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BOA NOITE INVESTIDOR: Razões para precificação na Bovespa

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Nos últimos dias, temos sido questionados se a Bovespa teria força para manter processo de recuperação de maior consistência. A resposta é sim, caso não ocorra nada de mais grave, principalmente no segmento político. Senão vejamos;

– Do lado externo, excetuando-se a possibilidade do Reino Unido sair da União Europeia, a situação parece mais tranquila. A China está voltando a acelerar crescimento retirando o tal pouso forçado e deve beirar 6,80% de expansão do PIB. Essa é a visão do PBOC, o BC chinês;

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– Nessa semana, a presidente do FED Janet Yellen praticamente retirou a possiblidade de elevação de juros em junho e também em julho (forçando um pouco). Com isso, colaborou mais para acalmar os investidores e o fluxo de recursos internacional;

– Por conta disso (em parte), coincidência ou não, as commodities recuperaram um pouco. Petróleo WTI acima de US$ 51 e minério de ferro ao redor de US$ 52. Isso vale também para outras commodities como o cobre e para atuação compradora mais forte da China;

Do lado interno teríamos outros fatores a serem somados;

– Temer tem conseguido aprovar medidas no Congresso com alguma facilidade. Déficit fiscal de R$ 170 bilhões, DRU e deve conseguir passar também a limitação de gastos zero no plano real; abrindo espaço para outras medidas em seguida;

– A aprovação de Ilan do Bacen trouxe de volta expectativa de inflação mirando para o centro da meta, coisa que não acontecia com Tombini. Isso posto, trouxe influência sobre a taxa de câmbio que cai pelo sexto dia seguido e começa a se aproximar de R$ 3,30;

– Ao governo convém câmbio mais baixo pois retira pressões inflacionárias e abre espaço para redução futura da taxa de juros. Além disso, os efeitos são visualmente mais fáceis de serem percebidos, principalmente pelos políticos, a quem deve caber votar itens importantes. Nessa faixa de paridade não haveria muita gritaria por parte dos empresários e exportadores;

– Traz também conotações favoráveis para as empresas endividadas em moeda forte. Se esse for movimento consistente no tempo (e acreditamos que sim), a espaço para reprecificação dos ativos e preços relativos.

Claro que ainda vamos ter muita volatilidade nos mercados de risco, mas isso pode se dar dentro de quadro mais favorável e com tendência de recuperação em prazo maior. O fato para lamentar é que não vemos melhora no cenário político que pode até piorar com novas delações acertadas.

Os investidores estrangeiros, na sessão de 06 de junho, ingressaram com R$ 432 milhões, já tornando o fluxo de junho positivo em R$ 390 milhões e o ano com ingressos de R$ 11, 87 bilhões. Hoje os DIs tiveram comportamento de juros em queda para todos os vencimentos e o dólar caiu pelo sexto dia seguido, com perda de 2,28% e cotado a R$ 3,369. Na Bovespa, alta de 2,26%, com índice em 51629 pontos e destaque para ações ligadas as commodities e setor siderúrgico.

Na agenda de amanhã, teremos a primeira prévia do IGP-M de junho e indicadores do mercado de trabalho pela FGV e nos EUA os pedidos de auxílio desemprego. Na China, sai a inflação medida pelos preços ao consumidor (CPI) e atacado (PPI).


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