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BOA NOITE INVESTIDOR: Estresse dos investidores prosseguiu na sessão de hoje

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O estresse dos investidores prosseguiu na sessão de hoje, porém com os mercados em recuperação de quedas anteriores. No segmento externo, expectativas com a fala de Janet Yellen, presidente do FED, pós reunião do FOMC sobre política de juros. Aqui, complicações políticas e vencimento do mercado de índice.

O dia começou positivo na Ásia e Europa e conseguiu se manter assim durante toda a sessão. Isso apesar da produção industrial americana ter encolhido em maio 0,4%, mais que o esperado. Porém, o importante indicador de atividade industrial de NY subiu para 6,01 pontos, quando a expectativa era que ficasse negativo em 4,0 pontos. A inflação no atacado (PPI) de maio subiu 0,4% e o núcleo 0,3%.

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No FED, como esperado, a taxa de juros foi mantida entre 0,25% e 0,50%, com o redesconto em 1,0%. A votação foi unânime e membros ainda preveem duas altas no ano. O PIB foi desacelerado para +2,0% em 2016 (anterior em 2,2%) e 2,0% também em 2017. A inflação foi elevada para 1,4% em 2016, com núcleo em +1,7%. O desemprego deve fechar o ano em 4,7% e a alta de juros deve ser bem gradual.

Na coletiva de Yellen, foi dito que a desaceleração não era esperada, mas esperado o crescimento saudável no resto do ano, inclusive no segundo trimestre. Segundo Yellen, os salários estão reagindo e a criação de emprego encolhe na medida em que estão próximos do pleno emprego. Disse que o Brexit influiu na decisão dessa reunião, mais as próximas reuniões vão seguir vivas sobre juros. A leitura da fala de Yellen foi que o FED não tem pressa de elevar juros e a probabilidade de alta em julho voltou a cair. Setembro estará muito próximo das eleições e também pode ser adiado. Assim, vamos chegando devagar em 2017 para elevação dos juros.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,26%, com o barril coatado a US$ 47,88. O euro era transacionado em alta para US$ 1,1264 e os notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 1,59%, depois da fala de Yellen. O ouro e a prata fecharam em alta na Comex e commodities agrícolas com viés de queda na bolsa de Chicago.

Internamente, o ministro Meirelles falou muito sobre o conteúdo da PEC que estabelece teto para os gastos, à vigorar por 10 anos e podendo então ser alterada. Se mantida as premissas pode ajudar na redução do déficit e da dívida pública. Meirelles falou em novas medidas para acelerar o crescimento visando ampliação da produtividade. Todavia, o problema está no Congresso conturbado aprovar medidas duras.

Do lado político, Teori Zavascki liberou a delação de Sergio Machado da Transpetro e das gravações e foi divulgado que Temer teria pedido dinheiro para a campanha de Gabriel Chalita e que também foi dado dinheiro para Aécio Neves. Aparentemente os mercados não deram muita atenção para isso.

A Bovespa divulgou que, na sessão de 13 de junho, ingressaram recursos de investidores estrangeiros no montante de R$ 124 milhões, deixando o saldo do mês positivo em R$ 1,03 bilhão e o do ano também positivo em R$ 12,5 bilhões. O DIs em alta de juros e o dólar em queda de 0,25%, cotado a R$ 3,471.

No mercado acionário, dia de alta nas principais bolsas europeias, com Londres subindo 0,73%, Paris com +1,00% e Frankfurt com +0,92%. Madri e Milão com altas de respectivamente 1,72% e 1,49%.

No mercado americano, o Dow Jones registrou queda de 0,20% e o Nasdaq com -0,18%. Na Bovespa, dia de alta de 0,55%, com o índice encerrando em 48914 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos o IBC-BR de abril (aproximação do PIB), a ata do Copom da última reunião, dados de atividade pela Fiesp de maio e IPC-S da segunda quadrissemana. Nos EUA, o saldo em conta corrente do trimestre, atividade de Filadélfia de junho, o CPI (Consumo) de maio e índice de confiança do construtor NAHB.


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