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Por Kanupriya Kapoor e Joseph Sipalan
JACARTA/KUALA LUMPUR, 8 Dez (Reuters) – Milhares de
manifestantes se reuniram nesta sexta-feira em países de maioria
muçulmana na Ásia para protestar contra a decisão dos Estados
Unidos de reconhecerem Jerusalém como a capital de Israel, e as
autoridades reforçaram a segurança diante das embaixadas
norte-americanas.
Os líderes da Indonésia, Malásia e Paquistão se dois países
do sudeste da Ásia se uniram a um coro global de condenação da
medida do presidente dos EUA, Donald Trump.
Centenas de manifestantes reuniram-se na capital do
Afeganistão com cartazes, efígies de Trump e pelo menos uma
bandeira queimada nos Estados Unidos.
"Morte à América! Morte a Trump e Israel!" entoavam a multidão.
Na capital malaia, Kuana Lumpur, os manifestantes se
reuniram diante da embaixada norte-americana, também entoando
slogans contra os EUA.
Na Indonésia, maior país de maioria muçulmana do mundo,
algumas centenas de manifestantes, em sua maioria vestidos de
branco, se congregaram diante da representação dos EUA em
Jacarta, capital do país.
Alguns usavam echarpes quadriculadas e erguiam bandeiras
palestinas, e outros gritavam "Allahu Akbar" (Deus é o maior).
"Estamos aqui em nome da justiça e da humanidade. Estamos
reunidos para defender nossos irmãos e irmãs palestinos", disse
o líder de uma manifestação em Jacarta.
Canhões de água foram posicionados no local, mas o protesto
foi pacífico e o número de manifestantes pareceu muito menor do
que os 500 a mil que a polícia previu.
Um deles, Yuddy Kurniawan, de 30 anos, disse não estar
satisfeito com a reação de seu governo à decisão
norte-americana.
"Jokowi pode ser mais duro e pediu um boicote a produtos
norte-americanos, por exemplo", disse, referindo-se ao
presidente indonésio, Joko Widodo, por seu apelido.
A embaixada dos EUA em Jacarta aconselhou seus cidadãos a
evitarem manifestações e disse que seu consulado em Surabaya, a
segunda maior cidade do país, suspendeu os serviços públicos
nesta sexta-feira.
Um grupo pequeno de estudantes se reuniu na cidade de
Makassar, na ilha indonésia de Sulawesi, e ateou fogo em
bandeiras dos EUA e de Israel, noticiou a mídia.
A Indonésia é uma defensora de longa data da solução de dois
Estados para o conflito israelo-palestino e testemunhou
manifestações a favor dos palestinos nos últimos anos.
Na quinta-feira Widodo exortou os EUA a reconsiderarem sua
decisão, e no mesmo dia o primeiro-ministro malaio, Najib Razak,
pediu aos muçulmanos de todo o mundo que se oponham fortemente a
qualquer reconhecimento de Jerusalém como capital israelense.


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