Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

 

A semana começou em clima morno nos mercados acionários. Porém, a reação voltou com força a partir de terça-feira e com o foco para os Estados Unidos.

MetaTrader 300×250

Na Ásia, as agendas se mantiveram fracas e os destaques ficaram para a China e o Japão.

Na Europa, em pleno movimento de campanha eleitoral, as discussões sobre os Brexit esquentaram depois que alguns indicadores da região já demonstram sinais de fraqueza. Esse cenário está reforçando a eleição na França com a candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, subindo nas intenções de votos. A eleição acontece entre abril e maio.

Nos Estados Unidos, como não é novidade, quem roubou a cena foi  o presidente Donald Trump, com baixa no governo e derrota na Justiça para as medidas sobre refugiados e cidadãos dos sete países. Trump teve que ouvir um “Não” do vice-almirante, Robert Harward, para fazer parte de sua equipe (Ver abaixo).

No Brasil, com a semana pesada nas discussões em Brasília, os mercados descolaram das questões políticas e ficaram mais calmos. Dados econômicos de peso já estão reagindo para baixo, um deles foi a inflação.

A Bovespa flertou os 68 mil pontos e levanta apostas para em breve atingir os 70 mil pontos. Vale ressaltar que essa pontuação era estimada há mais de três anos.

ÁSIA

Na Ásia, as principais bolsas de ações da região fecharam em baixa, após as bolsas americanas interromperem a sequência de fortes altas. O movimento morno deve se estender com o feriado nos Estados Unidos na próxima segunda-feira (20), Dia do Presidente.

O destaque para a bolsa de Tóquio, que recuou pelo segundo pregão consecutivo, à medida que perde força o entusiasmo inicial com a sinalização dada pela presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, sobre a necessidade de se elevar os juros americanos, diante do maior dinamismo da economia. O dólar era negociado a 113,20 ienes, permanecendo em mesmo patamar de ontem à tarde.

Em Hong Kong, o índice MSCI Asian Pacific Index ficou em alta de 0,3%. O índice Asia Dow ficou em alta de 0,31% aos 3.192 pontos. O Nikkei 225 (Japão),ficou em queda de 0,58%; o Hang Seng (Hong Kong), queda de 0,31%; o SSE Composite (Xangai), queda de 0,85%; o BSE (Índia), alta de 0,59%; 0 Kospi (Coreia do Sul), alta de 0,35%. O índice Nikkei fechou com queda de 0,6%, com papeis de montadoras e do setor financeiro liderando as baixas.

A agenda estava vazia.

EUROPA

As bolsas fecharam para baixo nesta sexta-feira, com os produtores de commodities e bancos recuados. Apenas as ações da Unilever mantiveram os ganhos e ofuscando a cautela com o resultado das vendas no varejos do Reino Unido, que recuaram em janeiro. Ainda por lá, o Brexit ganha discussão forte no País.

O índice de referência europeu apagou as perdas em 0,6%, depois que os papéis da Unilever avançaram 13%. A gigante confirmou que a rejeitou a sondagem da Kraft Heinz Co, para um fusão.

A Volkswagen AG reduziu as vendas de automóveis em 2,3%, depois que as vendas globais de veículos da marca própria caíram em janeiro.

Ao final da jornada, em Londres, o índice Stoxx Europe 600 ficou em alta de 0,03% aos 370.22; o índice FTSE-MIB (Milão) queda de 0,42% aos 19.006; o índice Ibex 35 (Madri) queda de 0,57% aos 9.500 pontos; o DAX 30 (Frankfurt) estável aos 11.757 pontos; o CAC 40 (Paris) queda de 0,65% aos 4.867 pontos; o FTSE-100 (Londres) ficou em alta de 0,30% aos 7.299 pontos; o índice PSI-20 (Lisboa) ficou em alta de 0,26% 4.640 pontos.

Os títulos da dívida da França caíram e o euro enfraqueceu, depois que os dois principais candidatos de esquerda discutiam candidatura única para enfrentar a Frente Nacional anti-euro de Marine Le Pen, que segue no topo das pesquisas para ocupar a presidência do País.

Os metais industriais caíram, com o níquel em -0,9%, na Bolsa de Metais de Londres. O ouro estava em 0,12% de queda a US $ 1,240 a onça.

Em janeiro de 2017, estima-se que o setor de varejo tenha aumentado em 1,5% em relação a janeiro de 2016, o menor crescimento desde novembro de 2013. Estima-se que a quantidade comprada tenha caído 0,3% em relação ao mês anterior.

O padrão subjacente sugerido pelo movimento de 3 meses em 3 meses diminuiu 0,4%, a primeira queda desde dezembro de 2013.

Os preços médios das lojas (incluindo combustíveis) aumentaram 1,9% no ano, a maior contribuição para este aumento veio das estações de serviço, onde os preços médios anuais foram estimados em 16,1%. Os dados são do Gabinete do Governo e foram apresentados hoje.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street devolveram as perdas da abertura e fecharam para cima nesta sexta-feira. Balanços corporativos e atuação de Donald Trump, como chefe de Estado, ficaram no foco dos negociadores e também as commodities.

Ao final, o S&P ficou em alta de 0,17% aos 2.351; o Dow Jones ficou em alta de 0,02% aos 20.624; e o Nasdaq subiu 0,41% aos 5.838.

A equipe de dados do Dow Jones destaca Trump, na comparação com outros presidentes em seus primeiros 30 dias no cargo no dia 19. A Dow Jones Industrial Average DJIA, acumula 0,02%, o que colocaria Trump como o sexto melhor em termos percentuais atrás de George HW Bush em fevereiro de 1989, quando os blue chips subiram 4%.

Quanto ao índice S & P 500 SPX, a alta de 0,17% , com o índice avançando 3,3% no mês desde que Trump assumiu o cargo. Isso representa o melhor em  30 dias desde Bill Clinton em 1997, quando o indicador do mercado amplo subiu 4,6%.

O Nasdaq Composite Index COMP, subiu 0,41%, e 12,1%, no mês em máxima de até 10% desde a eleição de 4 de novembro.

Vale lembrar que os mercados dos Estados Unidos estarão fechados segunda-feira para um feriado do Dia do Presidente.

Resumo de Trump

Os meios de comunicação norte-americanos repercutiram hoje a entrevista coletiva concedida pelo presidente Donald Trump nesta quinta-feira (16). Na entrevista, Trump voltou a criticar a mídia nos Estados Unidos. Ele disse que os meios de comunicação são desonestos e veiculam notícias falsas, trabalhando para desqualificá-lo. Além disso, afirmou que herdou uma “bagunça” da administração de Barack Obama. Hoje, quase a maioria das grandes redes divulgou a entrevista e devolveu as críticas ao presidente.

Ainda hoje, outro fato pesou no governo Trump, com o vice-almirante Robert Harward rejeitando o posto de conselheiro de Segurança Nacional, em substituição a Michael Flynn, que renunciou em meio a um escândalo envolvendo a Rússia.
De acordo com a imprensa local, a negociação entre Trump e Harward travou porque o vice-almirante impôs como condição levar sua própria equipe e formar todas as pessoas. Harward teria feito oposição à manutenção da vice de Flynn, K.T. McFarland, no posto, como Trump tinha prometido.

De outro lado, o FBI – polícia federal norte-americana -, agências de inteligência e o Congresso dos Estados Unidos estão investigando o possível envolvimento de conselheiros que ocupam altos postos no atual governo com autoridades da Rússia durante as eleições presidenciais no ano passado.

As investigações sobre o assunto começaram há algumas semanas e atingiram o auge com a saída do conselheiro Flynn.

Segundo a Casa Branca, Flynn induziu a erro o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, ao mentir sobre a verdadeira dimensão de seus contatos com a embaixada russa em Washington. Antes de o assessor pedir demissão, Mike Pence chegou a dar várias entrevistas defendendo Michael Flynn e negando os contatos entre o ex-conselheiro da Casa Branca e os russos.

O clima de incerteza sobre o desempenho do bilionário-presidente prossegue, bem como cresce a expectativa para o anúncio de medidas econômicas.

BRASIL

A Bovespa encerra a semana em alta de 2,50%, com os fluxo aumentando embalado pelos indicadores domésticos. Os resultados financeiros também estão surpreendendo, mesmo com a crise econômica aprofundada em 2016.

Ao final, o Ibovespa ficou em queda de 0,10% aos 67.748 pontos. O giro financeiro ficou na média, R$7,6 bilhões.

Análise Alvaro Bandeira

A semana foi marcada pelo bom humor nos mercados acionários, com destaque para a Bovespa. “A boa performance da Bovespa acabou por deixar de lado o quadro político interno. Ao chegar aos 68.200 pontos, o sinal foi de que há mais espaço para um avanço e as decisões políticas, pelo menos neste momento, já não estão fazendo preço. Porém, o mercado espera pela reforma da Previdência e a nova a etapa da repatriação, entre outras. Isso é importante e estamos respirando um pouco mais”, disse Bandeira.

Sobre os indicadores divulgados na semana, com destaque para a inflação, Bandeira avalia como importantes, embora em alguns ainda pesem o ano crítico de 2016. “A economia está dando sinais de recuperação e tem fluxo de recursos entrando. Para se ter uma noção exata desse comportamento, até os últimos dias o resultado apontava para R$8 bilhões, dados da Bovespa. Já a estatística do BCB para janeiro era de US$862 milhões. Até o dia 15 deste mês, o fluxo era ajustado para cima e nem mesmo as realizações de ontem e de hoje pesaram”, explicou o analista.

Para o cenário externo, o analista explica que o otimismo também tomou conta de Wall Street, com recordes dos índices de peso, mas Donald Trump trouxe mais cautela com as baixas no governo. “Com as medidas de Trump, o mais penalizado tem sido o dólar. Há uma expectativa para as medidas fiscais que ele promete anunciar e, hoje, o movimento de queda já era esperado considerando o feriado de segunda-feira. Ninguém arrisca”, disse.

Para a semana, Bandeira cita como destaque a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom- BCB). “As estimativas do mercado apontam para um corte de 0,75 p.p na Selic, mas acredito em 1 p.p com os números que estão sendo apresentados”, completou o analista-chefe e sócio da ModalMais, Alvaro Bandeira.

As ações com ganhos
Fibria ON, alta de 2,87%; Estácio Participações ON, alta de 5,72%; Smiles ON, alta de 4,61%; Rumo Log ON, alta de 3,98%; e Kroton ON, alta de 3,62%.

As ações com perdas
Marfrig ON, queda de 3,05%; Ecorodovias ON, queda de 2,42%; Localiza ON, queda de 2,29%; BRF ON, queda de 2,39%; e Equatorial ON, queda de 2,13%.

A Petrobras ON, queda de 1,47% e a PN, queda de 1,58%.
A Vale ON ficou em alta de 0,89% e a PN, alta de 1,26%.

Carteira Teórica

A carteira teórica do Índice Bovespa que passou a vigorar entre e 02 de janeiro de 2017 a 28 de abril de 2017, com base no fechamento do pregão de 29 de dezembro de 2016, totaliza 59 ativos de 56 empresas e com a entrada da Eletrobras ON (ELET3). Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,681%), Bradesco PN (7,740%), Ambev S/A ON (7,183%), Petrobras PN (6,008%) e Petrobras ON (4,592%).

Moedas

O dólar comercial fechou a semana em queda de 0,50% acompanhando o cenário externo e nas menores desvalorizações dos últimos dois anos.

Nesta sexta-feira, no interbancário, a moeda ficou cotada a R$3,092 para a compra e R$3,092 para a venda, alta de 0,28%.

“O dólar rompeu o patamar dos 3,10 ao longo da semana chegando a casa dos 3,03 na quinta-feira. O otimismo com o cenário local tem prevalecido no mercado desde o início do ano. O bom encaminhamento dos reajustes fiscais tem dado fôlego para o movimento positivo, somente sendo contrariado eventualmente pelos desenvolvimentos da lava-jato que geram cautela nos investidores. No âmbito externo, o bom humor do mercado americano com o novo presidente Donald Trump tem tido solavancos nas últimas semanas, os supostos envolvimentos de membros do seu governo com oficiais russos geraram apreensão e levantaram questionamentos quanto a capacidade do republicano de implementar as medidas que foram bem avaliadas pelo mercado. Culminando na mínima desde 2012 do câmbio, além de alta na bolsa e quedas nas taxas de juros futuras”, disse o gestor da GGR Investimentos, Rogério Storelli.

O euro ficou em R$3,287 para a compra e R$3,288 para a venda, queda de 0,31%.

A libra ficou em R$3,850 para a compra e R$3,851 para a venda, queda de 0,22%.

O peso argentino ficou em R$0,197 para a compra e R$0,197 para a venda, queda de 1,3%.

O Banco Central do Brasil (BCB) atuou nesta sessão em swap cambial tradicional, que equiale a venda de dólares no mercado futuro. A autoridade monetária ofertou 6 mil contratos com vencimentos para março.

Bom fim de semana!

 


Assuntos desta notícia