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Os investidores dos mercados acionários globais fecharam as negociações desta quarta-feira sem direção, com os quadros políticos, preços de commodities e cautela para ações de tecnologia.

Na Ásia, os investidores mantiveram o mau humor, embalados pelos preços de metais e também das ações das gigantes de tecnologia. As medidas fiscais dos Estados Unidos estão refletindo por lá.

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Na Europa, o cenário foi o mesmo e pesando também o processo do Brexit.

Amanhã deverá ficara no radar da bolsa de Frankfurt, a condenação do gerente da Volkswagen a sete anos de prisão por conta da fraude das emissões de poluentes no software de veículos que trafegam nos Estados Unidos.

Oliver Schmidt, 48, recebeu a sentença do Juiz Distrital, Sean Cox, em um tribunal federal de Detroit, EUA. Em agosto, Schmidt se declarou culpado nas acusações por conspiração e violação do direito ambiental e requisitos de emissões para veículos a diesel.

Schmidt admitiu a dissimulação dos reguladores do uso de software ilegal em quase 600 mil veículos.

A Volkswagen, em março desse ano, se declarou culpada das acusações. A empresa disse que o software foi usado em quase 11 milhões de veículos em todo o mundo.

Nos Estados Unidos, o dia foi confuso. O destaque ficou para as decisões do presidente Donald Trump sobre a mudança da embaixada para Jerusalém, indicadores da economia e a expectativa para o conteúdo das medidas fiscais.

Wall Street operou em terreno positivo, porém, os investidores partiram para a realização no final da sessão.

Por aqui, em dia de muitas costuras para a aprovação do texto da reforma da Previdência, o dia foi de muita volatilidade. Ao final do pregão, o índice principal estabilizou e avançou 1%.

O dólar, por sua vez, fechou em queda com mais uma entrada do Banco Central do Brasil em leilão de swap. Ainda sobre o BCB, a taxa básica de juros, a Selic, teve um corte de 0,5 p.p, o 10º e ficou no mais baixo patamar da série histórica iniciada em 1986, com o comunicado sinalizando mais um corte em fevereiro. Deverá pesar na decisão os indicadores da inflação, alinhado também com a economia global.

ÁSIA

As bolsas asiáticas tiveram perdas acentuadas por conta da fraqueza das ações de tecnologia. Ainda pesou por lá as medidas tributárias dos Estados Unidos.

O índice regional MSCI Asia Pacific recuou 0,42%, nesta quarta-feira. O índice Asia Dow ficou em queda de 1,14% aos 3.552. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 2,14% aos 28.224. O Xangai Composite ficou em queda de 0,29% aos 3.293. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em queda de 1,42% aos 2.474 pontos. O índice FTSE Straits, Singapura, ficou em queda de 1,19% aos 3.397. O índice Nikkei 225 ficou em queda de 1,97% aos 22.177. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em queda de 0,63% aos 32.597.

As empresas de tecnologia puxaram os índices em Hong Kong, com AAC Technologies Holdings e a Sunny Optical Technology Group derrapando 7,3% e 12,5%, respectivamente.

A Tencent Holdings encerraram um dia volátil de 2,7%, aumentando a retração substancial nas últimas duas semanas, enquanto a Geely Automobile Holdings deslizou 8,4%.

Os investidores ficaram nervosos sobre as implicações tributárias da legislação dos Estados Unidos, disse um analista. Ainda assim, a cautela segue com os republicanos trabalhando no texto antes de ser transformado em Lei pelo presidente Donald Trump.

Os preços dos metais caíram forte com as renovadas preocupações com a economia chinesa. Temores em relação a possível desaceleração da economia da China em 2018 ajudaram a derrubar os mercados acionários.

Em dia de agendas vazias, dólar norte-american deslizou para ¥ 112.16 desde ¥ 112.60 no final do comércio de Nova York na terça-feira.

EUROPA

As bolsas de ações da Europa perderam a força nesta quarta-feira, com o Stoxx Europe 600 caindo pelo segundo dia consecutivo. As ações das empresas de tecnologia foram as maiores perdedoras.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,11% aos 386,32, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) ficou em queda de 0,49% aos 22.307; o Ibex 35 (Madri) ficou em queda de 0,27% aos 10.184; o DAX 30 (Frankfurt) ficou em queda de 0,38% aos 12.998; o FTSE-100 (Londres) subiu 0,28% a 7.348; o CAC 40 (Paris) caiu 0,02% aos 5.374 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) caiu 0,26% aos 5.381.

O euro caiu 0,29% negociou em US $ 1,1789, abaixo de US $ 1,1826 no final de terça-feira em Nova York.

Entre as ações com perdas estavam as da Steinhoff International Holdings, queda de 63% depois que a holding de varejo disse que o Chefe do Executivo, Markus Jooste, renunciou ante uma investigação contábil. A empresa disse que novas informações ainda seriam apresentadas hoje.

Entre as ações de tecnologia estavam as da STMicroelectronics, queda de 3,7% e a Micro Focus International PLC, queda de 1,9%.

Todas as atenções seguem para o pacote de medidas de Donald Trump, que poderá surtir efeitos nas empresas da região.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street realizaram no final da sessão, mesmo com as energéticas perdendo força. Já as ações de tecnologia, ao contrário dos demais mercados acionários globais, ficaram no azul. Os preços do petróleo despencaram.

Ao final, o S&P ficou estável aos 2.629. O Dow Jones ficou em queda 0,16% aos 24.140.
O Nasdaq ganhou 0,21% aos 6.776.

A decisão histórica e polêmica em reconhecer Jerusalém como capital de Israel, levando a embaixada norte-americana para aquele país, não pesou no humor dos investidores.

As ações de energia ficaram entre os maiores declínios, com o setor perdendo 1,9% ao lado de uma queda de 2,9% no preço do petróleo bruto.

Na contramão estavam as ações de tecnologia, que subiam 0,8%. O Facebook subiu 1,3%. As ações no Google – Alphabet Inc subiam 1,3%, enquanto a Amazon ganhou 0,9%. Mais cedo, foi relatado que o Google havia puxado o YouTube dos dispositivos de transmissão da Amazon.

Pesaram ainda nos índices, os dados da ADP sobre o setor de trabalho do setor privado, com a adição de 190 mil empregos em novembro, acima das expectativas, mas abaixo da taxa adicionada em outubro.

Separadamente, o aumento da produtividade das empresas e trabalhadores americanos permaneceu inalterado em 3% no terceiro trimestre, com o primeiro relatório do Departamento do Trabalho.

BRASIL

A bolsa de ações de São Paulo fechou em território positivo, com os sinais de que a reforma da Previdência poderá ser votada ainda este ano. De outro lado, os investidores também acompanharam o desenrolar das decisões do presidente Donald Trump sobre a transferência da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém e o peso para os mercados acionários. Wall Street manteve o positivo.

Sobre as commodities, os preços do petróleo despencaram nesta quarta-feira, com os estoques dos Estados Unidos no foco.

Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 1% aos 73.268 pontos. O volume financeiro ficou em R$8,4 bilhões. O IEE ficou em alta de 0,27%.

“O que se viu hoje foi o peso político no desempenho da bolsa. Logo depois do PMDB fechar questão para aprovação da reforma da Previdência, mesmo com texto enxuto, a bolsa virou. De outro lado, as questões de Donald Trump ficaram de lado. Como já estava precificado, o Copom cortou novamente a taxa de juros. Resta ver agora a ata da reunião nos próximos dias”, disse o analista-chefe e sócio da ModalMais, Alvaro Bandeira.

As ações com ganhos
Fibria ON, alta de 6,47%; Suzano Papel ON, alta de 6,00%; Kroton ON, alta de 4,36%; CPFL Energia ON, alta de 4,16%; e Sid. Nacional, ON, alta de 3,31%.

As ações com perdas
Energias BR ON, queda de 2,08%; BRF ON, alta de 1,60%; Taesa UNT N2, alta de 1,51%; e BM&F Bovespa ON, queda de 0,97%.

A Petrobras ON ficou em alta de 0,50% e a PN, alta de 1,37%.

A Vale ON ficou em queda de 0,72%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Commodities

O petróleo referência, Brent, ficou em queda na bolsa de Futuros de Londres em 2,38% aos US$62,73 o barril.

O petróleo WTI ficou em queda de 2,86%, cotado a US$ 55,97 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em alta 3,67% a US$72,68 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$959,57, alta de 0,01%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$953,00 e alta de 0,45%, a tonelada.

Moedas

Em dia de muitos altos e baixos nos mercados, o dólar comercial perdeu força no cenário doméstico. No radar central está a reforma da Previdência, sem nada de concreto ainda e com o prazo na reta final. No lado externo, o dólar ganha força e se mantém inalterado contra o par canadense, depois que o Banco Central daquele país manteve as taxas de juros inalteradas.

Ao final, no interbancário, a moeda ficou cotada aos R$3, 229 para a compra e R$3,230 para a venda, queda de 0,11%.

O euro ficou em R$3,812 para a compra e R$3,817 para a venda, queda de 0,42%.

A libra ficou em R$4,325 para a compra e R$4,327 para a venda, queda de 0,73%.

O Banco Central do Brasil – BCB vendeu 14 mil contratos em swap tradicional, que equivale a venda de dólares no mercado futuro, e fez a rolagem para vencimentos em janeiro. Foram feitas a rolagem de US$2,8 bilhões, ante o total de US$9,6 bilhões com vencimentos para o mesmo mês.

Fluxo cambial

O BCB divulgou nesta quarta-feira o fluxo cambial da última semana de novembro, que ficou negativo em US$ 636 milhões. O fluxo financeiro ficou negativo a US$2,444 bilhões e o comercial ficou positivo em US$1,808 bilhão.

No acumulado de 01 de janeiro até a última sexta-feira (01), o fluxo cambial era positivo em US$ 8,991 bilhões, com lado financeiro negativo em US$ 37,746 bilhões e o comercial, positivo em US$ 46,736 bilhões.

No cenário norte-americano, o índice DXY, que mede o dólar com seis moedas, ficou em alta de 0,2% a 93,57, depois de flutuar durante a parte da manhã com dados econômicos. Já o WSJ, que amplia a moeda com 16 outros pares, subiu 0,2% a 86,96.

A divisa, ante o dólar canadense, estava sendo comprando C $ 1,2798, seu nível mais alto em três dias, em comparação com C $ 1,2687 na terça-feira, depois da decisão do Banco Central do Canadá.

A libra britânica ficou estável, com a falta de progresso nas negociações do Brexit entre Londres e Bruxelas, para US $ 1,3376 de US $ 1,3442 no final de terça-feira em Nova York.

O euro voltou 0,02% a US $ 1,1795, abaixo de US $ 1,1826 na sessão anterior.

Contra o iene, o dólar caiu 0,02% para ¥ 112,25 desde ¥ 112.60 no final de terça-feira em Nova York.

Entre as digitais, o Bictoin ficou em alta de 14,45%; a Cash, queda de 6,78%; a Ether, queda de 7,09%; e o Bitcoin Gold, queda de 8,05%.


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