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Os mercados acionários globais fecharam sem direção com as atenções para os Estados Unidos, em especial, a primeira baixa do governo de Donald Trump. Além disso, o depoimento de Janet Yellen, presidente do Federal Reserve, no Senado norte-americano também ficou no radar (Ver abaixo).

Na Ásia, os índices de peso recuaram com os investidores esperando pelo Federal Reserve.

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Na Europa, o bom humor se deu com as montadoras e com o foco nos Estados Unidos.

Por aqui, em dia de muita movimentação em Brasília, a Bovespa descolou em dia de realização de lucros e corrigindo os exageros da sessão anterior.

O recuo de 2% no volume de vendas de novembro para dezembro do ano passado fez o comércio varejista fechar 2016 com queda acumulada de 6,2%. É o pior resultado do setor desde o início da série histórica, em 2001. No ano passado, o resultado foi negativo (-4,3%).

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e foram divulgados hoje (14) pelo IBGE.

A queda de 2% no volume de vendas do comércio varejista, na série livre de influências sazonais, ocorreu após o setor ter fechado novembro com alta de 1%. Em relação a dezembro de 2015, as vendas do setor fecharam com queda de 4,9%.

Ainda hoje, o governo federal divulgou o calendário e um site para que o trabalhador possa consultar se tem direito ao dinheiro retido nas contas inativas do FGTS.

Além disso, o presidente Michel Temer também anunciou mudanças em alguns ministérios.

ÁSIA

Os mercados da Ásia recuaram nesta terça-feira, com as atenções para Janet Yellen. O dólar perdeu força na cesta global de moedas, incluindo o iene. A baixa no governo Trump contaminou o humor dos negociadores asiáticos.

Em Hong Kong, o índice MSCI Asian Pacific Index ficou em alta de 0,2%. O índice Asia Dow ficou em alta de 0,27% aos 3.178 pontos. Os mercados ficaram divididos. O Nikkei 225 (Japão), queda de 1,13%; Hang Seng (Hong Kong), queda de 0,03%; o SSE Composite (Xangai), alta de 0,03%; o BSE (Índia), queda de 0,04%; 0 Kospi (Coreia do Sul), queda de 1,26%.

Na China, a inflação ao consumidor avançou para o maior nível em dois anos e meio, atingindo 2,5% nos doze meses findos em janeiro, contra 2,1% registrado em dezembro, informou o Departamento Nacional de Estatítiscas de Pequim.

Em relação a dezembro, os preços no consumidor subiram 1%, após uma aceleração de 0,2% no mês anterior. As previsões exigiam um ganho mensal de 0,7%. Um indicador separado dos preços de fábrica, conhecido como índice de preços no produtor (IPP), subiu 6,9% nos doze meses até janeiro, em comparação com as previsões que exigem um ganho anualizado de 6,3%. Esse foi o nível mais alto desde 2011. A inflação dos produtores agora aumentou em cada um dos últimos cinco meses, após mais de quatro anos de deflação.

EUROPA

Os mercados acionários da Europa repetiram os ganhos nesta terça-feira, com as montadoras compensando as quedas nas empresas de saúde, depois das máximas nas sessões anteriores.

Ao final da jornada, em Londres, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,02% aos 370.20; o índice FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,65% aos 19.187; o índice Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 0,28% aos 9.510 pontos; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em queda de 0,02% aos 11.771 pontos; o CAC 40 (Paris) avançou 0,16% aos 4.895 pontos; o FTSE-100 (Londres) caiu 0,14% aos 7.268 pontos; o índice PSI-20 (Lisboa) ficou em alta da 0,19% aos 4.605 pontos.

As montadoras ganharam 1,1%, com a Peugeot SA entre as maiores vantagens, depois que um dos diretores da empresa sinalizou a aquisição de um dos negócios da General Motors na Europa.

Os dados da economia da Alemanha para o quarto trimestre ficaram pouco aquém das previsões, lançando dúvidas sobre a força de duas das maiores economias da Zona do Euro, em meio às incertezas globais.

No quarto trimestre de 2016, a medida do Produto Interno Bruto (PIB), ajustada sazonalmente e de acordo com o calendário, aumentou 0,2% em relação ao terceiro trimestre de 2016 e 1,1% em relação ao quarto trimestre de 2015.

As ações do Credit Suisse Group AG subiram 3,1%, depois que o credor disse que tomou uma decisão para resolver a investigação da Justiça dos Estados Unidos sobre o negócio de títulos hipotecários na crise financeira de 2008.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam em alta nesta terça-feira, depois da apresentação de Janet Yellen no Comitê Bancário do Senado norte-americano. O dólar também se fortaleceu, depois de ter recuado com a baixa no governo de Trump.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,40% aos 2.337; o Dow Jones ficou em alta de 0,45% aos 20.504; e o Nasdaq subiu 0,32% aos 5.782.

Michael Flynn, a principal autoridade na área de segurança norte-americana, renunciou, após escândalo sobre uma conversa que teve com um embaixador russo nos Estados Unidos, Sergei Kisliak. Donald Trump nomeou o general Joseph Keith Kellogg Jr. interinamente em seu lugar, enquanto inicia os contatos para encontrar um nome definitivo para o posto.

A renúncia de Flynn ocorreu depois de notícias de que ele enganou o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, e outros funcionários do governo e mentiu sobre o teor de suas conversas com o embaixador da Rússia antes mesmo de Trump tomar posse. Em carta de demissão, cujo texto foi enviado pela Casa Branca, por e-mail, aos repórteres, Flynn disse que fez vários telefonemas para o embaixador russo durante o período de transição do ex-presidente Barack Obama para Donald Trump. Na carta, ele admitiu que deu “informações incompletas” a Pence sobre essas conversas.

A presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, disse que mais aumentos de taxa de juros serão apropriados se a economia americana atender à perspectiva do banco central de aumentar gradualmente a inflação e apertar os mercados de trabalho.

“Em nossas próximas reuniões, a comissão avaliará se o emprego e a inflação continuam a evoluir de acordo com essas expectativas, caso em que um ajuste adicional da taxa de fundos federais provavelmente seria apropriado”, disse ela ao Comitê Bancário do Senado em comentários preparados.

Os rendimentos dos papéis do Tesouro dos Estados Unidos de 10 anos subiram para 2,4%, depois de atingir a máxima de 2,5%.

BRASIL

A Bovespa fechou em queda, depois de uma sessão marcada por forte volatilidade nesta terça-feira, com os investidores mais atentos para o desenrolar dos acontecimentos em Brasília e de lado para o depoimento da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, e a primeira baixa no governo de Donald Trump.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,38% aos 66.712 pontos, depois de bater a máxima de 67.067 pontos no meio desta tarde. O volume de negócios ficou em R$8,7 bilhões, ou seja, pelo segundo dia consecutivo acima da média.

As ações com ganhos

Localiza ON, alta de 4,11%; Klabin UNT ED, alta de 1,83%; Lojas Renner ON, alta de 2,30%; e Kroton ON, alta de 1,98%.

As ações com perdas

Eletrobras ON, queda de 3,02%; Santander BR UNT, queda de 3,68%; e Copel PNB, queda de 2,77%.

A Petrobras ON ficou em alta de 1,51% e a PN, alta de 1,28%.
A Vale ON ficou em queda de 3,94% e a PN, queda de 3,36%.

 

Moedas

​O dólar comercial segue recuou forte nesta terça-feira, com  a apresentação de Janet Yellen no Congresso dos Estados Unidos, considerando a elevação das taxas de juros por mais de três vezes em 2017.

Ao final, no interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3,094 para a compra e R$3,096 para a venda, queda de 0,45%.

O euro ficou cotado aos R$3,264 para a compra e R$3,266 para a venda, queda de 1,01%.

A libra ficou cotada aos R$3,850 para a compra e R$3,853 para a venda, queda de 1,18%.

“A terça-feira tem início positivo nos ativos locais. Apesar de certa cautela com o cenário político, a rolagem de março do dia de somente 6 mil contratos de swap cambial pressionam o câmbio para baixo, finalmente rompendo o patamar de R$3,10 que vinha sendo testado há dias. No âmbito externo, o pedido de demissão do assessor de segurança nacional de Donald Trump gera apreensão global”, explica o gestor da GGR Investimentos, Rafael Sabadell.

 

 

 

Commodities

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 0,56% aos US$91,71 a tonelada seca com 62% de pureza.

O petróleo caiu nesta terça-feira, com as preocupações para o aumento da oferta da produção de xisto dos Estados Unidos, o que acaba por ofuscar o esforço liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em cortar a produção global. O petróleo Brent subiu 0,9% aos US$57,00 e o WTI ficou em alta de 0,43% aos US$53,16 por barril.


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