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O mês de fevereiro, como ocorreu em janeiro, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi o centro das atenções com mais polêmica.

Na Ásia, a China deu sinais de fortalecimento e animou os investidores. O Japão segue com economia acima do esperado.

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Na Europa, as eleições da Alemanha e França, bem como o Brexit, também ficaram no foco. Por lá, indicadores econômicos apresentados nos últimos dias deram mais ânimo aos mercados, com a inflação subindo, as vendas de varejo e setor de trabalho em forte escalada.

Nos Estados Unidos, a palavra “cautela” já está na roda dos negócios. Donald Trump é a dúvida.

Por aqui, a política ficou de lado dos mercados acionários e o bom humor voltou na Bovespa, que por dois dias consecutivos ficou acima dos 69 mil pontos.

O dólar perdeu força e ficou em patamares só vistos em maio de 2015.

Nesta sexta-feira, o último dia útil de fevereiro no Brasil, os investidores realizaram lucros e o dólar ganhou força.

Sobre os indicadores, o IBGE mostrou que o desemprego ainda é o maior desafio do presidente Michel Temer que subiu ainda mais se comparado com os últimos cinco anos (Veja em Indicadores).

ÁSIA

As bolsa da Ásia fechara com perdas nesta sexta-feira, com os investidores digerindo os discursos do presidente dos Estados Unidos Donald Trump  e esperando as decisões do Federal Reserve. A semana foi de agenda fraca nos mercados da região.

Em Hong Kong, o índice Asia Dow ficou em queda 0,51% aos 3.201. O Nikkei 225 (Japão), ficou em queda de 0,45%; o Hang Seng (Hong Kong) ficou em queda de 0,62%; o SSE Composite (Xangai) alta de 0,06%; o BSE (Índia) alta de 0,10%; o Kospi (Coreia do Sul), queda de 0,65%.

Na região não foram apresentados indicadores.

EUROPA

As bolsas de valores da Europa recuaram nesta sexta-feira, com os investidores digerindo o discurso de Donald Trump na Conferência de Ação Política Conservadora nos Estados Unidos. Além disso, o cenário político na França e os resultados financeiros também  seguiram no radar dos negociadores.

O Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,7%, em Londres; FTSE-MIB (Milão) recuou 1,18%; Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 0,42%; DAX 30 (Frankfurt) perdeu 1,20%; o CAC 40 (Paris) caiu 0,94%; FTSE-100 (Londres) recuou 0,38%; e o PSI-20 (Lisboa) ficou em queda de 0,32%.

O índice DAX da Alemanha caiu 1,2%, ultrapassando o nível de suporte técnico de 11.900 que representou seu pico de janeiro. O benchmark esta semana subiu acima de 12.000 em negociação intraday, mas não conseguiu sustentá-lo em uma base de fechamento.

Entre as ações para baixo estavam as da Vivendi AS, 3,9%, com a empresa de mídia prevendo lucros de 2017 abaixo das estimativas dos analistas.

A BASF SE perdeu 2,9%, depois de ter dito que as perspectivas sombrias para a economia europeia vão pesar na perspectiva do fabricante de produtos químicos para o crescimento do lucro este ano.

O spread da volatilidade das ações da Europa mostrou pouca complacência do tipo visto antes do referendo de Brexit. O diferencial entre os meses de abril e maio, com a volatilidade das ações da Europa, são os riscos que as eleições francesas estão começando a refletir no rali dos mercados, conforme analistas.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam com ganhos, depois das quedas acentuadas ao longo da sessão. As atenções ficaram para o presidente Donald Trump.

Ao final, S&P alta de 0,15% aos 2.367; Dow Jones em alta de 0,05% aos 20.821; e o Nasdaq em alta de 0,17% aos 5.845.

Os ganhos do dia foram amplos, com nove dos 11 setores primários do S & P 500 terminando para cima.

Entre os maiores baixas no Dow: Goldman Sachs Group Inc, 1,5%,  J.P. Morgan Chase & Co, caiu 0,9%. A terceira e a quarta maiores declinadoras foram as petroleiras.

Para a semana encurtada, os principais índices registaram ganhos. O Dow subiu 1% na semana, enquanto o S & P aumentou 0,7% e o Nasdaq subiu 0,1%. Isso marcou o quinto avanço semanal consecutivo para o S & P e o Nasdaq, e o terceiro em linha para o Dow.

O Dow Jones subiu quase 9,1% nos últimos três meses, com os investidores atribuindo ganhos, em grande parte, à vitória da eleição de Trump em novembro. Os investidores estão apostando que as políticas da Trump sobre impostos e regulamentações acelerarão o crescimento econômico e impulsionarão os lucros corporativos, mas as preocupações estão crescendo sobre a capacidade do governo em cumprir os planos tributários.

Os mercados viram pouco impacto no discurso que Trump deu na Conferência de Ação Política Conservadora, nesta sexta-feira, onde disse que o código tributário dos Estados Unidos seria mais justo.

Os investidores também estão olhando para a frente, com Trump programado para falar ao Congresso em 28 de fevereiro. O presidente é esperado para fornecer detalhes sobre suas propostas de reforma tributária.

BRASIL

A Bovespa fechou fevereiro em alta de 3,08% e entre o último pregão de 2016 até hoje a valorização é de 10,6%. Na semana, a alta foi de 3% com as blue chips, Petrobras, Vale, Bancos e Siderúrgicas marcaram os melhores resultados, em especial a Vale com valorização de até 8% nas últimas semanas.

Ao final da sessão desta sexta-feira, o Ibovespa ficou em queda de 1,18% aos 66.662 pontos. O volume financeiro ficou em R$8,3 bilhões.

As ações com ganhos

Gerdau Metalúrgica PN, alta de 2,63%; Marfrig ON, alta de 2,29%; Natura ON, alta de 2,03%; Klabin UNT, alta de 1,91%; e Weg ON, alta de 1,37%.

As ações com perdas

Ecorodovias ON, queda de 4,77%; Lojas Renner ON, queda de 3,91%; Lojas Americanas PN, queda de 3,07%; e BM&FBovespa ON, queda de 2,51%.

A Petrobras ON ficou em queda de 3,16% e a PN, queda de 2,44%.

A Vale ON ficou em queda de 1,36% e a PN, queda de 0,44%.

“O mercado já vinha desde janeiro dando uma estabilizada. Em fevereiro, o mercado seguiu forte em bem próximo dos 70 mil pontos. A Vale e a Petrobras foram os destaques, seguindo a probabilidade da Vale completar a privatização e com bons resultados no ano de maior desafio da nossa história. De outro lado, o que pesou e deverá seguir respingando é a questão política. Vamos ter muita discussão para a reforma da Previdência, outras medidas trabalhistas, a repatriação, entre outras. Porém, a Lava Jato segue tirando o sono de muita gente, principalmente com a delação da Odebrecht. O Copom trouxe a boa notícia de talvez um digito na Selic até o fim do ano e o capital estrangeiro segue em fluxo interessante.  Já sobre o cenário externo, a preocupação com Donald Trump está subindo e com as decisões nas mudanças da política monetária pelo Fed, com os membros do banco aguardando o presidente do País”, avaliou o diretor da Codepe Investimentos, José Costa Gonçalves.

Empresas

Números pressionados do Banco Pine (PINE4) nesse trimestre. O banco reportou números ruins no 4T16, pressionados por retração na base de receitas de crédito e PDD ainda bem elevada. A queda na carteira de crédito do banco foi de 7% em doze meses. Vale lembrar que boa parte da carteira de crédito do banco é colaterizada, ou seja, coberto por garantias.

O quarto trimestre de 2016 foi mais um período bastante desafiador para as vendas nas lojas Marisa, que finalizou o trimestre com redução de 14,8% em seu faturamento. Tal queda é resultante principalmente da redução no ticket médio no período, reflexo direto da antecipação das liquidações de Verão para Jan/17 e a menor oferta de itens no evento Black Friday, além disso, houve menor fluxo de clientes nas lojas. A receita de juros, líquida de custos de captação, teve aumento de 17,3%, decorrente principalmente da importante recuperação de 5,5 p.p. na participação dos cartões Marisa nas vendas da companhia. Já a receita de serviços financeiros apresentou decréscimo de 11,9% no período, atingindo R$ 40,3 milhões, devido à redução do número de contas ativas em 5,5%. O EBITDA consolidado ficou 43,4% menor no período em análise.

A BRF trouxe volume consolidado no último trimestre de 2016 praticamente estáveis com os do mesmo trimestre do ano anterior. Com quase 50% das vendas da companhia, as vendas no mercado doméstico retrocederam 9,1% na comparação anual, sendo resultado basicamente da queda de 14,8% das vendas de processados, que possuem melhores margens operacionais. Já no mercado externo, a Ásia foi o destaque: as diversas aquisições realizadas ao longo de 2016 explicam o forte avanço de volumes, levando o segmento a se tornar o mais rentável no trimestre com uma margem EBITDA no segmento de 11,8%. Na Europa, o cenário de vasta oferta de aves assim como a concorrência de players domésticos penalizou duramente a rentabilidade da região. No consolidado, o EBITDA ficou em R$ 559 milhões, uma margem de somente 6,5%, deterioração de 14,5 p.p. ante o mesmo período de 2015. O resultado operacional pressionado e o resultado financeiro negativo levaram a um prejuízo de R$ 460 milhões no período.

A São Martinho (SMTO3) anunciou a conclusão na incorporação da Nova Fronteira. A produtora de açúcar e etanol anunciou hoje que através do aumento de capital de 24.023.708 novas ações ordinárias que foram entregues aos então acionistas da Nova Fronteira e para a Petrobras Biocombustíveis.  A São Martinho havia comprado o restante da Nova Fronteira, em que já detinha participação de 50%. A incorporação faz parte dos planos estratégicos de crescimento da São Martinho e dos planos de desinvestimentos  da Petrobras.

A Hering ficou com receita líquida recuada em 14,8% no 4T16, além do comentado acima, os canais multimarcas e franquias contribuíram sobremaneira para este resultado negativo. A margem bruta apresentou ganho decorrente do menor volume de peças vendidas com desconto e pela melhor gestão de estoques e sobras contraposto pela menor diluição de custos fixos. O EBITDA ficou 35,4% menor em relação ao 4T15, com queda de 4,5 p.p. na margem. Desta forma, o lucro líquido veio menor em 38,7% na mesma base comparativa. Já sua situação patrimonial ao final de dezembro apresentava baixo endividamento, estando bem alinhado à política conservadora de gestão financeira da empresa. Para 2017, a empresa não vislumbra investimento em abertura de loja, permanece somente nas reformas e melhorias nas coleções.

Carteira Teórica

A carteira teórica do Índice Bovespa que passou a vigorar entre e 02 de janeiro de 2017 a 28 de abril de 2017, com base no fechamento do pregão de 29 de dezembro de 2016, totaliza 59 ativos de 56 empresas e com a entrada da Eletrobras ON (ELET3). Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,681%), Bradesco PN (7,740%), Ambev S/A ON (7,183%), Petrobras PN (6,008%) e Petrobras ON (4,592%).

 

Moedas

O dólar comercial fecha o mês de fevereiro com desvalorização de 1,20% e, nesta sexta-feira, a moeda norte-americana reagiu e fechou em alta.

Ao final, no interbancário, a divisa ficou cotada aos R$3, 1118 para a compra e R$3,1133 para a venda, alta de 1,86%.

O euro ficou em R$3,282 para a compra e R$3,284 para a venda, alta de 1,32%.

A libra fechou em R$3,866 para a compra e R43,871 para a venda, alta de 0,68%.

Conforme os operadores de câmbio, o cenário externo está trazendo mais peso para a moeda, com o mercado mais instável para com o governo de Donald Trump. A preocupação com as medidas anunciadas e que já estão sendo colocadas em segundo plano, com os investimentos em infraestrutura somente para 2018 e ajuste fiscal até o verão, estão pesando nas avaliações sobre o governo.

Hoje, a confiança do consumidor caiu em fevereiro pela primeira vez desde as eleições nos Estados Unidos, de acordo com a pesquisa mensal da Universidade de Michigan. O índice do sentimento caiu para 96.3 de uma leitura de janeiro de 98.5, que era o mais elevado em uma década. Os economistas previam uma leitura de 96.

Já no ambiente doméstico, o mercado cambial espera por anúncios do Banco Central do Brasil (BCB) para os swaps de março. Pelo segundo dia, o BCB não fez nenhuma intervenção, lembrando que a valorização se dá para a formação de Ptax, com liquidação de contratos para quarta-feira.

Na cesta global, as demais moedas emergentes perderam força para o real. Na Europa tanto o euro como a libra fecharam valorizadas ante a moeda norte-americana.

Commodities

O minério de ferro fechou em queda de 0,92% aos US$90,50 a tonelada seca e com 62% de pureza.

O preço do petróleo WTI, com contratos para vencimentos em março na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York, ficou em queda de 0,79% aos US$54,02.

Voltamos na próxima Quarta-Feira de Cinzas (01)

 


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