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A semana começou com as atenções para os políticos e as consequências de suas ações nos mercados financeiros globais.

Começando pelos Estados Unidos com a grande expectativa para o depoimento do ex-diretor do FBI, James Comey, no Congresso norte-americano. Apesar dos ruídos que as declarações promoveram, os investidores em Wall Street deixaram de lado e partiram para as negociações. O três índices renovaram os recordes.

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Na Europa, a eleição ficou no radar global e mais uma vez o Reino Unido surpreendeu. Theresa May antecipou o pleito apostando na vitória e na antecipação da saída da União Europeia. Mas não foi bem assim…. O tiro foi no pé, com a impopularidade fortalecida pelo avanço do terrorismo ela perdeu a força. Em menos de três meses foram três ataques reivindicados pelo Estado Islâmico.

Ainda por lá, pelo menos uma boa notícia veio do Banco Central Europeu (BCE)que manteve a política monetária inalterada. Os mercados gostaram e as bolsas recuperaram as perdas da semana.

Por aqui, o País convive com mais uma incerteza no campo político. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está julgando a “preço” da campanha eleitoral de 2014 formada pela ex-presidente, Dilma Rousseff, e o atual Michel Temer.

Do lado econômico, os dados apresentados nos últimos dias ficaram mistos, porém, com sinais de recuperação lenta. As votações das reformas estão paradas e nas promessas dos Congressistas de serem retomadas nos próximos dias. Lembrando que a semana é mais curta com o feriado de Corpus Christi.

A bolsa de valores de São Paulo fecha a semana com o índice principal em queda de 0,48%. O dólar sustentou alta na banda psicológica entre R$3,25 e próximo dos R$3,30.

ÁSIA

As bolsas asiáticas fecharam com ganhos nesta sexta-feira, com os investidores atentos para questões regionais e com a saída positiva para conflitos geopolíticos recentes, o Qatar e Arábia Saudita e mais três países. Os Estados Unidos e a Europa não pesaram nos negócios dos mercados.

Ao final da jornada, o índice MSCI Asian Pacific ficou em alta de 0,1% aos 155.34 em Hong Kong embalado por ações de tecnologia e telecomunicações. O índice Asia Dow ficou em queda de 0,09% aos 3.332. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 0,13% aos 26.030. O Xangai Composite ficou em alta de 0,26% aos 3.158. Na Índia, o índice Sensex, bolsa de Bombai, ficou em alta de 0,16% aos 31.262. O Nikkei 225, bolsa do Japão, ficou em alta de 0,52% aos 20.013 pontos. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em alta de 0,77% aos 2.381 pontos. O índice FTSE ST, Singapura, ficou em alta de 0,53% aos 3.254.
O índice Topix ficou em alta de 0,2% e a moeda iene ficou em 0,2% mais fraco em 110,29.

Nos Estados Unidos, o depoimento do ex-diretor do FBI, James Comey, na Comissão de Justiça do Senado não provocou uma reação dos investidores norte-americanos à medida que o Dow Jones e o Índice S & P 500 terminaram a sessão mudando pouco. O Nasdaq bateu novo recorde.

Os investidores asiáticos também deixaram de lado as eleições no Reino Unido, com a primeira-ministra Theresa May perdendo força.

O índice Coreano foi para o recorde em relação ao interesse de compra no exterior, provocando uma manifestação nas corretoras.

EUROPA

As bolsas europeias fecharam em terreno positivo nesta sexta-feira, com a dados econômicos apresentados do Reino Unido e a balança comercial ajudando. Além disso, o país segue no radar desde o Brexit e com as eleições realizadas ontem. A primeira-ministra Theresa May perdeu a força.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,32% aos 390.39, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em alta de 0,38% aos 21.122; o Ibex 35 (Madri) ficou em alta de 0,23% aos 10.978; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em alta de 0,80% aos 12.815; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta de 1,04% aos 7.527; o CAC 40 (Paris) subiu 0,67% aos 5.299 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) subiu 1,12% aos 5.298.

Antes de uma renúncia, a primeira-ministra britânica tratou de fortalecer sua posição nas conversas com o Partido da União Democrática da Irlanda do Norte, alcançando um rápido entendimento para formar um novo governo. May optou por uma eleição instantânea para aumentar sua maioria parlamentar e fortalecer sua mão nas negociações de Brexit, que deverá começar em apenas 10 dias. A estratégia não deu certo.

O setor de viagens e lazer foi o maior declínio no Stoxx Europe 600 para o dia e para a semana.

A partir da próxima semana, as atenções dos investidores se voltam para a reunião do Federal Reserve, que deverá aumentar as taxas de juros, e também para os Banco da Inglaterra, o Banco do Japão e o Banco Nacional Suíço.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam em queda, com o índice principal S&P, em realização de lucros e o Dow Jones Industrial batendo recorde. As ações das empresas de energia reagiram, alta de 2,1%, depois que o petróleo virou para território positivo. As financeiras subiram 1,9%.

Ao final, o S&P ficou em queda de 0,08% aos 2.431; o Dow Jones ficou em alta de 0,42% aos 21.271; e o Nasdaq ficou em queda de 1,80% aos 6.207.

O Nasdaq devolveu os ganhos das últimas sessões com as gigantes tecnologia realizando lucros depois dos recentes recordes.

A Apple Inc caíram 3,9%, pesando sobre os três índices, depois de um relatório mostrando que os próximos iPhones lançados usarão chips de modem com velocidades de download mais lentas do que alguns smartphones concorrentes.

O Facebook e o Alphabet subiram mais de 3%, a Microsoft caiu 2,3%, enquanto a fabricante de chips Nvidia fechou em alta de 6,5% a US$ 149,60.

Ainda na semana, os investidores ficaram digerindo os importantes eventos políticos e econômicos nesta semana nos Estados Unidos e na Europa.

BRASIL

O índice principal da bolsa de valores de São Paulo fechou a semana com desvalorização de 0,48%, com a influência de commodities puxando os papéis de bancos, Petrobras e Vale.

Nesta sexta-feira, o Ibovespa recuou 0,87% aos 62.210 pontos. O volume financeiro ficou em R$7,2 bilhões. O IEE, que é o índice de energia elétrica, ficou em alta de 0,16%.

A volatilidade para este pregão já era esperado, com os investidores atentos para a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no julgamento da chapa Dilma-Temer sobre a eleição de 2014.

Análise Alvaro Bandeira

A semana foi movimentada em quase todos os mercados, considerando que a Ásia ficou de lado com os índices de peso reagindo apenas aos indicadores da região. “Podemos destacar três fatos relevantes na semana: a eleição no Reino Unido, o depoimento do ex-diretor do FBI no Congresso norte-americano e a decisão do Banco Central Europeu. A eleição no Reino Unido surpreendeu e Theresa May terá que fazer um grande esforço, enquanto se procura um novo primeiro-ministro. Nos Estados Unidos, James Comey, disse e também não disse. Já o BCE decidiu manter tudo como está na Zona do Euro e essa postura deu tranquilidade aos mercados. Ainda no Velho Continente, a Itália mudou de ideia e deixou a eleição para o tempo certo. Na França, o presidente Emmanuel Macron segue fazendo cadeiras e fortalecendo a sua maneira moderna de governar”, avaliou o analista-chefe do ModalMais.

Já no cenário doméstico, os indicadores econômicos estão reagindo com a deflação voltando. “Os números estão subindo, mesmo que devagar, mas já é uma reação. Porém, podemos destacar o julgamento no TSE na chapa Dilma-Temer e também a decisão do PSDB se vai deixar a base governista. A palavra para a semana é dúvida! Lembrando que mais envolvidos na Lava Jato estão demonstrando disposição para delações premiadas, como o ex-ministro, Antonio Palocci”, concluiu o analista-chefe e sócio do ModalMais, Alvaro Bandeira.

As ações com ganhos
Ecorodovias ON, alta de 3,44%; Cyrela Realt ON, alta de 2,43%; Cemig PN, alta de 2,41%; Siderúrgica Nacional ON, alta de 1,67%; e Sabesp ON, alta de 1,62%.

As ações com perdas
JBS ON, queda de 2,67%; Natura ON, queda de 7,73%; Suzano Papel PNA, queda de 3,98%; Santander BR UNT, queda de 3,41%; e Cosan ON, queda de 2,95%.

A Petrobras ON, alta de 0,58% e a PN, alta de 0,08%.

A Vale ON estava em alta de 1,04% e a PN, alta de 0,78%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Moedas

O dólar comercial fechou a semana em alta de 1,15%. Nesta sexta-feira, no interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3, 290 para a compra e R$3,292 para a venda, alta de 0,82%.

O euro ficou em R$3,685 para a compra e R$3,687 para a venda, alta de 0,79%.

A libra ficou em R$4,192 para a compra e R$4,194 para a venda, alta de 0,95%.

Análise por José Faria Junior

O dólar ficou comedido ao longo da semana, mesmo com as incertezas que rondam o País no quadro político. As atuações do Banco Central do Brasil (BCB) nos leilões de swap tradicional estão mantendo a divisa na banda psicológica de R$3,30.
“A longo da semana, o dólar manteve a banda psicológica e abaixo dos R$3,25 com interesse de compra e não conseguindo passar dos R$3,30. No cenário externo, a moeda acabou devolvendo com o comportamento das commodities e também acompanhando o cenário político nos Estados Unidos”, considerou Faria Junior.

Como era esperado também no mercado cambial, o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da chapa Dilma – Temer ficou no radar, porém, sem que a moeda sofresse a contaminação. “O que se viu foi pouca influência no comportamento da moeda com o julgamento no TSE. Se o Temer ficar ou não e as reformas necessárias conseguirem passar haverá uma reação no mercado. O que vamos encontrar nos próximos dias, em semana mais curta, poderá gerar um pouco de estresse; a decisão do PSDB e a espada da PGR na denúncia do procurador, Rodrigo Janot, contra Temer”, avaliou.

Já no cenário externo, Junior destaca a influência no movimento do dólar também por conta das commodities e para a decisão do Federal Reserve. “De todos os fatores, o que pode pesar no comportamento é o Fed, que vai subir os juros. Mas a atenção deverá ficar não para essa alteração, mas para as projeções que o banco central vai apresentar”, disse.

Para concluir, o executivo destaca também um fator importante para o desempenho do mercado cambial nos últimos dias. “A equipe econômica vem fazendo um ótimo trabalho e o ministro Meirelles segue como fiador, o que vem dando tranquilidade neste momento”, concluiu o diretor da Wagner Investimentos, José Faria Junior.

Nesta sexta-feira, o Banco Central do Brasil (BCB) ofertou 8.200 contratos em swap cambial tradicional.

Commodities

Os futuros de petróleo operam em alta, nesta manhã, com o tipo WTI subiu 0,57%, cotado a US$ 45,90 o barril.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 1,71% a US$54,41 a tonelada seca e com 62% de pureza.

Bom fim de semana!


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