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A semana começou com os investidores partindo para o risco e deixando de lado as análises sobre as apresentação da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, na última sexta-feira (26).

Por aqui, o mercado financeiro acompanhou pronunciamento da presidente afastada Dilma Rousseff no julgamento final do processo de Impeachment e também os primeiros questionamentos dos senadores. Porém, sem que nada de novo fosse acrescentado por parte da presidente afastada, os investidores passaram a olhar para os índices de peso em Wall Street.

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Hoje, no cenário doméstico, os indicadores apresentados mostram ainda sinais frágeis da economia doméstica, como Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas, que recuou 1,0 ponto em agosto para 86,1 pontos, interrompendo a sequência de cinco altas consecutivas que levaram a um ganho acumulado de 12,4 pontos entre março e julho. A FGV divulgou também nesta segunda-feira a Confiança do setor de Serviços.

O Banco Central divulgou as estimativas das instituições financeiras para o Boletim Focus.

No final do dia, a Bovespa manteve alta e o dólar comercial perdeu força ante o real e as demais moedas emergentes.

ÁSIA

As bolsas asiáticas ficaram em alta nesta segunda-feira, com os investidores da região refletindo as declarações de Janet Yellen.

A presidente disse que as taxas de juros serão elevadas ainda este ano, mas que os membros do banco esperam ainda por indicadores mais robustos, como a inflação e o setor de trabalho. Enquanto Yellen não revelou o momento específico de um movimento da taxa, o vice-presidente, Stanley Fischer, disse que um aumento da taxa em setembro é possível.

As ações em Tokyo reagiram com o iene enfraquecido e com o governo japonês prometendo adicionar estímulos.

Fora o Japão, o MSCI Asia Pacific caiu 09%, em Hong Kong, e o Hang Seng, ficou em queda de 0,38% aos 22.821 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou estável 0,01% aos 3.070 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em alta de 0,43% aos 27.902 pontos. E no Japão, o índice Nikkei da bolsa de Tóquio fechou em alta de 2,30% aos 16.737 pontos.

EUROPA

As bolsas europeias fecharam no vermelho nesta segunda-feira, com os investidores analisando também a fala de Janet Yellen.

Ao final, o Índice Stoxx Europe 600 recuou 0,2% para 342,2 no fechamento do pregão, aparando declínios anteriores de até 0,7%.

Entre as ações em queda ficaram as dos fabricantes de veículos, com os declínios nas vendas de automóveis. E na outra ponta, os preços do petróleo arrastaram as energéticas para baixo. O volume de ações mudando de mãos hoje foi 72% menor do que a média de 30 dias, como mercados do Reino Unido fechado para um feriado.

Entre as ações com ganhos estavam as da Alstom, 2,9%, depois de ganhar um contrato para projetar e construir trens de alta velocidade para a Amtrak. O Banca Monte dei Pschi di Siena viu as ações subindo 1,3%, com arranjos internos, segundo fontes.

Em Milão, o índice FTSE-MIB recuou 1,12% aos 16.655 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em queda de 0,50% aos 8.616 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,40% aos 4.424 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 perdeu 0,41% aos 10.544 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 desvalorizou 0,03% aos 4.696 pontos.

A agenda da Europa estava vazia.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam valorizados nesta segunda-feira, com as financeiras e empresas de matérias primas. Os investidores estão acumulando lucros antes da reunião do Federal Reserve, em setembro. A fala da presidente, Janet Yellen, sobre a economia norte-americana e as intenções dos membros para elevar as taxas de juros, bem como os preços do petróleo em queda, ficaram de lado.

No final, Dow Jones subiu 0,58% aos 18.502 pontos; o S&P avançou 0,52% aos 2.180 pontos; e a Nasdaq ganhou 0,26% aos 5.232 pontos. A onça do ouro ficou em alta de 0,06% a US$1.326,70.

As empresas de matérias-primas subiram 0,96% as de bens de consumo não cíclicos, 0,88%, e as financeiras, 0,76%.

A renda pessoal dos norte-americanos aumentou US$ 71,6 bilhões (0,4%) em julho de acordo com estimativas divulgadas hoje pelo Departamento de Análises Econômicas.

A renda pessoal disponível (DPI) aumentou US$ 60,1 bilhões (0,4%) e despesas de consumo pessoal (PCE) em US$ 42,0 bilhões (0,3%). O PPP real aumentou 0,4% em julho e PCE real aumentou 0,3%. O PCE ficou inalterado a partir de junho. Excluindo alimentos e energia, o PCE aumentou 0,1% em julho. O aumento da renda pessoal, em julho, refletiu principalmente aumentos salários e recibos de transferência.

Os gastos dos consumidores dos Estados Unidos aumentaram pelo quarto mês consecutivo em julho em meio à forte demanda por automóveis, apontando para um crescimento econômico que poderia abrir o caminho para o Federal Reserve a elevar os juros este ano.

O Departamento de Comércio informou nesta segunda-feira que os gastos do consumidor,
que responde por mais de dois terços da atividade econômica dos Estados Unidos, subiu 0,3% mês passado depois de um ganho de 0,5% em junho. O aumento de julho ficou em linha com as expectativas dos economistas. Quando ajustado para a inflação, os gastos dos consumidores também subiram 0,3% em julho, após avanço de 0,4% em junho.

ARGENTINA

O índice Merval da Bolsa de Comércio de Buenos Aires fechou nesta segunda-feira em alta de 1,7%, aos 16.033,28 pontos.

Já o Índice Geral da Bolsa subiu 1,67%, para 687.723,16 pontos, enquanto o Merval 25 avançou 1,2% e fechou aos 17.119,50.

No pregão, foram negociados 211,4 milhões de pesos argentinos em títulos (US$ 13,8 milhões), com 44 em alta, 26 em baixa e 13 estáveis.

No mercado de câmbio, o dólar subiu 10 centavos e fechou cotado a 14,90 pesos para compra e a 15,30 pesos para venda.

BRASIL

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou com ganhos nesta segunda-feira, com os investidores acompanhando os mercados internacionais, em especial Wall Street mesmo com os sinais do Fed.

Quanto ao impeachment, o mercado considera que já está precificado, porém, é preciso manter a cautela, segundo um analista do mercado financeiro.

Ao final, o Ibovespa subiu 1,55% aos 58.610 pontos e giro financeiro seguindo para R$5,3 bilhões.

“A Bovespa surfou com os mercados internacionais, em especial, a Bolsa de Noca York. Fora, o impeachment, os investidores avaliaram as melhorias lá fora, com o índice de metais em alta de 2,18%, o financeiro em R$5,3 bilhões e o de energia IEEX em alta de 2,25%. Claro que o mercado segue atento ao julgamento do processo de impeachment, mas foi influência mesmo dos pares com ganhos lá fora e puxando aqui”, explicou o operador da Renascença, Luiz Roberto Monteiro.

Entre as altas no Ibovespa estavam as ações da Cesp PNB, alta de 4,74%; WEG ON, alta de 4,86%; Bradespar PN, alta de 3,86%; Brasil ON, alta de 4,02%; e Ecorodovias ON, alta de 3,31%.

Na contramão estavam as ações da Usiminas PNA, queda de 4,19%; Multiplan ON, queda de 1,39%; P. de Açúcar CBD PN, queda de 0,69%; BM&FBovespa ON, queda de 0,61%; e Marfrig ON, queda de 0,39%.

Os papéis de mais peso no índice fecharam valorizados. As ações da Vale ON ficaram em alta de 2,2% e PN, alta de 2,3%. A Petrobras ON subiu 1,5% e a PN, alta de 2,5%
Moedas

O dólar comercial perdeu força nesta segunda-feira, perdendo fôlego entre a cesta de moedas emergentes, com os indicadores dos Estados Unidos. No interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3,231 para a compra e R$3,232 para a venda, queda de 1,21%.

“O mercado estava voltado para o pronunciamento de Dilma e ainda refletindo a fala da presidente do Federal Reserve [Janet Yellen] na sexta-feira. Passada a primeira parte do pronunciamento e o início das perguntas, o mercado voltou, sendo que já está precificada a decisão sobre Dilma e até quarta-feira (31) deverá ser assim. O problema será a ‘cobrança da fatura’ de Michel Temer depois”, disparou o diretor da Treviso, Reginaldo Galhardo.

O euro ficou cotado aos R$3,614 para a compra e R$3,618 para a venda, queda de 1,11%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,1168 às 15h GMT (12h de Brasília) desta segunda-feira no mercado de divisas, abaixo do valor da sessão de sexta-feira no mesmo horário, que foi de US$ 1,1275. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$ 1,1170.

O Banco Central fez o leilão se swap cambial reverso, que equivale a compra de dólares no mercado futuro, ofertando os 10 mil contratos. Foram 5.000 contratos com vencimento para o próximo dia 01, 2.365 para 03 de outubro e 2.635 para 01 de novembro.

Commodities

O barril de petróleo Brent para entrega em outubro fechou nesta segunda-feira no mercado de futuros de Londres cotado a US$ 49,24, uma queda de 1,36% em relação ao pregão anterior.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou o dia no International Exchange Futures de Londres com uma redução de US$ 0,68 frente à última negociação, quando fechou a US$ 49,92.

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta segunda-feira em baixa de 1,39%, cotado a US$ 46,98,influenciado pelas notícias de um aumento da produção no Oriente Médio.

Ao final da sessão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em outubro caíram US$ 0,66 em relação ao fechamento de sexta-feira passada.

O minério de ferro fechou em alta de 0,02% aos US$59,14 no porto de Qingdao com 62% de pureza.

Contratos futuros de açúcar fecham em alta em Nova York.
Contratos futuros de café fecham em alta em Nova York.
Contratos futuros de cacau fecham em baixa em Nova York.


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