,66% aos 5.169.

No final de junho, o Banco Central Europeu (BCE) disse que havia discutido a mudança de seu viés de flexibilização, mas decidiu que “essa prudência permaneceu garantida”, o que acabou promovendo uma queda nos mercados com as interpretações erradas.

De outro lado, pesou ainda no comportamento dos índices nas negociações de hoje os rendimentos dos títulos da Alemanha de 10 anos, com alta 0,09 ponto percentual para 0,56%, o nível mais alto desde janeiro de 2016. As obrigações em toda a Europa caíram depois que o resultado de um leilão de títulos da dívida francesas foi publicado, o que mostrou menor demanda pela dívida do país em 30 anos.

As ações dos bancos subiram 0,7%, o maior ganho no indicador mais amplo. Enquanto o índice de equivalência patrimonial da Europa diminuiu no último mês, os bancos foram um ponto importante no impulso para as especulações de taxas de juros mais elevadas e resgates da Espanha e Itália.

As ações de construtoras, farmacêuticas e de viagens e lazer foram os setores com maiores declínios nas negociações desta quinta-feira.

A Sodexo liderou as ações de viagens e lazer baixas, caindo depois de baixar a previsão de crescimento de receita pelo segundo ano consecutivo.

O euro subiu depois das notícias do BCE, subindo para US $ 1.1404, ante $ 1.1351 no final de quarta-feira em Nova York.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street simplesmente despencaram nesta quinta-feira, com os números do setor de trabalho e os relatórios de consultorias revelando o pé no freio dos empregadores diante das incertezas que rondam o governo de Donald Trump. A falta de uma política mais clara para as medidas econômicas foram as principais justificativas.

Refletiu também no humor dos investidores as falas dos membros do Federal Reserve nesta quarta-feira (05), quando da divulgação da ata da reunião de 14 de junho.

Ao final, o S&P ficou em queda de 0,94% aos 2.409; o Dow Jones recuou 0,74% aos 21.320; o Nasdaq ficou em queda de 1,00% aos 6.089.

As ações de telecomunicações e das imobiliárias puxaram o S&P. Já o Dow Jones perdeu força com as empresas de energia.

A escalada das tensões na Coreia do Norte nesta semana, com o lançamento de um míssil de alcance intercontinental, provocou o aumento nas taxas dos títulos.

Os empregadores do setor privado adicionaram 153 mil de vagas temporárias durante o mês, abaixo dos 180 mil empregos que o consenso dos economistas havia previsto. Entretanto, os pedidos iniciais de desemprego no período entre 25 de junho e 1 de julho aumentaram 4 mil para 248 mil, ajustado, e de longo dos 235 mantidos no final do ano passado.

BRASIL

O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, com as commodities, cenário político, expectativas para os indicadores externos. Nos Estados Unidos, por exemplo, os índices em Wall Street despencaram com os números da economia local, no contraponto das declarações do Federal Reserve. Porém, em dia de agenda enfraquecida no cenário doméstico, a boa notícia veio da reação das energéticas com os papéis das gigantes do setor acima de 10% e embalando o índice IEE.

Ao final, o  Ibovespa ficou em queda de 1,08% aos 62.470 pontos e volume financeiro em R$6,8 bilhões. O IEE ficou em alta de 1,10%.

“O mercado foi contaminado pelo cenário político e com a pergunta sobre o que vai acontecer.  De outro lado, os números pesaram em Wall Street, com os índices despencando. A nossa queda só não foi maior porque as elétricas ampararam o índice. A euforia se deu com a decisão do MME em modernizar o setor. Caso não ocorresse, com certeza, a queda seria em mais de 2%”, considerou o gerente de Bovespa da HCommcor, Ari Santos.

Na noite desta quarta-feira (05), o Ministério de Minas e Energia (MME) disponibilizou a consulta pública “Proposta de aprimoramento do marco legal do setor elétrico”. A consulta será para receber contribuições para estruturação de medidas legais que viabilizem o futuro do setor elétrico com sustentabilidade a longo prazo.

A consulta marca uma etapa importante para orientar o MME na elaboração de propostas específicas capazes de modernizar e a racionalização econômica do setor elétrico que permitam um primeiro aprimoramento de seu marco regulatório e comercial.

Com a nova decisão, as elétricas dispararam, com destaque para a Eletrobras e Copel, que já estavam valorizadas na sessão de ontem.

As ações com ganhos
Eletrobras ON, alta de 16,14%; Eletrobras PNB, alta de 10,45%; Gerdau Met. PNA, alta de 2,73%; Copel PNB, alta de 3,34%; e Cemig PN, alta de 2,76%.

As ações com perdas
BRF ON, queda de 3,12%; BR Malls ON, queda de 2,57%; JBS ON, queda de 2,48%; Telef. Brasil PN, queda de 2,42%; e Ambev ON, queda de 2,41%.

A Petrobras ON ficou em queda de 1% e a PN, queda de 0,33%, embalada pela variação nos preços do petróleo nos mercados internacionais. Os estoques de petróleo dos Estados Unidos ficaram abaixo das estimativas em 6,3 milhões de barris na semana encerrada em 30 de junho.

A Vale ON ficou em queda de 0,03% e a PN, alta de 0,30%, com o preço do minério de ferro derretendo na China.

Pagamentos de dividendos: Locamérica e Banco BTG Pactual.

Veja alguns pontos da consulta pública do MME para o setor elétrico:

– informação os consumidores sobre o funcionamento do Ambiente de Contratação Livre (ACL) através de campanhas de conscientização;
– redução gradativa da exigência de carga para contratar energia elétrica no mercado livre, dando fim a reservas de mercado, como o segmento especial, e definindo critérios de corte para representação direta no mercado, delimitando a fronteira entre atacado e varejo;
– racionalização de subsídios, evitando distorções dos incentivos dos agentes vendedores e compradores, de maneira que a competição seja mais isonômica e o mercado mais líquido, além de tornar mais simples eventuais políticas públicas de incentivo ou compensação;
– maior participação do ambiente livre no custeio da expansão do sistema, questão para a qual emergem várias contribuições com a ideia da separação de lastro – contratado por encargo – e energia – contratada livremente;
– aumento da flexibilidade do portfólio do ambiente regulado, permitindo respostas eficazes à ampliação do mercado livre, inclusive com mais mecanismos de integração comercial entre os ambientes (reciclagem de energia), o que implica também alternativas de redução da energia elétrica adquirida de forma compulsória pelas distribuidoras, entre outras no documento de 55 páginas do MME.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Moedas

O dólar comercial fechou em alta nesta quinta-feira, com o cenário externo pesando, principalmente nos Estados Unidos com os dados econômicos despertando a cautela global. De outro lado, a divisa ficou fortalecida com a migração do mercado acionário em busca da moeda como um ativo mais seguro.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3,297 para a compra e R$3,298 para a venda, alta de 0,18%.

O euro ficou em R$3,764 para a compra e R$3,765 para a venda, alta de 0,86%.

A libra ficou em R$4,274 para a compra e R$4,277 para a venda, alta de 0,54%.

No cenário externo, o índice Bloomberg Dollar enfraqueceu 0,3%. O euro avançou 0,6% para US $ 1.1424 e a libra britânica fortaleceu 0,3% para US $ 1,2967.

O comportamento da moeda nos Estados Unidos caiu, principalmente, com as preocupações para o relatório de emprego mais fraco do que o esperado.

O Índice Dólar ICE DXY, que mede a moeda na cesta de seis moedas rivais, caiu 0,5% para 95,818.

O índice do dólar ICE, na semana passada, fechou o segundo trimestre de 2017 com a pior perda trimestral desde setembro de 2010. Foi pressionado por comentários dos chefes do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra, que elevaram suas respectivas moedas em relação ao dólar.

Commodities

O preço do petróleo WTI para agosto subiu 0,31% aos US$ 45,30 o barril na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 2,01% a US$61,96 a tonelada seca e com 62% de pureza.


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