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Sem muitos indicadores relevantes para esta terça-feira, os investidores dos mercados acionários globais mantiveram a aversão ao risco. Pesaram ainda mais um ciberataque e as falas dos presidentes dos bancos centrais.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção, com destaque para as ações de Hong Kong , com comerciantes apontando ligações entre algumas das empresas e uma corretora que está sob investigação regulatória. Nas negociações, 17 empresas caíram mais de 40% no fechamento, perdendo um valor de mercado combinado de US$ 47,8 bilhões (US $ 6,1 bilhões).

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Na Europa, o mau humor dos investidores partiu do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, que alertou para o aperto monetário com os dados econômicos da Zona do Euro surpreendendo.

Nos Estados Unidos, o temor de um ciberataque, como aconteceu na Europa, tirou o apetite dos negociadores de Wall Street. Além disso, a fala da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, em Londres, também azedou as compras das empresas que compõem os índices de peso.

Por aqui, os mercados ficaram de lado para o cenário político conturbado. As atenções no meio da tarde ficaram para o esclarecimento prestado pelo presidente Michel Temer sobre a decisão da Procuradoria Geral da República (PGR) na denúncia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso da JBS.

A bolsa de valores de São Paulo, que operou volátil pelo segundo dia consecutivo, fechou em queda. O dólar, por sua vez, ficou em alta e rompeu novamente os R$3,30.

ÁSIA

As bolsas da Ásia fecharam divididas nesta terça-feira, com as ações dos exportadores japoneses para cima e compensando a queda nas de cuidados de saúde.

Ao final da jornada, o índice Asia Dow caiu 0,07% para 3.354. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 0,12% aos 25.839. O Xangai Composite ficou em alta de 0,18% aos 3.191. O Nikkei 225, bolsa do Japão, ficou em alta de 0,36% aos 20.225 pontos. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em alta de 0,42% aos 2.388 pontos. O índice FTSE Straits Times de Singapura fechou em alta de 0,31% aos 3.219.

As empresas de materiais e tecnologia foram as melhores, enquanto as empresas de serviços públicos e de saúde eram as maiores declinantes. Com poucos dados econômicos na região, o foco dos investidores voltou-se para a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, que está em Londres nesta terça-feira.

O dólar é negociado a 111,73 ienes, recuando frente à cotação de 111,89 ienes de ontem à tarde.

EUROPA

As bolsas europeias recuaram nesta terça-feira, com destaque para o índice FTSE-MIB da bolsa de Milão, queda de 1%, com as ações dos bancos. O euro ganhou força.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,79% aos 385.98, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) recuou 1,01% aos 20.790; o Ibex 35 (Madri) perdeu 0,46% aos 10.647; o DAX 30 (Frankfurt) recuou 0,78% aos 12.671; o FTSE-100 (Londres) caiu 0,17% aos 7.434; o CAC 40 (Paris) devolveu 0,70% aos 5.258 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) caiu 0,81% aos 5.192.

De outro lado, a fala do presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi, hoje em Portugal, indicando que ele vê espaço para retirar os estímulos monetários sem apertar a política também ficou no radar.

Os bancos caíram e seguidos pelos rendimentos das obrigações maiores com a Draghi.
Já as mineradoras subiram com a reação nos preços do minério de ferro negociado na China.

Na contramão ficaram as ações das montadoras, lideradas pela Schaeffler AG, que caiu depois de cortar a previsão de rentabilidade de 2017.
Draghi também disse que os fatores que pesam sobre a inflação na Zona do Euro são temporários.

O euro, EURUSD, foi negociado em torno de US$ 1.1294, ante US$ 1.1182 no final da segunda-feira em Nova York. A moeda subiu depois do discurso de Draghi.

ESTADOS UNIDOS

A bolsa de Nova York fechou em queda nesta terça-feira, em sessão marcada pela volatilidade, com a desconfiança pelo ataque ciberataque. A fala da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, em Londres, pesaram nos títulos do Tesouro.

Ao final, S&P ficou em queda de 0,81% aos 2.419; o Dow Jones ficou em queda de 0,46% aos 21.310; e o Nasdaq perdeu 1,61% as 6.146.

As vendas subiram depois que Janet Yellen disse que os ativos financeiros se tornaram “um pouco ricos”. As ações financeiras avançaram, mas não o suficiente para sustentar o índice S&P 500 da sua pior queda em seis semanas.

Os rendimentos do Tesouro de 10 anos subiram para o maior patamar em duas semanas, enquanto Yellen indicou que o Fed vai seguir com o aperto, mesmo com os dados sobre a economia.

O rendimento dos títulos do Tesouro a 10 anos aumentou seis pontos base para 2,20%, depois de ter baixado menos de um ponto base na segunda-feira.

Os republicanos do Senado adiaram uma votação sobre a reforma dos cuidados de saúde em um novo ajuste de agenda e alimentando especulações de cortes de impostos e retrocessos regulatórios que também podem ser adiados.

Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou a previsão de crescimento para os Estados Unidos, em parte por causa da incerteza política, enquanto o último ataque cibernético acabou por perturbar negócios globais e aumentou a cautela.

BRASIL

O Ibovespa, índice principal da bolsa de valores de São Paulo, fechou em queda. O clima tenso em Brasília com as denúncias contra o presidente Michel Temer e, principalmente, com os esclarecimentos dele no meio desta tarde. De outro lado, os preços do petróleo e do minério de ferro ficaram para cima.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,82% aos 61.675 pontos. O volume financeiro ficou em R$7,5 bilhões.

As ações com ganhos
Bradespar PN, alta de 3,07%; Siderúrgica Nacional ON, alta de 5,67%; e Cyrela Realt ON, alta de 1,43%.

As ações com perdas
Estácio Participações ON, queda de 3,90%; Embraer ON, queda de 3,54%; Suzano Papel PNA, queda de 3,39%; Brasil ON, queda de 3,23%; e TIM Participações ON, queda de 3,13%.

A Petrobras ON ficou em queda de 0,76% e a PN, queda de 0,49%.

A Vale ON subiu 1,64% e a PN, alta de 1,83%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Moedas

O dólar comercial fechou em alta nesta terça-feira, com o mercado mantendo a cautela para os acontecimentos políticos do País.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3,318 para a compra e R$3,318 para a venda, alta de 0,52%.

O euro estava em R$3, 761 para a compra e R$3,762 para a venda, alta de 2,05%.

A libra ficou em R$4,250 para a compra e R$4, 254 para a venda, alta de 1,44%.

O Banco Central do Brasil (BCB) ofertou 8.200 contratos em swap tradicional com
vencimentos para julho.

O BCB também registrou a saída de US$ 5,279 bilhões do país este mês até a última sexta-feira (23). Em todo o mês de junho de 2016, o país acusou a saída líquida (descontada a entrada) de US$ 3,560 bilhões.

O resultado negativo, com saída superior à entrada de dólares, veio do segmento financeiro, com déficit de US$ 8,564 bilhões. O segmento comercial anotou saldo positivo de US$ 3,285 bilhões no período.

A forte saída de dólares do país ocorre em meio ao agravamento da crise política, gerada após a divulgação da delação premiada empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, no dia 17 de maio.

Em maio, a taxa de rolagem (razão entre desembolsos e amortizações) estava em 149% e caiu para 60% no resultado parcial de junho, até o dia 23. Quando essa razão entre desembolsos e amortizações está acima de 100%, significa que não somente houve rolagem de vencimentos, mas também foram tomados mais recursos emprestados.

Os dados preliminares de junho indicam que houve saída de US$ 1,376 bilhão em investimentos estrangeiros em ações. Também houve saída de recursos aplicados em títulos de renda fixa no mercado doméstico, no total de US$ 1,589 bilhão, em junho, até o dia 23.

A saída de dólares do país é um dos fatores que pode afetar a cotação da moeda. Quando há menos dólares no mercado, a tendência é o preço subir.

No cenário externo, o euro subiu 1,4% para US$ 1,1336.

O índice de dólar Bloomberg caiu 0,5%, depois subir 0,1% na sessão anterior.

A libra britânica subiu 0,6% a US$ 1.2799.

Commodities

O preço do petróleo WTI para agosto ficou em alta de 1,89%, a US$ 44,20 o barril na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 5,20% a US$59,70 a tonelada seca e com 62% de pureza.


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