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A semana fecha com um dos recordes mais esperados pelos investidores do mercado de ações, o Ibovespa acima dos 75 mil pontos. Os recordes ocorreram em três sessões, sendo que pela primeira vez no pregão de hoje o índice ficou em 75.756 pontos.

Para os analistas, o mercado de ações está blindado para os acontecimentos políticos, comportamento que até alguns meses refletia diretamente nos negócios. Destacando também que a abertura para novas privatizações e concessões deram novo apetite para os investimentos no País. ” O gringo que ver negócio de peso e aproveitar as ofertas que estão disponíveis por aqui, principalmente em infraestrutura”, disse um deles.

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Ainda na semana, os indicadores de peso, como o IBC-BR, que é uma prévia do PIB, apresentou reação positiva. O IGP-10 ficou conforme o esperado, o Boletim Focus alimentou as projeções para o final de 2017 e 2018, com cenário de crescimento e, finalmente, a ata do Copom mostrou ainda mais cortes na Selic até o final do ano, uma ligeira acomodação para 2018 e dentro da meta projetada pela Banco Central do Brasil.

Ainda sobre as recentes medidas, a liberação dos recursos na contas inativas do FGTS, que muitos brasileiros usaram para saldar dívidas, chegou aos R$44 bilhões.

Diante desse cenário, as delações premiadas e prisões dos executivos da JBS, o depoimento ao Juiz Federal, Sérgio Moro, do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que rebateu as declarações do ex-ministro, Antonio Palocci, e a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra a cúpula do PMDB ficaram de lado no mercado financeiro.

Já no cenário externo, as bolsas da Ásia operaram divididas ao longo da semana. A produção industrial da China enfraqueceu, mas não representou grandes alterações nos índices de peso da região. Apenas as ameaças e disparos de mísseis por parte da Coreia do Norte estão no radar global.

Na Europa, os índices de peso ficaram sem direção, mesmo assim o índice Stoxx Europe 600 fechou a semana em alta de 1,4%. A cautela na Península Coreana e novos ataques terroristas na Inglaterra estão no foco de autoridades e no alerta geral. As discussões sobre o Brexit prosseguem.

Nos Estados Unidos, os índices de peso em Wall Street encerraram no positivo. Os estragos com os furacões, Irma e Harvey, estão sendo contabilizados. Os indicadores econômicos, mistos, estão ainda em linha com o esperado pelos analistas e revelando que a maior economia do mundo segue forte. O Dow Jones renovou recordes nesta sexta-feira.

ÁSIA

As bolsas asiáticas fecharam divididas nesta sexta-feira, superando o temor inicial com o míssil norte-coreano. Em Seul, o índice Kospi subiu 0,35%, o maior nível em 20 dias, depois de ter começado o pregão no vermelho. O iene revertendo direção ante o dólar ao longo do pregão, favorecendo as ações das exportadoras.

O índice Asia Dow ficou em queda de 0,21% aos 3.484. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em alta de 0,11% aos 27.807. O índice Nikkei 225 ficou em alta de 0,52% aos 19.909. O Xangai Composite ficou em queda de 0,53% aos 3.353. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em alta de 0,35% aos 2.386 pontos. O índice FTSE Straits, Singapura, ficou em queda de 0,35% aos 3.220. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em alta e 0,10% aos 32.272. O índice Taiex, Taiwan, ficou em alta de 0,11% aos 5.482.

EUROPA

As bolsas de valores da Europa fecharam com perdas nesta sexta-feira, com as atenções para a Coreia do Norte, com o aumento da tensão, e também com os investidores analisando as futuras decisões do Banco Central da Inglaterra.

Ao final, o Stoxx Europe 600 caiu 0,28% aos 380.71, em Londres, mas acumulou alta de 1,4% na semana. Em Milão, o índice FTSE-MIB perdeu 0,23% aos 22.229 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em queda de 0,42% aos 10.317 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 caiu 0,22% aos 5.213 pontos. Já em Frankfurt, o índice DAX 30 perdeu 0,17% aos 12.518 pontos. Novamente em Londres, o índice FTSE-100 ficou em queda de 1,10% aos 7.215 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 ficou em alta de 0,07% os 4.713 pontos.

A libra subiu para a máxima intradiária de US $ 1.3617, o maior nível de dólar desde o Brexit do Reino Unido em junho do ano passado. O ganho veio com a fala do presidente do Banco Central da Inglaterra, Gertjan Vlieghe, ao afirmar que as taxas de juros, atualmente em 0,25% ao ano, podem subir nos próximos meses.

O euro subiu para US $ 1.1957, ante $ 1.1920 no final de quinta-feira em Nova York. A moeda compartilhada obteve apoio de dados que mostram que os salários da Zona do Euro aumentaram no ritmo mais rápido em mais de dois anos.

ESTADOS UNIDOS

A bolsa de Nova York fechou em território positivo nesta sexta-feira, com as ações das empresas de telecomunicações compensando as atenções para o aumento da tensão na Península Coreana.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,18% aos 2.500; o Dow Jones ficou em alta de 0,29% aos 22.268; e o Nasdaq em alta de 0,30% aos 6.448. O Dow subiu 2,2%, o S & P cresceu 1,8% e o Nasdaq cresceu 1,4% na semana.

As ações da Nvidia Corp ganhou 6,3% depois que o Evercore ISI aumentou o preço-alvo da empresa para US $ 250 de US $ 180. A Advanced Micro Devices subiu 2,1%, as duas puxaram o S & P.

As questões geopolíticas permaneceram no foco central dos investidores, depois que a Coreia do Norte disparou, ontem à noite, um míssil sobre o Japão pela segunda vez em menos de um mês, desafiando os esforços internacionais crescentes para forçá-lo a abandonar o programa. Porém, uma reação imediata veio da Coreia do Sul, que realizou uma simulação de um lançamento contra a vizinha.

Ainda no Japão, os alertas prosseguiram para os celulares de pessoas que vivem em áreas por onde o míssil passou.

Os últimos dados econômicos dos Estados Unidos ficaram mistos e sem que os analistas apostassem sobre os rumos da maior economia do mundo.

As vendas no varejo caíram inesperadamente em agosto , 0,2%, marcando o segundo declínio nos últimos três meses. Separadamente, o indicador de fábrica do Empire State atingiu 24,4 em setembro, baixando ligeiramente.

A produção industrial caiu 0,9% em agosto, sua primeira queda em sete meses. O Federal Reserve disse que o declínio foi principalmente devido ao impacto recente dos furacões Harvey e Irma. A tempestade também teve um impacto no sentimento do consumidor, que caiu ligeiramente em agosto. Os estragos contabilizados até agora somam US$100 milhões.

BRASIL

O índice principal da bolsa de valores de São Paulo encerrou a semana com valorização de 3,66% e batendo recordes históricos pela quarta vez. O bom humor dos investidores ficou com indicadores da economia doméstica dando sinais de sustentação e taxas de juros mais baixas. Além disso, os demais mercados acionários globais também estão demonstrando fortalecimento, mesmo com a China e os Estados Unidos números mais fracos.

Por aqui, o cenário político, com a nova denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot contra a cúpula do PMDB na noite de ontem, não influenciou o humor dos investidores para as negociações de hoje.

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 1,47% aos 75.756 pontos. O volume financeiro ficou em a de R$15,8 bilhões.O IEE estava em queda de 0,05%.

As ações com ganhos
Klabin ON, alta de 4,86%; Sid. Nacional ON, alta de 4,43%; BR Malls ON, alta de 4,39%; Multiplan ON, alta de 3,94%; e Energias BR ON, alta de 3,74%.

As ações com perdas
Engie Brasil ON, queda de 2,12%; Equatorial ON, queda de 1,01%

A Petrobras ON ficou em queda de 0,45% e a PN, queda de 0,45%.

A Vale ON ficou em alta de 3,49% e a PN, alta de 0,21%.
Os papéis dos principais bancos também puxaram o índice, como o Itaú Unibanco, alta de 1,87%; Bradesco, alta de 2,13% e BB, alta de 1,46%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Análise Alvaro Bandeira

A semana, uma das mais movimentadas do mês de setembro, deixou o cenário político do Brasil em evidência, porém sem grandes efeitos no mercado financeiro. “Hoje, o mercado tinha tudo para operar em realização, com os efeitos da decisão da PGR e também com o conflito geopolítico intensificado pela Coreia do Norte disparando míssil em direção ao Japão. Mas o que se viu é que tem fluxo, apesar da indecisão que tomava conta do investidor, o mercado descolou do lado político, com Lula, Temer, JBS e a decisão da PGR e sem que isso tudo tirasse o apetite para o risco. Acompanhamos recordes históricos do índice”, pontuou.

Ainda na semana, os indicadores da economia doméstica deram mais segurança para investidores e empresários, que através de pesquisas do IBGE e Fiesp demonstraram mais confiança para investir. ” O IBC-BR, o IGP-10, o setor de Serviços, o Boletim Focus e, principalmente, a ata do Copom revelaram que a economia dá mesmo sinais de recuperação, um passo importante para a retomada do crescimento. O quadro de renda variável está subindo e já estamos com R$1 bilhão de capital estrangeiro na bolsa. Isso deve implicar em algum ou outro movimento de variação, o que é normal, mas o índice deve seguir avançando”, destacou Bandeira.

Para o cenário externo, o analista ressalta que os países estão atentos para a Coreia do Norte, mas as medidas ainda mais severas do Conselho de Segurança da ONU estão dando “certa” tranquilidade. ” Lá fora, mesmo com a questão da Coreia do Norte, os mercados estão operando normalmente. Os bancos centrais estão sinalizando alterações nas taxas de juros com a economia global fortalecida. Um pouco de preocupação segue com os dados econômicos dos Estados Unidos, como os de hoje que mostraram retração. Na Europa, a cautela segue para os bancos centrais, Brexit e a proximidade das eleições na Alemanha. Os números da Zona do Euro, União Europeia e até mesmo do Reino Unido estão positivos”, considerou.

Para a semana, o índice da bolsa de São Paulo deve sofrer pequenas variações. “Apesar de alguma realização, o Ibovespa deve seguir para cima e com o foco para as reformas no Congresso. A tendência é a busca pelos 77 mil pontos”, finalizou o analista-chefe e sócio do ModalMais, Alvaro Bandeira.

Moedas

O dólar comercial fechou a semana com valorização de 0,65%, em semana cercada de expectativa para o cenário político com a denúncia contra o presidente Michel Temer pela Procuradoria-Geral da República. A decisão aconteceu ontem à noite, mas não influenciou também o mercado cambial.

A moeda segue o comportamento dos pares no cenário externo, com a fraqueza nos Estados Unidos provocada pelas incertezas que rondam o governo do presidente Donald Trump.
Ao final, no interbancário, o dólar comercial ficou cotado aos R$3,114 para a compra e R$3, 114 para a venda, queda de 0,03%.

O euro ficou em R$3,716 para a compra e R$3,718 para a venda, alta de 0,02%.

A libra ficou em R$4,224 para a compra e R$4,226 para a venda, alta de 1,11%.

Hoje, por aqui, o Banco Central do Brasil atuou com swap cambial tradicional ofertando 12 mil contrato para a rolagem em outubro.

No cenário externo, a libra subiu ante o dólar, negociada acima da marca de US $ 1,36 seguindo outro o sinal do Banco da Inglaterra para a alta nas taxas de juros.

O Índice Dólar ICE, perdeu força -0,23 %, estava em alta na semana.

A Bitcoin valorizou 14,45% nas últimas 24 horas aos US$3,692,54, com valorização de mais de 200% no ano. A Ether estava em alta de 17,93% aos US$263,26.

Commodities

O petróleo WTI ficou em queda de 0,04%, cotado a US$ 49,87 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 2,51% aos US$72,13 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$903,87, alta de 0,91%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$883,01 e alta de 0,34%, a tonelada.


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