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BERLIM, 3 Jun (Reuters) – A chanceler alemã, Angela Merkel,
descartou ajudar Itália com sua dívida, dizendo em uma
entrevista a um jornal publicada neste domingo que o princípio
da solidariedade entre os países membros da zona do euro não
deve transformar o bloco de moeda única em uma união de
compartilhamento de dívidas.
Na entrevista ao Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung,
Merkel também adotou algumas das idéias do presidente francês,
Emmanuel Macron, para maior solidariedade na zona do euro e na
União Europeia.
Ela disse que, embora a coesão entre os membros do bloco de
moeda única seja importante, "a solidariedade entre os parceiros
do euro nunca deve levar a uma união de dívidas, e sim, a ajudar
os outros a se ajudarem".
Merkel fez as observações quando questionada sobre uma
reportagem dizendo que o movimento italiano anti-establishment 5
Estrelas e a Liga de extrema direita da Itália planejavam pedir
ao Banco Central Europeu que perdoasse 250 bilhões de euros (296
bilhões de dólares) da dívida italiana.
Uma coalizão governista italiana de dois partidos geralmente
vistos como hostis ao euro chegou ao poder na sexta-feira,
acalmando mercados que estavam assustados com a possibilidade de
uma nova eleição, que poderia efetivamente se tornar um
referendo sobre a possibilidade de deixar a moeda única.
"Vou abordar o novo governo italiano abertamente e trabalhar
com ele em vez de especular sobre suas intenções", disse Merkel
ao jornal em uma entrevista publicada neste domingo.
Em seus comentários mais detalhados sobre a visão de Macron,
Merkel apoiou a ideia de transformar o fundo de resgate ESM da
zona do euro em um Fundo Monetário Europeu (FME) com poderes
para dar linhas de crédito de curto prazo aos membros que
estejam com problemas em suas dívidas soberanas.
Macron quer que um futuro FME atue como um amortecedor em
qualquer futura crise financeira no bloco, que foi quase
dilacerado em uma crise de dívida em 2009.
(Por Joseph Nasr)