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Os mercados acionários globais operaram no negativo em grande parte desta quinta-feira, com os investidores ajustando, analisando os dados das principais economias divulgados hoje e também as atas do Federal Reserve e do Banco Central Europeu.

Mas no começo da tarde, todas as atenções se voltaram para a Barcelona, Espanha, com um dos piores atentados terroristas ocorridos naquele país.

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Um veículo atropelou centenas de pessoas na região turística de La Ramblas, que estava lotada por conta do verão europeu. Ainda sem o número fechado, as autoridades apontam para 13 mortos e mais de 100 feridos.

O repúdio ao ato veio de todas as partes do mundo e vários países já identificaram suas vítimas. Na Alemanha, uma emissora de TV apontou duas vítimas. Os países vizinhos já estão tomando providências para retirar seus turistas que estavam em férias na região da Las Ramblas.

O presidente do Governo da Espanha Mariano Rajoy fez um pronunciamento convocando o povo para não se render ao terrorismo e que os “terroristas nunca derrotarão um povo unido que ama a liberdade frente à barbárie”.

Rajoy, que escreveu a mensagem sobre o ataque no Twitter, foi para Barcelona para acompanhar de perto a atuação das autoridades após o ação terrorista em Las Ramblas.

“Os terroristas nunca derrotarão um povo unido que ama a liberdade frente à barbárie. Toda a Espanha está com as vítimas e as famílias”, escreveu o chefe do Executivo do país no Twitter.

Ao final das negociações de hoje, o atentado ficou no radar dos investidores de Wall Street e do Brasil, já que na hora do tumulto os mercados acionários da Europa estavam na reta final para o fechamento. De outro lado, também pesou por lá as atas do Federal Reserve, apresentada ontem, e do BCE mostra nesta manhã. Os membros dos dois bancos centrais estão prevendo mudanças nas políticas monetárias ainda este ano.
Os índices europeus encerraram no vermelho.

Para completar, os investidores em Wall Street também estão de lado para o comportamento do presidente Donald Trump. A postura polêmica está revelando também a falta de atitude para desenroscar a agenda econômica.

Por aqui, os investidores realizaram na parte da manha, analisaram os dados econômicos e também recuaram com o acontecimento na Espanha. O dólar ganhou força com a violência europeia.

No final desta tarde, o Itamaraty divulgou nota de repúdio, colocou telefones à disposição e já adiantou que entre as vítimas não há brasileiros.

ÁSIA

Na Ásia, as bolsas subiram nesta quinta-feira, com os investidores analisando a ata do Fomc divulgada ontem. Os membros deram pistas de que as taxas de juros permaneceram inalteradas com a maior cautela para a queda da inflação, que coloca em cheque a mudança anteriormente prevista para dezembro.

Ao final da jornada, o índice MSCI Ásia Pacífico subiu 0,5% aos 159.85, em Hong Kong, o índice Asia Dow ficou em alta de 0,35% para 3.463. O Hang Seng, Hong Kong, ficou em queda de 0,24% aos 27.344. O índice Nikkei 225 ficou em queda de 0,14% aos 19.702. O Xangai Composite ficou em alta de 0,68% aos 3.268. O índice Kospi, Coreia do Sul, fechou em alta de 0,57% aos 2.361 pontos. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em alta de 0,08% aos 31.770.

Entre as ações com ganhos estavam as da Tencent Holdings Ltd, que puxou as ações de tecnologia para o maior avanço em cinco semanas.

O Topix do Japão fechou em queda no oitavo dia de declínios, à medida que o iene se fortaleceu em relação ao dólar e a nação reportou um segundo superávit comercial .

EUROPA

As bolsas de valores da Europa recuaram nesta quinta-feira, depois da sequência de ganhos em três dias, com as atas do Federal Reserve, despertando as dúvidas sobre a alta nas taxas de juros nos Estados Unidos, e também do Banco Central Europeu -BCE sinalizando redução no programa quantitativo de € 60 bilhões mensais.

Ao final da jornada, o índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,59% aos 376.87, em Londres; o FTSE-MIB (Milão) recuou 0,89% aos 21.788; o Ibex 35 (Madri) caiu 0,95% aos 10.443; o DAX 30 (Frankfurt) perdeu 0,49% aos 12.203; o FTSE-100 (Londres) caiu 0,61% aos 7.387; o CAC 40 (Paris) perdeu 0,57% aos 5.146 pontos; e o PSI-20 (Lisboa) caiu 0,32% aos 5.243.

O euro, que subia forte com a pressão antes da divulgação da ata do Banco Central Europeu -BCE, acabou voltando e logo em seguida retomou a valorização. A moeda, que vem elevando os preços dos produtos das empresas europeias mais caros, caiu e atingiu a mínima no intermediário, US $ 1.1662, depois da ata do BCE, mas voltou para US$ 1.1740.

Entre as empresas com papéis no vermelho estava a Vestas Wind Systems, queda de 8% com o lucro no segundo trimestre da fabricante dinamarquesa de turbinas eólicas abaixo das estimativas. A empresa anunciou que deve lançar um novo programa de recompra de ações.

Na contramão ficaram as ações da Novo Nordisk, alta de 2,1%, depois que a empresa anunciar que seu tratamento para diabetes, ainda em estudo, encontrou seu objetivo primário de reduzir os níveis de glicose.

ESTADOS UNIDOS

Os índices de peso em Wall Street fecharam com perdas nesta quinta-feira, com o aumento da tensão na Europa e também com o isolamento do presidente Donald Trump, principalmente com a insistência dele em acusar a violência de Charlottesville. Agenda não cumprida de Trump também está refletindo no ambiente de Wall Street.

Ao final, o S&P ficou em queda de 1,54% aos 2.430; o Dow Jones ficou em queda de 1,24% aos 21,750; e o Nasdaq caiu 1,94% aos 6.221.

No Dow Jones Industrial, mais de 30 empresas terminaram em território negativo. As ações de tecnologia sofreram o piores desempenhos com os resultados decepcionantes da Cisco Systems, queda de 4%.

Logo depois do atentado na região turística de Ramblas, Barcelona, o índice de VIX, que mede risco na bolsa de Nova York, subiu 30%.

O dólar norte-americano recuou contra as moedas, franco suíço e o iene, depois de indicadores e o atentado na Espanha.

O índice DXY do dólar ICE, que mede o dólar em seis moedas principais, saltou para a máxima no intermediário de 94,061 antes de recuar para 93,6630 no final da sessão em Nova York. O WSJ Dollar Index BUXX caiu 0,01%.

O Conselho de CEOs, que normalmente serviam de orientadores para o presidente Donald Trump na elaboração de estratégia para o setor corporativo e política, foi dissolvido. Isso aconteceu depois que alguns CEOs renunciaram na sequência das declarações de Trump sobre um choque mortal durante o fim de semana na Virgínia, onde os supremacistas brancos protestaram contra a remoção de monumentos confederados.

Em quase uma semana, Trump ainda faz declarações sobre a violência em Charlottesville e culpa os dois lados. O isolamento do presidente norte-americano é iminente.

BRASIL

O Ibovespa, o principal da bolsa paulista, fechou em queda nesta quinta-feira, em dia de ajustes na parte da manhã. Na parte da tarde, o terrorismo tomou novamente conta da Europa e despertou a cautela em todos os mercados acionários.

Desta vez o alvo foi Barcelona, com um veículo atropelando centenas de pessoas e deixando um saldo de 13 mortos e mais de 100 feridos. Os números ainda não estão confirmados por conta do grande número de pessoas internadas nos hospitais da cidade.
A reação de repúdio foi imediata e acabou mexendo com todos os mercados financeiros.
Ainda ficou no radar do mercado doméstico, o desempenho da bolsa de Nova York. Por lá, as questões ligadas ao presidente Donald Trump estão tirando o apetite dos investidores, mesmo com os dados econômicos apresentados hoje e ainda refletindo a ata do Federal Reserve apresentada ontem.

De outro lado, os preços das commodities reagiram e o petróleo ficou em alta na bolsa Mercantil de Futuros, em Nova York.

Ao final, o Ibovespa caiu 0,90% aos 67.976 pontos. O giro financeiro ficou em R$7,5 bilhões. O IEE estava em queda de 0,67%.

“O dia começou tranquilo, com alguma realização, ajustes e devolvendo os ganhos de ontem. Porém, com o atentado em Barcelona, o investidor recuou e a Europa ficou novamente em evidência. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump está cada vez mais sozinho e as promessas de grandes investimentos e mudanças fiscais já estão desacreditadas. O investidor que está aqui deverá ficar mais voltado para o cenário externo, enquanto não voltam as discussões sobre as reformas que ainda estão na pauta do Congresso”, disse o diretor da Codepe Investimentos, José Costa Gonçalves.

As ações com ganhos
Qualicorp On, alta de 2,70%; Estácio Participações ON, alta de 3,08%; Lojas Americanas PN, alta de 1,76%; Kroton ON, alta de 1,19%; e Usiminas PNA, alta de 1,02%.

As ações com perdas
Ecorodovias ON, queda de 2,68%; Eletrobras PNB, queda de 2,91%; JBS ON, queda de 4,14%; Santander UNT, queda de 2,92%; e BRF ON, queda de 2,58%.

A Petrobras ON subiu 0,15% e a PN, caiu 0,61%.

A Vale ON caiu 1,67% e a PN, queda de 1,41%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 02 de maio a 01 de setembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (11,453%), Bradesco PN (8,244%), Ambev S/A ON (7,299%), Petrobras PN (5,331%) e Vale PNA (4,727%).

Ontem, a B3 divulgou a segunda prévia do Índice Bovespa que vai vigorar de 04 de setembro de 2017 a 28 de dezembro de 2017, com base no fechamento do pregão de ontem (15). A prévia do Ibovespa registra a entrada de TAESA UNT (TAEE11), totalizando 59 ativos de 56 empresas.

Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,941%), Vale ON (9,031%), Bradesco PN (8,383%), Ambev S/A ON (7,135%) e Petrobras PN (4,788%).

Moedas

O dólar comercial fechou em alta nesta quinta-feira, com a moeda seguindo o cenário externo. O atentado terrorista em Barcelona, que deixou 13 mortos e mais de 50 feridos, acabou por colocar novamente a Europa em evidência. Embora ainda não confirmada pelas autoridades da Espanha, o Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado.

Ao final, no interbancário, a divisa fechou cotada aos R$3,177 para a compra e R$3,178 para a venda, alta de 1,02%.

“A puxada no meio da tarde, bem como as europeias, ocorreu com o atentado em Barcelona. A cautela novamente toma conta da Europa e na contramão do cenário doméstico, depois do respiro que as agências de classificação de risco deram ao Brasil. O dólar é sensível e com a recente desvalorização, o episódio de hoje acabou pesando na alta”, destacou o operador de câmbio da Intercam, Glauber Romano.

O euro ficou em R$3,726 para a compra e R$3,727 para a venda, alta de 0,43%.

A libra ficou em R$4,088 para a compra e R$4,089 para a venda, alta de 0,65%.

Commodities

O petróleo WTI, para entrega em setembro, segue em alta de 0,45%, cotado a US$ 46,99 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

A celulose fibra longa negociada no Dow Jones fechou US$890,60, queda de 0,04%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$879,49 e queda de 0,06%, a tonelada.


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