Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Wa Lone
YANGON, 13 Nov (Reuters) – O Exército de Mianmar substituiu
o general responsável pelo comando do Estado de Rakhine após uma
operação de repressão militar que levou mais de 600 mil
muçulmanos rohingyas a fugirem da localidade para o vizinho
Bangladesh, em meio a relatos de estupros em massa, tortura e
outros crimes contra a humanidade.
Nenhum motivo foi informado para a transferência do general
Maung Maung Soe da liderança do Comando Ocidental de Rakhine,
onde os militares de Mianmar, conhecidos como Tatmadaw, lançaram
uma ampla operação de combate à insurgência em agosto.
"Não sei a razão de sua transferência", disse o general Aye
Lwin, vice-diretor do departamento de Relações Públicas do
Ministério da Defesa, à Reuters. "Ele não foi colocado em
nenhuma posição no momento. Ele foi posto na reserva".
A transferência ocorreu antes de uma visita do secretário de
Estado norte-americano, Rex Tillerson, marcada para
quarta-feira, durante a qual ele deve passar uma mensagem dura
aos generais de Mianmar, sobre os quais a líder do país, Aung
San Suu Kyi, criticada no Ocidente por não deter as atrocidades,
tem pouco controle.
Em Washington, senadores estão pressionando pela aprovação
de leis para impor sanções econômicas e de viagens contra os
militares de Mianmar e seus interesses empresariais.
O governo de Mianmar, uma nação de maioria budista, vê os
rohingyas como imigrantes ilegais de Bangladesh.
Uma autoridade de primeiro escalão da Organização das Nações
Unidas (ONU) descreveu as ações do Exército em Rakhine como um
exemplo clássico de faxina étnica.
Mianmar diz que a operação de liberação foi necessária para
a segurança nacional depois que militantes rohingyas atacaram 30
postos de segurança e uma base do Exército no Estado em 25 de
agosto.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


Assuntos desta notícia

Join the Conversation