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BOA NOITE INVESTIDOR: Mercados sem rumo

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Não é só internamente que os mercados estão desequilibrados e com volatilidade. Isso está acontecendo em quase todo o mundo e em todos os mercados de risco. O maior estresse segue sendo as expectativas com Brexit (saída ou não do Reino Unido da União europeia), e como seria o day after de eventual saída depois do plebiscito de 23 de junho. Já fizeram a comparação que o Brexit seria o “momento Lehman Brothers da Europa”, numa referência a quebra da instituição que causou problemas nos EUA deflagrando a crise.

Nesse momento, todos os bancos centrais importantes do mundo estão em compasso de espera da decisão, que só deve ocorrer no final da próxima semana, início da seguinte, já que as forças estão equilibradas e será decidido pelos indecisos ao redor de 13%. Por enquanto, os mercado vão seguindo com mudanças de sinais intra e entre pregões, sem definir zona de maior consistência para os preços dos ativos.

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Nos EUA, tivemos a divulgação da inflação medida pelo CPI de maio em alta de 0,2, e núcleo também subindo 0,2%. Os pedidos de auxílio desemprego da semana anterior cresceram 13000 posições para 277000 pedidos e o índice de atividade do FED de Filadélfia subiu para 4,7 pontos, saindo de -1,7 pontos. Na sequência dos mercados no exterior, destaque negativo para a queda do petróleo WTI em NY com perda de 4,10% e com o barril cotado a US$ 46,04. O euro era transacionado em queda para US$ 1,1233 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,57%. O ouro emplacou a sétima alta seguida em NY e commodities agrícolas também em quedas na bolsa de Chicago.

No segmento local, o presidente Temer chamou coletiva de imprensa para falar de seu nome arrolado na delação de Sérgio Machado e Renan Calheiros saiu em seu apoio criticando as delações. Renan acrescentou que tem nove pedidos de impeachment de Rodrigo Janot e que acatou um. No final da tarde, mais uma baixa no ministério de Temer de Henrique Eduardo Alves, um dos que estavam pendurados pela Lava Jato.

Tivemos a divulgação da ata do Copom ainda sem a presença de Ilan Goldfajn, mas ficou mais claro que, em julho, também não devemos ter queda da taxa Selic. A inflação não mostra desaceleração maior, com alimentos forçando os indicadores. O ministro interino do Planejamento também voltou a falar sobre a PEC do teto de gastos, mas a sensação que fica é que será preciso fazer bem mais.

Aliás, o FMI saudou a decisão de Temer de agir pelo lado dos gastos, mas também aguarda mais medidas.

No mercado local, dia de alta dos juros dos DIs. Na Bovespa, na sessão de 14 de junho, tivemos saques de investidores estrangeiros de R$ 361 milhões, deixando o saldo positivo de junho com R$ 669 milhões e o ano com ingressos de R$ 12,1 bilhões. O dólar operou com grande volatilidade e terminou o dia com queda de 0,17% e cotado a R$ 3,465.

No mercado acionário, dia de queda para as principais bolsas europeias, com Londres perdendo 0,27%, Paris com -0,45% e Frankfurt com -0,69%; todos com boas recuperações das mínimas do dia.

Madri e Milão registraram quedas de respectivamente 0,62% e 0,98%. No mercado americano, o Dow Jones teve alta de 0,53% e o Nasdaq com +0,21%. Na Bovespa, dia de alta de 1,02%, com o índice em 49411 pontos, na máxima do dia.

Na agenda de amanhã, teremos a segunda prévia do IGP-M de junho, na zona do euro, o saldo em conta corrente de abril e nos EUA a construção de novas residências e permissões de construção de maio.


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