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Os índices principais dos mercados acionários globais fecharam sem direção única nesta quarta-feira, as penúltimas negociações do mês. Todas as atenções, a partir das próximas semanas, ficarão para as pistas sobre as decisões do Federal Reserve para a política monetária dos Estados Unidos. Além disso, as apresentações da presidente da Fed Janet Yellen, que deixa o cargo para Jerome Poweell, ficarão no radar, como a sabatina desta tarde no Congresso norte-americano (ver detalhes no vídeo “BOA NOITE INVESTIDOR” com Alvaro Bandeira).

Na Ásia, as bolsas fecharam em terreno positivo. O Japão apenas manteve a cautela com ações de tecnologia e também com a Coreia do Norte e seus testes.

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Na Europa, o Brexit, os indicadores e Jerome Powell pesaram nos índices. Por lá, os bancos foram os maiores ganhadores.

Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street devolveram e as gigantes de tecnologia puxaram para baixo o Nasdaq. As atenções ficaram para o avanço nas decisões do pacote fiscal, as prévias do PIB, o Livro Bege – Fed – e também com a Coreia do Norte.

Por aqui, o tema é o mesmo: Reforma da Previdência. Bastou uma declaração do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, para que os mercados imediatamente invertessem posições. A bolsa de ações despencou e o dólar ficou para cima (Ver detalhes abaixo).

ÁSIA

As bolsas de ações da Ásia fecharam no positivo nesta quarta-feira, com os investidores mais animados com o fechamento de Wall Street na sessão anterior.

O índice regional de ações MSCI Asia Pacific fechou com alta de 0,30%, após dois pregões de quedas consecutivas.

O índice Asia Dow ficou em alta de 0,55% aos 3.623. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 0,19% aos 29.623. O Xangai Composite ficou em alta de 0,13% aos 3.337. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em queda de 0,05% aos 2.512 pontos. O índice FTSE Straits, Singapura, ficou em queda de 0,10% aos 3.438. O índice Nikkei 225 ficou em alta de 0,49% aos 22.597. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em queda de 0,05% aos 33.602.

No Japão, o iene ficou entre as perspectivas positivas decorrentes da reforma fiscal americana e os temores devidos às ameaças beligerantes da Coreia do Norte.

Mas os estoques japoneses ficaram para cima depois do recuo na noite do iene. O dólar subiu 0,03% e ficou em ¥ 111,45 depois de cair ¥ 111,07 durante o comércio dos Estados Unidos depois do lançamento do míssil da Coreia do Norte.

Ainda hoje, os investidores também seguiram aguardando a decisão de quinta-feira do Banco da Coreia quanto ao aumento das taxas.

Em outros lugares, as perspectivas do Banco do Japão, aumentando o seu rendimento específico em títulos de governo de 10 anos, podem ter diminuído depois das vendas de varejo japonesas no mês passado terem registrado seu primeiro declínio em um ano.

EUROPA

As bolsas da Europa fecharam no positivo nesta quarta-feira, impulsionadas pelos bancos e ainda sob os efeitos da fala do futuro presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizando aliviar as regras do setor financeiro.

Ao final, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,26% aos 388.04, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,15% aos 22.325; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 1,22% aos 10.267; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 0,02% aos 13.061; o FTSE-100 (Londres) ficou em queda de 0,90% a 7.393; o CAC 40 (Paris) ficou em alta de 0,14% aos 5.398 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 1,42% aos 5.351.

Já no Reino Unido, o índice regional ficou no negativo, com a libra subindo e com as negociações do Brexit.

A libra ficou em alta de 0,72% a US$1,3434 ante os US$1,3339 do final de terça-feira em Nova York. O euro ficou em alta de 0,15% a US$1,1859 ante os US$1,1842 de ontem.

As ações dos bancos europeus subiram e puxaram o índice do setor em 1,63% e mantendo o rali de 1,6%, acompanhando os demais dos Estados Unidos com os efeitos de Powell.

Muitos bancos europeus fazem negócios nos Estados Unidos e as regras mais flexíveis poderá ser uma boa medida para os mais críticos.

No Reino Unido, as atenções seguem para as negociações de Brexit depois que a mídia local informou que o governo ofereceu a Bruxelas um pagamento maior para a saída de até US $ 59 bilhões.

A primeira-ministra Theresa May, em setembro, sugeriu que a Grã-Bretanha pagaria apenas € 20 bilhões, mas a União Europeia disse que o montante teria que ser aumentado para poder mover as negociações de saída para lidar com o comércio e um período de potencial transição.

A reunião da cúpula da União Europeia com o governo do Reino Unido acontece entre os dias 14 a 15 de dezembro.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam com perdas nesta quarta-feira, com apenas o Dow Jones sustentando os ganhos. As ações de tecnologia voltaram para o terreno negativo.

Ao final, o S&P ficou em queda de 0,04% aos 2.626. O Dow Jones ficou em alta de 0,44% a 23.940. O Nasdaq ficou em queda de 1,27% aos 6.824.

Os três índices fecharam em recorde na terça-feira, já que o progresso na revisão do pacote fiscal compensou as preocupações com um teste de mísseis da Coréia do Norte.

O Facebook caiu 4%, a Amazon caiu 2,7% e a Apple caiu mais de 2%, enquanto a Netflix Inc perdeu 5,5%. As ações da NVIDIA Corp caíram 6,8%.

O Federal Reserve apresentou o Livro Bege, compilado de relatórios regionais, com ligeira melhoria nas perspectivas em seus 12 distritos, com o crescimento constante em ritmo modesto a moderado.

O livro apresentou também o fortalecimento das pressões inflacionárias no último mês com aumentos aprovados para os consumidores. A avaliação da economia do Fed está em consonância com os dados recentes e a visão positiva da presidente Janet Yellen apresentada ao Comitê Econômico Conjunto do Congresso na quarta-feira anterior.

BRASIL

A bolsa de ações de São Paulo recuou forte nesta quarta-feira, com o governo endurecendo para manter o texto atual da reforma da Previdência. Os investidores também estão atentos para as articulações políticas e sem ainda a certeza de que o governo não deverá seguir com as mudanças nos ministérios.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 1,94% aos 72.700 pontos. O volume financeiro ficou em R$9,7 bilhões. O IEE ficou queda de 1,26%.

“O mercado vinha bem, com os papéis de peso puxando os índices, mas a fala do ministro Padilha sobre o texto da Previdência acabou com o humor e a bolsa azedou. Hoje o mercado ficou completamente voltado para as notícias de Brasília”, disse o operador da Renascença, Luiz Roberto Monteiro.

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje que não há mais espaço para concessões no texto da reforma da Previdência além das que já foram feitas em relação à proposta original enviado pelo governo ao Congresso, conforme informações da Agência Brasil.

“Já fizemos concessões muito grandes que representam cerca de 40% daquilo que era a proposta original. Para preservar a reforma, para que ela tenha o efeito necessário, entendemos que deveria ter guardado a corporificação inicial. Não foi possível. Chegamos no que é possível. Agora, novas concessões, além das que já foram feitas, o governo não vê como possibilidade de fazer nesse momento”, afirmou a jornalistas, no Palácio do Planalto e emendou: “As concessões do governo chegaram no limite. Chegamos no osso. Já não temos mais condições de fazer concessões. Não haverá concordância do governo com qualquer tipo de nova concessão.”

As ações com ganhos
Embraer ON, alta de 1,30%; Cielo ON, alta de 0,39%; Gerdau Met PN, alta de 1,38%; Equatorial ON, alta de 0,23%; Gerdau PN, alta de 1,09%.

As ações com perdas
CPFL Energia ON, queda de 6,89%; Brasil ON, queda de 4,53%; Smiles ON, queda de 4,27%; Usiminas PNA, queda de 3,99%; e Qualicorp ON, queda de 3,90%.

A Petrobras ON ficou em queda de 2,27% e a PN, queda de 3,22%.

A Vale ON ficou em queda de 1,52%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em alta na bolsa de Futuros de Londres em 0,83% aos US$64,55 o barril.

O petróleo WTI segue em queda de 0,97%, cotado a US$ 57,43 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta de 0,24% aos US$67,92 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$959,57, alta de 0,01%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$953,00 e alta de 0,45%, a tonelada.

Moedas

O dólar comercial ganhou força nesta quarta-feira, com as votações no Congresso na mesa dos negociadores.

Ao final, no interbancário, a moeda fechou cotada aos R$3, 239 para a compra e R$3,240 para a venda, alta de 0,98%.

O euro ficou em R$3,841 para a compra e R$3,844 para a venda, alta de 1,01%.

A libra ficou em R$4,351 para a compra e R$4,353 para a venda, alta de 1,34%.

“O mercado em R$3,20 está em linha, já que o movimento de hoje pode ser avaliado com as reformas. Contando que pode entrar em votação amanhã a reforma Tributária e na semana que vem, conforme vem destacando o governo, a da Previdência. Já somado a isso vem daqui há pouco a formação de Ptax para amanhã e o que se vê são os comprados prevalecendo. O real vem mantendo boa performance e o que permite um pouco de realização”, destacou o operador de câmbio da HCommcor, Cleber Alessie Machado Neto.

No cenário externo, a moeda norte-americana segue influenciada pelo conteúdo do Livro Bege, que é um compilado de relatórios regionais do Federal Reserve. Há pouco, o índice DXY ficou em queda de 0,06% a 93,18.

As moedas digitais fecharam divididas. A Bitcoin ficou em alta de 2,75% a US$10.352,40; a Cash ficou em queda de 8,39% a US$1.437,84; e a Ether, queda de 5,03% a US$450,76.


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