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Os investidores aproveitaram o dia de agenda vazias para arrumar a casa nesta sexta-feira, com o feriado de Natal prolongado em vários mercados na segunda-feira (26), e partiram para as compras de última hora.  As bolsas da Europa, Estados Unidos e do Brasil encerraram os negócios para cima.

Por aqui o dia foi morno, depois da semana movimentada com as medidas anunciadas pelo presidente Michel Temer e com a divulgação de alguns indicadores pela FGV/IBRE  e também pelo Banco Central.

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O IPC-S de 22 de dezembro de 2016 apresentou variação de 0,24%, 0,07 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação. Nesta apuração, seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação.

Ainda hoje, a FGV mostrou também o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) que registrou, em dezembro, taxa de variação de 0,36%, acima do resultado do mês anterior, de 0,17%.O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,15%. No mês anterior, a taxa havia sido de -0,05%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,55%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,36%. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

“A persistência de um nível de atividade ainda fraco e um ambiente com incertezas influencia as percepções dos empresários, fazendo com que predomine uma visão pessimista quanto à possibilidade de estancamento da crise no curto prazo.”, observou Itaiguara Bezerra, Coordenador da Sondagem da Construção da FGV/IBRE.

A queda da confiança em dezembro foi motivada pelo aumento do pessimismo em relação aos próximos meses: o Índice de Expectativas (IE-CST) recuou 1,5 ponto, alcançando 80,0 pontos. Dentre os quesitos que compõem o IE-CST, as perspectivas para a demanda nos próximos três meses seguintes foi o que mais contribuiu para a redução no mês, com recuo de 2,4 pontos, na margem.

Já o Banco Central informou que a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito chegou ao recorde de 482,1% ao ano, em novembro. A taxa subiu 6,3 pontos percentuais em relação a outubro e foi a maior da série histórica iniciada em março de 2011.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. Ontem, o governo anunciou a limitação da permanência do cliente no rotativo do cartão de crédito por 30 dias. Essa medida ainda será implementada e poderá reduzir pela metade da taxa de juros do cartão de crédito, a partir do fim do primeiro trimestre do ano que vem, segundo previsão do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Já no final desta tarde, um mês depois de o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizar a operação, o BNDES devolveu R$ 100 bilhões ao Tesouro Nacional. A quantia faz parte dos R$ 532 bilhões que o banco deve à União referente aos empréstimos que recebeu de 2008 a 2014.

Em nota, o Ministério da Fazenda informou que a antecipação reduzirá a Dívida Bruta do Governo Geral em 1,6 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). Em outubro, segundo os dados mais recentes do Banco Central, o indicador estava em 70,3% do PIB.

Do lado acionário, em clima de ajustes, a Bovespa buscou os 58 mil pontos, mas segue distante dos 62 mil estimados pelos analistas (Ver abaixo).

Do lado cambial, o dólar comercial seguiu derretendo nesta sexta-feira e também na semana (Ver abaixo).

ÁSIA

As bolsas asiáticas fecharam recuadas nesta sexta-feira, com os títulos do tesouro dos Estados Unidos e os preços do petróleo. O preço do minério de ferro negociado no porto de Gingdao em queda de 3,8% nesta quinta-feira (22) também refletiu.

Os índices chineses foram impactados por uma revisão regulatória, especialmente envolvendo companhias de seguros, Woon Tian Yong, disse uma fonte de Cingapura.

As ações da petroleira BHP Billiton caíram 2% e as da Wesfarmers, 0,8%.

Ao final, o Índice MSCI Asia Pacific ficou em queda de 0,02% para 134,52, em Hong Kong.O índice Asia Dow ficou em queda de 0,38% aos 2.912 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ficou em queda de 0,28% aos 21.574 pontos. Na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai ficou em queda de 0,94% aos 3.110 pontos. Na Coreia do Sul, o índice Kospi ficou em alta de 0,01% aos 2.035 pontos. Na Índia, o índice BSE da bolsa de Bombai ficou em alta de 0,24% aos 26.040 pontos.

O Japão está fechado para um feriado e as agendas estão vazias.

EUROPA

As bolsas europeias fecharam com ganhos nesta sexta-feira, com o setor bancário novamente no foco, depois de acordos com órgãos reguladores dos Estados Unidos, e com o governo da Itália se preparando para socorrer o banco Monte dei Paschi di Siena SpA.

O Deutesche Bank AG ficou com as ações em alta com o acordo do Departamento de Justiça dos Estados Unidos para a redução da cobrança de US$14 bilhões para US$7,2 bilhões para liquidar créditos hipotecários.

O Deutsche concordou em pagar uma multa de US$ 3,1 bilhões, além de US $ 4,1 bilhões para o consumidor, que tem menos consequências imediatas e menos sólidas, porque deve ser pago ao longo de pelo menos cinco anos, disse o banco em um comunicado na noite de quinta-feira (22).

O Credit Suisse AG também estava com as ações em alta, depois de liquidar na Justiça dos Estados Unidos a multa de US$5,3 bilhões por conta da venda de títulos hipotecários do banco suíço antes da crise financeira (2008).

Já as ações do Barclays caíram mais de 0,8%, depois do banco britânico anunciar que vai contestar a decisão do Departamento de Justiça dos Estados Unidos alegando fraude também em títulos hipotecários.

Na Itália, o governo prepara um pacote para socorrer o Monte dei Paschi, quando as ações do banco foram suspensas nas negociações por determinação do banco central italiano. A instituição mais antiga do mundo anunciou que está enfrentando dificuldades para levantar €5 bilhões para capitalização.

O governo italiano aprovou um fundo de €20 bilhões para ajudar bancos em dificuldades, o que acaba abrindo caminho para socorrer o Monte dei.

Outros títulos bancários italianos subiram como o Unione di Banche Italiane SpA, alta de 1,08%, o UniCredit SpA alta de 1,3%, BPER Banca SpA, 1,2%, e Banca Popolare di Milano PMI, 1%.

Como o Natal acontece no domingo, na segunda-feira (26), quase todos os mercados europeus estarão fechados. Já no dia 02, apenas no Reino Unido e Irlanda permanecerão fechados.

Ao final da jornada, em Londres, o índice Stoxx Europe 600 subiu 0,04% aos 359.98 pontos. Em Milão, o índice FTSE-MIB subiu 1,17% aos 19.345 pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 subiu 0,37% aos 9.367 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX 30 caiu 0,05% aos 11.449 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 subiu 0,10% aos 4.839 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 subiu 0,06% aos 7.068 pontos. E, em Lisboa, o índice PSI-20 subiu 0,50% aos 4.635 pontos.

A confiança do consumidor da Alemanha está encerrando o ano positiva. As expectativas econômicas aumentaram. Em contraste, a propensão para comprar sofreu perdas moderadas. O índice global de clima do consumidor prevê 9,9 pontos para o primeiro mês do próximo ano, após um valor de 9,8 pontos em dezembro.

Os consumidores permanecem otimistas quando o ano de 2016 chegar ao fim. Como sugerido pelo terceiro aumento sucessivo das expectativas econômicas, eles acreditam que a economia alemã está em curso para um crescimento moderado. Os são do GfK e foram apresentados hoje.

Na França, em novembro de 2016, as despesas de consumo das famílias aumentaram novamente em volume, 0,4% depois de 0,8%. Em particular, as compras de automóveis aumentaram e as despesas com energia aumentaram mais uma vez, embora a um ritmo mais moderado do que em outubro.

Em novembro, o consumo de energia voltou a crescer (+ 1,4%), mas de forma menos vigorosa do que em outubro (+ 3,6%). Os gastos com gás e eletricidade continuaram a subir, devido a temperaturas ainda mais baixas do que as normas sazonais.

O consumo de produtos refinados abrandou, mas manteve-se dinâmico (+ 1,7% após 2,7%), impulsionado pelas despesas com combustíveis. Os dados são do Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (INSEE) e foram apresentados hoje.

ESTADOS UNIDOS

A Bolsa de Nova York fechou em alta nesta sexta-feira, com os índices de peso impulsionados pelos indicadores e com a proximidade do fim do ano.

Ao final, o Dow Jones ficou em alta de 0,07% aos 19.933 pontos; o S&P ficou em alta de 0,13% aos 2.263 pontos; e o Nasdaq ficou em alta de 0,28% aos 5.462 pontos.

Os títulos do Tesouro limitaram o primeiro ganho semanal desde a eleição presidencial, enquanto as ações norte-americanas registraram ganhos modestos na negociação final antes das férias. O ouro caiu durante a sétima semana, enquanto o petróleo se estabeleceu no nível mais alto em 17 meses.

O rendimento da nota do Tesouro de 10 anos caiu um ponto base para 2,54%, uma vez que os dados dos Estados Unidos pouco alteraram as percepções sobre a força da economia, enquanto a China sinalizou que está aberta a um crescimento mais lento. O petróleo bruto terminou em US $ 53,02 o barril em Nova York.

O dólar caiu 0,1% contra o euro a $ 1,04482 e o yen em 117.18.

O índice final do sentimento econômico da Universidade de Michigan subiu para 98.2 de 93.8 em novembro. As expectativas de inflação para os próximos cinco a 10 anos caíram para uma baixa recorde.

Um número recorde de entrevistados “espontaneamente mencionou” o impacto esperado pelas políticas do presidente eleito Donald Trump, mais do dobro do número quando Ronald Reagan assumiu o cargo em 1981, de acordo com o relatório. Embora as promessas de cortes de impostos e ganhos de emprego do Trump tenham ajudado a aumentar a confiança dos consumidores, a lua-de-mel pode desaparecer nos próximos meses, a menos que as condições econômicas reais mostrem melhora.

Nos próximos cinco a 10 anos, os entrevistados projetam uma taxa de 2,3% de crescimento de preços, abaixo de 2,6% no mês anterior.

O índice de condições atuais, que mede a percepção dos americanos sobre suas finanças pessoais, aumentou para 111,9 em dezembro, o maior desde 2005, de 107,3 em novembro. A leitura preliminar foi 112.1.

O indicador de expectativas de seis meses a partir de agora subiu para 89,5, o maior desde janeiro de 2015, de 85,2 há um mês antes, em comparação com o indicador preliminar de 88,9.

Uma advertência nos dados: mesmo com os ganhos esperados na economia e nas finanças pessoais, os entrevistados não estão mais positivos na compra de casas e veículos em meio a maiores custos de empréstimos, de acordo com o relatório.
Os entrevistados esperam que a taxa de inflação no próximo ano seja de 2,2%, a menor desde setembro de 2010. Isso comparado com 2,3% na pesquisa preliminar de dezembro e 2,4% na pesquisa de novembro.

Ainda hoje, o Departamento do Comércio dos Estados Unidos mostrou que as vendas de novas casas unifamiliares subiram mais do que o esperado em novembro, atingindo seu nível mais alto em quatro meses, provavelmente como expectativas de taxas de hipoteca mais altas.

As vendas de novas casas aumentaram 5,2% para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 592 mil unidades no mês passado. O ritmo de vendas de outubro não foi revisado em 563 mil unidades.

ARGENTINA

O índice Merval, da Bolsa de Comércio de Buenos Aires, fechou nesta sexta-feira em baixa de 0,14%, aos 16.354,52 pontos.

Já o Índice Geral da Bolsa subiu 0,17%, para 711.415,39 pontos, enquanto o Merval 25 recuou 0,09% e fechou aos 17.652,06.

No pregão foram negociados 191,78 milhões de pesos argentinos em títulos (US$ 12,38 milhões), com 33 em alta, 36 em baixa e 8 estáveis.

No mercado de câmbio, o dólar caiu 15 centavos e fechou cotado a 15,30 pesos para compra e 15,70 pesos para venda.

BRASIL

A Bovespa fechou a semana em queda de 0,78% e acumula perdas de 6,4% no ano. Nesta sexta-feira, com os investidores pegando carona com os demais mercados globais, em clima de feriado, o índice reagiu amparado por Petrobras, Vale e bancos.

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 1,19% aos 57.937 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 4,7 bilhões.

Entre as ações em alta no Ibovespa estavam as Estácio Participações ON, alta de 4,66%; Brasil ON, alta de 3,27%; Hypermarcas ON, alta de 3,15%; ItauUnibanco PN, alta de 1,84%; BM&FBovespa ON, alta de 2,94%.

Na contramão ficaram em as ações da Copel PNB, queda de 1,42%; Suzano Papel PNA, queda de 1,27%; Equatorial ON, queda de 0,81%; JBS ON, queda de 0,78%; e Vale ON, queda de 0,67%.

A Petrobras ON ficou em alta de 1,53% e a PN, alta de 1,78%.

A Vale ON, queda de 0,67% e a PN, alta de 2,16%.

Carteira teórica

Na carteira teórica, que vigora entre 05 de setembro de 2016 a 29 de dezembro de 2016, estão os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do Ibovespa estão Itauunibanco PN (10,594%), Ambev S/A ON (8,588%), Bradesco PN (7,955%), Petrobras PN (5,523%) e Petrobras ON (4,268%).

Moedas

O dólar comercial está fechando a semana em queda acumulada de 3,55% e com desvalorização para o mês de dezembro de 3,46%.

Nesta sessão, no interbancário, a moeda fechou cotada a R$3,268 para a compra e R$3,270 para a venda, queda de 0,89%.

O euro fechou em R$3,413 para a compra e R$3, 418 para a venda, queda de 0,40%.

Em Frankfurt, o euro era cotado a US$ 1,0464 às 16h GMT (14h de Brasília) desta sexta-feira no mercado de divisas, acima do valor da sessão de quinta-feira no mesmo horário, que foi de US$ 1,0466. Já o Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial do euro em US$m US$ 1,0446.

“O que se viu essa semana foi a moeda ao “sabor do mercado”. Os recessos, parlamentar e do judiciário, deram um pouco de tranquilidade, mas mesmo assim o apetite para o risco foi pouco e acabaram pesando na moeda, para a felicidade de alguns. Já o governo consegui pontos importantes, em especial com a aprovação da PEC 55 dos Gastos Públicos e com o sinal da reforma na Previdência. Mas diante dos ocorridos no País e com as medidas de ontem, com toda a certeza, estamos entrando 2017 às cegas novamente”, disse o gerente da Treviso, Reginaldo Galhardo.

O Banco Central marcou mais um dia sem intervenção, sendo que a última aconteceu no dia 13 deste mês.

Commodities

O barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fechou nesta sexta-feira em alta de 0,13%, cotado a US$ 53,02, o maior valor do ano, coincidindo com uma informação que indica um aumento no nível de plataformas ativas nos Estados Unidos.

Ao final do pregão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em fevereiro subiram US$ 0,07 em relação ao fechamento de ontem.

A cotação de hoje é a maior do ano, superando em U$ 0,04, o preço de 13 setembro para os contratos com vencimento em janeiro, que estavam em vigência na época. Ao longo do ano, o mínimo registrado foi de US$ 26,21, em 11 de fevereiro.

A Baker Hughes anunciou hoje que o número de plataformas petrolíferas operando nos EUA aumentou em 13 nesta semana, passando para 523, ligeiramente abaixo das 538 que estavam em funcionamento no mesmo período do ano passado.

Quanto mais os preços do petróleo se recuperam no mercado, mais plataformas nos EUA voltam à ativa. Elas tinham parado de operar porque os valores do barril não justificavam a produção.

O barril de petróleo Brent para entrega em fevereiro fechou nesta sexta-feira em alta de 0,19% no mercado de futuros de Londres, cotado a US$ 55,16.

O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou o pregão no International Exchange Futures (ICE) US$ 0,11 acima do valor final de ontem, que foi de US$ 55,05.

O preço do Brent subiu em um pregão no qual as atenções do mercado estiveram novamente voltadas ao corte de produção que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) planeja aplicar a partir de janeiro.

Feliz Natal!


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