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Por mais um dia os investidores dos mercados acionários globais mantiveram a aversão ao risco. Os preços do petróleo, depois da divulgação do relatório da Agência Internacional de Energia (EIA), recuaram nos principais mercados (Londres e Nova York), despertaram a atenção para a produção global e o destino da commoditie.

Além disso, as questões políticas e os indicadores econômicos apresentados hoje na China também interferiram nos índices regionais.

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Na Ásia, as bolsas mantiveram o vermelho e ainda sob a influência das demais nas sessões de ontem. A China apresentou números abaixo das estimativas.

Para amanhã, ainda deverão influenciar no desempenho das ações os indicadores do Japão e outros da China, que serão apresentados ainda hoje.

Na Europa, na carona global, os índices recuaram também com o petróleo e com a atenção para a reunião anual do Banco Central Europeu – BCE que começou em Frankfurt.

Nos Estados Unidos, além dos fatores dos demais mercados, a indefinição sobre a reforma fiscal do presidente Donald Trump também está tirando o apetite para o risco. A proximidade da reunião do Federal Reserve, em dezembro, elevou o número de apostas de uma mudança na taxa de juros.

Por aqui, na influência dos demais mercados, a bolsa de valores manteve a queda, mais de 2%, e o dólar ganhou força. As moedas digitais nos Estados Unidos também subiram.

As articulações do presidente Michel Temer para a reforma ministerial não escaparam do radar dos investidores. Os indicadores domésticos seguem dando sinais de recuperação econômica.

ÁSIA

Na Ásia, os mercados de ações fecharam em baixa, em virtude dos dados de atividade divulgados na China, mostrando desaceleração da economia.

O índice regional de ações, MSCI Asia Pacific perdeu 0,10%, nesta terça-feira. O índice Asia Dow ficou em queda de 0,40% aos 3.590. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 0,10% aos 29.152. O Xangai Composite ficou em queda de 0,53% aos 3.429. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em queda de 0,15% aos 2.526 pontos. O índice FTSE Straits, Singapura, ficou em queda de 0,59% aos 3.399. O índice Nikkei 225 ficou estável aos 22.380. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em queda de 0,28% aos 32.941.

Na China, os dados da noite confirmaram essa fraqueza com as vendas no varejo em outubro em 10,0% ( estimativa de 10,5%) contra alta de 10,3% em setembro – mais fraco desde fevereiro de 2006. O investimento em Ativo Fixo ficou em alta de 7,3% (ante a estimativa de 7,3%) contra alta de 7,5% em setembro – menor desde fevereiro de 2000. A produção industrial ficou em alta de 6,2% ( estimativa de 6,3% ) contra a alta de 6,6% em setembro.

EUROPA

O mau humor permaneceu nas bolsas de ações da Europa pela sexta vez consecutiva, com o euro ganhando a máxima em três semanas, ante os dados econômicos mais fortes do que o esperado na Zona do Euro. Na contramão, ficaram as ações das mineradoras com os dados da China.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,59% aos 383.86, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em queda de 0,63% aos 22.297; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 0,59% aos 9.990; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em queda de 0,31% aos 13.033; o FTSE-100 (Londres) ficou em queda de 0,01% aos 7.414; o CAC 40 (Paris) ficou em queda de 0,49% aos 5.315 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 0,20% aos 5.268.

O euro ficou em alta de 1,11% negociado em US$1,1768, ante o resultado de US$1,1669 no final das negociações de ontem.

As empresas chinesas são as principais compradoras de metais preciosos e industriais e hoje as ações de mineradoras foram pressionadas com os dados da produção industrial do país caindo em outubro. Além disso, as vendas de habitação também recuaram e o setor de construção está dando sinais de desaceleração.

Já na Alemanha, o movimento de números foi inverso aos da China, com o PIB no terceiro trimestre crescendo 0,8% ante o trimestre anterior, superando as projeções do mercado de alta em 0,6%.

A força no euro pesou nas exportadoras, já que a elevação reflete diretamente nos preços de produtos mais caros. No índice DAX 30, bolsa de Frankfurt, as ações da Volkswagen caíram 1% e da BMW AG, queda de 0,1%.

A Vodafone subiu 5,1% depois que a empresa de telecomunicações elevou suas perspectivas para o ano fiscal de 2018, com o Ebitda no primeiro semestre subindo 55% em relação ao mesmo período do ano anterior.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de Wall Street fecharam com perdas nesta terça-feira, a segunda sessão consecutiva, com as ações da GE marcando os piores resultados novamente. O relatório da Agência Internacional de Energia (EIA) sobre o petróleo acabou puxando os preços para baixo. Além disso, os investidores estão ainda mais atentos para algumas decisões sobre a reforma fiscal do presidente Donald Trump.

Ao final, o S&P ficou em 0,23% aos 2.578. Dow Jones ficou em queda 0,13% aos 23.409. O Nasdaq ficou em queda de 0,29% aos 6.737.

As ações da Exxon caíram 0,8% e a ConocoPhillips, queda de 2,5%, enquanto o setor de energia S & P 500 caiu 1,5%.

O petróleo referência, Brent, ficou em queda na bolsa de Futuros de Londres em 3,20% aos US$61,42 o barril.

O petróleo WTI ficou em queda de 3,28%, cotado a US$ 54,91 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

Predominou ainda nesta sessão os indicadores econômicos da China, que acabou contaminando também os mercados acionários da Europa.

Hoje, o índice de volatilidade do CBOE- VIX, que mostra a elevação da cautela em Wall Street, subiu 0,78%.

O índice Russell 2000, que envolve as small-caps, caiu 0,26%. Essas empresas pequenas tendem a se beneficiar com as mudanças nas legislações fiscais corporativas.

Os serviços públicos subiram 2,8% até o momento em novembro, em comparação com um aumento de 0,7% para o setor de tecnologia, de acordo com dados do FactSet. Essa subida chegou mesmo que a probabilidade de um aumento de taxa pelo Federal Reserve mais uma vez antes do final do ano.

O rendimento de dividendos do setor de serviços públicos é de 3,4% – o mais alto entre os 11 setores da S & P 500 – e mais alto que o rendimento de 2,40% oferecido pelos títulos do Tesouro de 10 anos e o rendimento de aproximadamente 2,8% da obrigação do Tesouro de 30 anos.

BRASIL

O mercado de ações azedou nesta terça-feira e a bolsa paulista surfou na onda, com o fim da temporada de balanços financeiros e refletindo os dados da Petrobras apresentados ontem. Os preços do petróleo também pressionaram.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 2,27% aos 70.826 pontos. O volume financeiro ficou em R$11 bilhões. O IEEX ficou em queda de 1,03%.

“A bolsa sofreu com os resultados corporativos, em especial o da Petrobras apresentado ontem e que acabou por puxar os papéis. A Vale recuou com os indicadores da China, mesmo com a alta no preço do minério de ferro. O que se vê nesse cenário é que o sentimento do mercado é de pessimismo, sem a reforma de Previdência e outras também relevantes. Lá fora, o Brexit, a reforma fiscal de Trump, que não avança, e os indicadores das economias de peso acabaram com humor e a aversão ao risco predominou”, destacou o gerente de Bovespa da HCommcor, Ari Santos.

As ações com ganhos
Hypermarcas ON, alta de 1,37%; Equatorial ON, alta de 0,98%; BRF ON, estável; Multiplan ON, alta de 0,48%; e Fibria ON, alta de 0,44%.

As ações com perdas
Petrobras ON, queda de 8,18%; Petrobras PN, queda de 7,75%; Usiminas PNA, queda de 7,59%; Sid. Nacional ON, queda de 5,84%; Gerdau Met. PN, queda de 5,38%; e Eletrobras ON, queda de 4,19%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em queda na bolsa de Futuros de Londres em 3,20% aos US$61,42 o barril.

O petróleo WTI segue em queda de 1,99%, cotado a US$ 55,62 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 1,58% aos US$63,17 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$951,68, alta de 3,43%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$937,67 e alta de 1,50%, a tonelada.

Moedas

O dólar comercial reverteu as perdas nesta terça-feira, em dia de agenda carregada no cenário externo e com a movimentação politica. Todas as expectativas do mercado interno seguem agora para a reforma ministerial, que deverá ser apresentada pelo presidente Michel Temer nos próximos dias, com a esperança do avanço na reforma da Previdência.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3,308 para a compra e R$3,309 para a venda, alta de 0,33%.

O euro ficou em R$3,900 para a compra e R$3,902 para a venda, alta de 1,99%.

A libra estava em R$4,355 para a compra e R$4,357 para a venda, alta de 1,28%.

No cenário externo, o dólar ficou em território negativo e pressionado pelo desempenho do euro, que subiu com os dados econômicos da Europa.

O índice DXY ficou em queda de 0,72%, recuo em 0,6% aos 94,92, marcando assim a quinta queda consecutiva. Já o WSJ ficou em queda de 0,39%, que mede o desempenho do dólar com mais 16 moedas, queda de 0,3% para 87,43.

O euro subiu 1,07% para US$1,1777 em relação ao dólar, ante o resultado do fechamento de ontem em US$1,1669.

A libra ficou em alta de 0,37% a US$1,3152, queda de US$1,3115 no final das negociações de ontem.

O iene perdeu 0,17% e foi comprado em ¥ 113,52, contra 11,36 ienes no final da sessão anterior.

Entre as moedas digitais, a Bitcoin estava em alta de 2,65%; a Cash em queda de 5,77%; e a Ether, alta em 4,87%.

Bom feriado!


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