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Os mercados acionários globais reagiram para cima nesta quarta-feira, com os investidores digerindo os dados econômicos referentes ao primeiro mês de 2017, temporada de balanços corporativos e, principalmente, o resultado da reunião do Federal Reserve, que é o banco central dos Estados Unidos (Ver abaixo).

Por aqui, em dia de retorno dos trabalhos em Brasília, os Senadores elegeram há pouco Eunício Oliveira (PMDB-CE) como novo presidente da Casa. Com 61 votos, Oliveira já tomou posse pelas mãos de Renan Calheiros (PMDB-AL).

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Renan, que ao se despedir elogiou a Operação Lava Jato, reconheceu os momentos históricos do Senado e disse estar tranquilo com o dever cumprido.

Ainda sobre a Lava Jato, o juiz federal Vigdor Teitel, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), negou liminar ao pedido de habeas corpus feito pelo advogado Fernando Martins para o empresário Eike Batista, que desde segunda-feira (30), está preso, preventivamente, na Penitenciária Bandeira Stampa, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio. Segundo o TRF2, o mérito do habeas corpus ainda deverá ser julgado pela Primeira Turma Especializada do Tribunal, composta por três juízes.

Ainda em Brasília, sobre a escolha do substituto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, a ministra Cármen Lúcia, confirmou que vai consultar os colegas para a possibilidade de transferência do ministro Edson Fachin da Primeira Turma para a Segunda Turma, colegiado que cuida dos processos da Lava Jato na Corte.

Sobre os indicadores de hoje, o IBGE apresentou a produção industrial brasileira, que fechou o ano passado com queda de 6,6%, a terceira taxa anual negativa consecutiva: em 2015, a produção da indústria havia recuado 8,3% frente a 2014 que, por sua vez, já havia fechado o ano com produção negativa de 3% frente aos 12 meses imediatamente anteriores, na série sem ajuste sazonal.

Apesar dos sucessivos números negativos nas taxas anuais, em dezembro do ano passado a produção industrial nacional cresceu 2,3% em relação ao mês anterior – nesse caso, na série livre de influências sazonais. O resultado de dezembro é a segunda taxa positiva consecutiva, acumulando nos dois últimos meses de 2016 expansão de 2,6%.

Já o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou o mês de janeiro em alta de 0,69%. A taxa é 0,06 ponto percentual acima da última apuração (0,63%) e 0,19 ponto percentual maior do que o registrado na primeira medição de janeiro (0,5%). No acumulado dos últimos 12 meses, o IPC-S atingiu 5,04%.

Os dados são do levantamento feito pela FGV/IBRE, em Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.

O custo de vida na região metropolitana de São Paulo encerrou 2016 com alta de 6,59%, segundo pesquisa divulgada hoje (1º) pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Em dezembro, o índice teve elevação de 0,45%, contra os 0,34% registrados em novembro. O resultado do ano está, no entanto, abaixo dos 11,56% verificados em 2015.

A Bovespa fechou em alta e o dólar recuou.

ÁSIA

As bolsas asiáticas subiram nesta quarta-feira, com as ações de mineração e os preços dos metais. Em paralelo, o indicador oficial da fábrica da China começou 2017 com uma nota robusta. O índice de referência da Índia avançou mais de 1%, enquanto o governo aliviou o seu déficit, ofereceu cortes de impostos e maiores gastos para proteger a economia.

O índice de fabricação da China ficou em 51,3 em janeiro, superando a mediana das estimativas em uma pesquisa. Os mercados da China estão fechados para os feriados do Ano Novo Lunar.

Os produtores de leite e os estoques de leiteria de India subiram com o orçamento incluindo uma proposta para um fundo de 80 bilhões de rúpias (US$ 1,2 bilhões) para a infraestrutura no processo da leiteria.

O índice Asia Dow ficou em alta de 0,46% aos 3.102 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em alta de 1,767% aos 28.141 pontos. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em alta de 0,62% aos 2.080. O Nikkei 225 ficou em alta de 0,56% aos 19.148 pontos.

O setor de manufatura japonês começou 2017, em boas condições, com condições operacionais, está melhorando ao ritmo mais acentuado em quase três anos.

As previsões da perspectiva dos próximos 12 meses também foram positivos, com o mais forte em mais de dois anos e meio.

Tanto a produção como as novas encomendas aumentaram em janeiro, com a taxa subindo de forma mais rápida, os produtores de bens acrescentado ao número de pessoal e aumentado as compras. Na frente de preços, os dos insumos subiram a uma taxa mais rápida em quase dois anos, que por sua vez levaram aumento nos preços cobrados.

O índice de Gerentes (PMI) de Manufatura do Japão ficou em 52,7 em janeiro, acima de 52,4 em dezembro, sinalizando uma melhoria mais forte nas condições de fabricação. Na verdade, a maior leitura desde março de 2014.

Na China, o índice oficial de fábrica começou o Ano Novo com uma nota robusta. O índice de Gerentes de Compras de fabricação foi de 51,3 em janeiro, em comparação com uma estimativa mediana de 51,2 e 51,4 em dezembro. O PMI não-industrial estava em 54.6 contra 54.5 em dezembro. Números superiores a 50 indicam condições de melhoria.

A China mostrou expansão de 6,7% no ano passado, com crescimento acelerado para 6,8% no último trimestre.

EUROPA

As Bolsas da Europa fecharam para cima nesta quarta-feira, com balanços corporativos das gigantes, Siemens e Volvo, bem como os dados econômicos da região e da China.

O índice Euro Stoxx 50 de ações da Zona do Euro subiu 0,9%, saltando a sua média móvel de 50 dias.

A Siemens AG , maior empresa de engenharia da Europa, elevou sua perspectiva para o ano com sucesso em projetos de energia renovável e serviços digitais levando o lucro melhor que o esperado no primeiro trimestre. Suas ações estavam subindo 5,6%.

As ações da Volvo subiram 4,7%, depois que suas ordens para venda de caminhões do quarto trimestre de 2016 saltaram e os ganhos superaram as estimativas.

Ao final da jornada, em Londres, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,86% aos 363.20. Em Milão, o índice FTSE-MIB ficou em alta de 0,81% aos 18.740 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 ficou em alta de 0,17% aos 9.330 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 ficou com ganhos de 1,08% aos 11.659 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 ficou em alta de 0,96% aos 4.794 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 avançou 0,12% aos 7.107 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 recuou 0,16% aos 4.467 pontos.

O início de 2017 registrou uma melhoria acentuada nas condições comerciais dos fabricantes da zona euro. O crescimento da produção manteve-se estável no recorde de 32 meses até dezembro, sustentado pelos maiores fluxos de novos negócios e a criação de emprego mais rápida desde o primeiro semestre de 2011. As pressões sobre os preços continuaram a intensificar-se, contudo, com as taxas de inflação nos custos de insumos e as taxas de produção aumentando.

Em janeiro, o PMI de Manufatura pela Markit Economics para a Eurzona ficou em 55.2 e acima de sua estimativa de 55.1. O PMI tem sinalizado expansão em cada mês desde julho de 2013.

Os fabricantes alemães tiveram um início positivo até 2017, com a produção, as novas encomendas e o emprego aumentando a taxas melhores. Como resultado, as condições operacionais gerais se fortaleceram substancialmente.

Os dados são do Índice de Gerentes de Compras de Manufatura Markit , ajustado sazonalmente, que mede o desempenho preliminar da economia industrial para dezembro – subindo para um máximo de três anos de 56,4 em janeiro. Os dados foram apresentados hoje.

A aceleração do crescimento continuou uma tendência observada no final de 2016 – o índice havia atingido um pico de 35 meses em dezembro (55,6).

Em vários relatórios, as condições de setores da Alemanha apresentaram melhora nas demanda dos clientes em janeiro. Isto foi reforçado pelos dados, que mostraram que as novas encomendas totais aumentaram na maior medida desde janeiro de 2014.

O crescimento do setor de trabalho novo era evidente, tanto no cenário interno como no exterior, com a medida de novos negócios de exportação subindo em quatro meses.

Empresas monitoradas citam a China, a Rússia e a União Europeia como fontes de novos trabalhos.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam para cima nesta quarta-feira, depois de duas sessões consecutivas no vermelho, com o alívio pela decisão do Federal Reserve em não mexer com as taxas de juros.

Ainda por lá, os resultados corporativos, dados econômicos do País e da China também alimentaram o humor dos investidores de Wall Street.

Ao final, Dow Jones ficou em alta de 0,14% aos 19.890; o S&P estava em alta de 0,03% aos 2.279; e o Nasdaq ficou em alta de 0,50% aos 5.642.

O preço do barril de petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Futuros, Nova York, fechou em alta de 1,40% aos US$53,55.

A alta na bolsa eletrônica teve como destaque as ações da Apple, depois que a fabricante do iPhone registrou fortes ganhos.

A Apple, como a maior empresa dos EUA por capitalização de mercado, o que significa que tem uma pesada ponderação nos principais índices, compensou a fraqueza em outras partes do mercado.

Outros gigantes da tecnologia também estavam subindo: Facebook Inc fechou em alta de 2,2% e Nvidia Corp, alta de 4,4%. Google perdeu 0,1% no dia.

As ações da Ford Motor cairam 0,3%, depois das vendas de janeiro, enquanto as General Motors perderam 1,3%.

Indicadores

O emprego no setor privado aumentou em 246 mil empregos entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, de acordo com o Relatório Nacional de Emprego ADP de janeiro. A estimativa era para 165 mil. O relatório, que é derivado dos dados da folha de pagamento real da ADP, mede a mudança no total de emprego privado não-agrícola a cada mês numa base ajustada sazonalmente. Os dados foram apresentados hoje.

O crescimento na produção industrial dos Estados Unidos em janeiro se manteve em alta pelo quinto mês consecutivo, com pedidos mais fortes. A sinalização é de que as fábricas da América estão se recuperando.

O ISM (índice do Instituto de Gerenciamento de Abastecimento) subiu para 56, o maior desde novembro de 2014, de 54,5 no mês anterior, conforme apresentado nesta quarta-feira pelos membros do instituto com sede em Tempe, no Arizona. A leitura acima de 50 dá sinais de expansão.

O relatório mostrou que os indicadores de produção e encomendas também subiram para os melhores resultados em mais de dois anos, sublinhando a melhoria sustentada na fabricação, depois de ligeira melhora em meados de 2016.

Conforme mostrou hoje o Departamento do Comércio, os gastos com construção para todo 2016 totalizaram US $ 1,16 trilhão, 4,5% superior ao de 2015.

Os gastos com construção privada aumentaram 0,2% em dezembro, enquanto os gastos públicos caíram 1,7%.

Os gastos residenciais com a construção subiram 0,5% no mês, e subiram 5,2% em relação a 2016 em relação ao ano passado.

BRASIL

A Bovespa começou fevereiro no positivo, com os dados econômicos ao redor do mundo, em especial a China, renovando as estimativas de crescimento. Na outra ponta, os números locais reforçam ainda mais as perspectivas de que o avanço da economia está um pouco distante. Com isso, para esta temporada de balanços corporativos, segundo analistas, não será surpresa nenhum número negativo por conta do ano de 2016.

Ao final da jornada desta quarta-feira, o Ibovespa ficou em alta de 0,26% aos 64.836 pontos. O giro financeiro ficou em R$7,9 bilhões.

“O mercado hoje só esperou. Esperou o Fed, os balanços, a reação do petróleo, com os estoques dos Estados Unidos, a volta das atividades em Brasília, enfim. A Petrobras esperou o petróleo, com pouco de realização, e a Vale acompanhou os pares. A China trouxe boas notícias, como era esperado. O Fomc não elevou os juros e o mercado respondeu, conforme o esperado”, disse o operador da Renascença, Luiz Roberto Monteiro.

Entre as ações em alta ficaram as da Bradespar PN, alta de 4,47%; JBS ON, alta de 3,61%; Rumo Log ON, alta de 0,27%.

Na contramão ficaram as ações da Fibria ON, queda de 2,72%; RaiaDrogasil ON, queda de 3,44%; Qualicorp ON, queda de 3,59%; Estácio Participações ON, queda de 2,33%; e Energias BR ON, queda de 2,14%.

A Petrobras ON ficou em queda de 0,43% e a PN, estável. A Vale ON ficou em alta de 2,21% e a PN, alta de 2,75%.

Carteira Teórica

A carteira teórica do Índice Bovespa que passou a vigorar entre e 02 de janeiro de 2017 a 28 de abril de 2017, com base no fechamento do pregão de 29 de dezembro de 2016, totaliza 59 ativos de 56 empresas e com a entrada da Eletrobras ON (ELET3). Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,681%), Bradesco PN (7,740%), Ambev S/A ON (7,183%), Petrobras PN (6,008%) e Petrobras ON (4,592%).

Moedas

O dólar comercial fechou em queda nesta quarta-feira, depois de operar em grande parte da manhã valorizado, com a cautela para a decisão do banco central dos Estados Unidos para as taxas de juros.

Ao final das negociações, no interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3,148 para a compra e R$3,150 para a venda, queda de 0,03%.

O euro ficou em R$3, 372 para a compra e R$3,373 para a venda, queda de 0,87%.

A libra ficou em R$3,966 para a compra e R$3,967 para a venda, alta de 0,13%.

A moeda, segundo analistas, recuou com as expectativas para a decisão do Federal Reserve sobre as taxas de juros dos Estados Unidos. Por outro lado, as pistas do presidente do Banco Central do Brasil (BCB), Ilan Goldfajn, de que poderá haver uma redução na oferta de swap cambial elevou a dúvida sobre a intervenção no mercado.

Logo depois do fechamento do mercado local, o Federal Reserve anunciou que manteve as taxas de juros inalteradas. A decisão se deu com a instituição afirmando que a economia dos Estados Unidos ainda estava em um caminho de crescimento moderado, apesar de um aumento na confiança dos consumidores e empresas desde a eleição de Donald Trump em 08 de novembro do ano passado.

Como esperado, a presidente da Fed Janet Yellen e seus colegas votaram para deixar a taxa dos fundos federais em uma faixa de 0,5% a 0,75%. O voto do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês ) foi unânime.

 


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