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Por Stephen Farrell
JERUSALÉM, 2 Mai (Reuters) – O primeiro-ministro de Israel,
Benjamin Netanyahu, acusou Mahmoud Abbas de antissemitismo e
negação do Holocausto nesta quarta-feira, depois que o líder
palestino insinuou em um discurso que a perseguição histórica
aos judeus europeus foi causada por sua conduta.
Grupos judeus também repudiaram os comentários de Abbas,
feitos na segunda-feira durante um discurso ao Conselho Nacional
Palestino, segundo os quais os judeus sofreram historicamente
não por causa de sua religião, mas por terem sido banqueiros e
credores.
"Parece que, uma vez tendo negado o Holocausto, sempre
negará o Holocausto", escreveu Netanyahu no Twitter. "Peço à
comunidade internacional que condene o antissemitismo grave de
Abu Mazen (Abbas), que deveria ter desaparecido deste mundo há
muito tempo".
Abbas disse em seu pronunciamento que os judeus vivendo na
Europa sofreram massacres "a cada 10 ou 15 anos em alguns países
desde o século 11 e até o Holocausto".
Citando livros de vários autores, Abbas argumentou: "Eles
disseram que o ódio contra os judeus não se deveu à sua
religião, mas sua profissão social. Então a questão judaica que
se disseminou contra os judeus em toda a Europa não foi por
causa de sua religião, foi por causa da usura e dos bancos".
O porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rdainah, não quis comentar
as críticas.
Abbas, de 82 anos, fez suas colocações na cidade de
Ramallah, na Cisjordânia, durante uma reunião rara do Conselho
Nacional Palestino, o Parlamento de fato da Organização para a
Libertação da Palestina (OLP), que Abbas preside.
Membro veterano da Fatah, a facção dominante da OLP, Abbas
serviu durante décadas como vice leal de seu antecessor, Yasser
Arafat. Ele assumiu a liderança da Fatah, da OLP e da Autoridade
Palestina depois que Arafat morreu, em 2004.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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