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Por Elizabeth Piper
LONDRES, 12 Nov (Reuters) – Ministros britânicos saíram em
defesa de Boris Johnson neste domingo, dizendo que o ministro de
Relações Exteriores estava fazendo um "grande trabalho" e não
tinha motivos para renunciar devido a observações que os
críticos dizem que levaram o Irã a estender a prisão de uma
trabalhadora de ajuda humanitária.
A defesa coordenada é parte de um esforço para apoiar o
governo da primeira-ministra britânica, Theresa May,
enfraquecido por uma série de escândalos e gafes envolvendo seus
principais ministros enquanto ela negocia a saída do Reino Unido
da União Europeia (UE).
O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, pediu que May
demitisse Johnson, escrevendo no jornal The Observer neste
domingo que "nós toleramos que ele envergonhasse nosso país com
sua incompetência… por tempo demais. Está na hora de Boris
Johnson sair".
Corbyn e o prefeito de Londres, Sadiq Khan, que também é do
partido Trabalhista, disseram que Johnson ofendeu Estados e
religiões antes de "arruinar" o caso da trabalhadora de ajuda
humanitária iraniano -britânica Nazanin Zaghari-Ratcliffe, que
está presa após ter sido condenada por tramar para derrubar o
sistema clerical do Irã. Ela nega as acusações.
Mas o ministro do Brexit, David Davis, e o ministro do
Meio-Ambiente, Michael Gove, defenderam Johnson, que na semana
passada disse que poderia ter sido mais claro em suas
observações de que Zaghari-Ratcliffe estava ensinando jornalismo
antes de sua prisão em abril de 2016.
A Thomson Reuters Foundation, uma organização de caridade em
que Zaghari-Ratcliffe trabalhava, disse que o comentário de
Johnson feito em 1 de novembro estava incorreto, enquanto os
parlamentares britânicos de oposição disseram que as observações
poderiam levar a agente humanitária a passar mais tempo na
prisão.
A Thomson Reuters Foundation é independente da Thomson
Reuters e opera independentemente da Reuters News.
"Por que você quer demiti-lo? Ele é um bom secretário de
Relações Exteriores", Davis disse à Sky News. Já Gove pediu que
os críticos parassem de se concentrar no papel de Johnson no
caso e, em vez disso, questionem a motivação do que ele chamou
de "regime iraniano" na prisão de Zaghari-Ratcliffe.
"Não há motivo, nenhuma desculpa e nenhuma justificativa
para sua detenção e ela deve ser liberada", afirmou ao programa
Andrew Marr, da BBC.
Mais tarde, uma fonte do gabinete de Relações Exteriores
informou que Johnson havia realizado um telefonema "muito
construtivo" com o marido de Nazanin, Richard Ratcliffe, que
pediu que o ministro a visite esposa na prisão.
A demonstração de apoio a Johnson por seus colegas de
trabalho, que também fizeram campanha pelo Brexit, demonstra as
dificuldades que May enfrenta ao manter seu gabinete unido em
uma série de questões.
Ela perdeu dois de seus ministros em uma semana: Michael
Fallon renunciou como ministro de Defesa em um crescente
escândalo de assédio sexual e, em seguida, Priti Patel foi
forçada a sair de seu cargo como ministra devido a reuniões não
reveladas com autoridades israelenses.
Quarenta membros do Partido Conservador concordaram em
assinar uma carta de falta de confiança nos primeiros ministros,
oito a menos que o número necessário para desencadear uma
contestação da liderança, informou o jornal Sunday Times.
((Tradução Redação São Paulo; 55 11 56447553))
REUTERS GM


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