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Por Simon Johnson e Johan Sennero
ESTOCOLMO, 4 Mai (Reuters) – A Academia Sueca que concede o
Nobel de Literatura informou nesta sexta-feira que não concederá
o prêmio neste ano devido a um escândalo de assédio sexual que
provocou tumulto na instituição e levou à renúncia de vários
membros de seu conselho.
Há décadas não ocorria um adiamento ou cancelamento do
prêmio, mas a normalmente sigilosa Academia reconheceu que sua
reputação foi prejudicada pelas alegações contra o marido de uma
de suas integrantes e a admissão de que os nomes de alguns
vencedores do prêmio foram vazados.
"A presente decisão foi tomada em vista da Academia
atualmente diminuída e da confiança pública reduzida na
Academia", disse a entidade em um comunicado.
A Academia, composta pela elite literária da Suécia, disse
que pretende conceder dois prêmios em 2019, incluindo o de 2018.
"Achamos necessário dedicar tempo à recuperação da confiança
pública na Academia antes de o próximo ganhador ser anunciado",
disse Anders Olsson, Secretário-Permanente interino da Academia.
O tumulto causado pelas alegações sexuais contra o marido de
uma integrante do conselho é inédito na Academia, uma
instituição reverenciada estabelecida pelo rei Gustavo 30 em
1786 e ainda sob o patronato real.
Embora a Academia já tenha lidado com polêmicas antes, por
exemplo ao conceder o Nobel de Literatura de 2016 ao cantor e
compositor norte-americano Bob Dylan, o debate vinha se
concentrando sobretudo no mérito literário, e não na própria
instituição.
A Academia se viu subitamente no centro de uma enorme
polêmica depois que 18 mulheres fizeram alegações de assédio
sexual contra o fotógrafo e personagem cultural Jean-Claude
Arnault, que é casado com Katarina Frostenson, autora e membro
da Academia.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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