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Mercados seguem nervosos e com a volatilidade aumentando

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Depois da escaramuça americana e aliados sobre instalações na Síria no final de semana, até que os mercados da Europa e, principalmente dos EUA, se comportaram bem. Há a percepção que isso não elevou o risco geopolítico, já que, até o momento, foi movimento único e sem vítimas. Não houve reação muito forte da Rússia e China. O melhor exemplo é que o ouro fechou em leve alta, e o dólar seguiu fraco; ambos portos seguros em época de crise.

Tivemos declarações de Trump dizendo que Rússia e China estão praticando desvalorizações competitivas de suas moedas, ao mesmo tempo em que os EUA elevam juros. Mas é fato que os mercados seguem nervosos e desequilibrados no curto prazo e com a volatilidade aumentando.

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Nos EUA, tivemos a divulgação do índice de atividade industrial de NY de abril em queda para 15,8 pontos, quando o esperado era que ficasse em 19,1 pontos. As vendas no varejo de março expandiram 0,6% (o dobro do previsto) e excluindo automóveis alta de 0,2%. Os estoques nas empresas cresceram 0,6% em fevereiro. O dirigente do FED de NY (Dudley está saindo) disse que há incertezas como as disputas comerciais vão evoluir. Para ele, o patamar do mercado acionário não parece fora da razão.

Praet do BCE (BC Europeu) lembrou que a expansão econômica da região mostra o acerto da política monetária e a inflação ainda não atingiu os critérios do Banco. Theresa May justificou que a opção diplomática não iria funcionar na Síria e que ações militares eram necessárias. No mercado, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,68%, com o barril cotado a US$ 66,26. O euro era transacionado em alta para US$ 1,238 e notes americanos de dez anos com taxa de juros de 2,83%, em queda. O ouro e a prata fecharam em leve alta na Comex e commodities agrícolas majoritariamente em queda na bolsa de Chicago.

No cenário local, o IBC-Br de fevereiro registrou leve alta de 0,09% e em 12 meses expansão de 1,32%, veio menor que o previsto e isso reforça a tese de PIB do primeiro trimestre próximo de +0,5 e para o ano 3,0% agora parece teto das previsões. Fica a sensação que mesmo partindo de patamar muito baixo, 2018 pode ficar próximo de 2,70%. A pesquisa semanal Focus mostra isso ao projetar desaceleração do PIB para 2,76%, e inflação em queda.

Foi divulgado o saldo da balança comercial na segunda semana de abril com superávit de US$ 1,8 bilhão e acumulando no mês +US$ 3,33 bilhões. No ano, o superávit monta a US$ 17,3 bilhões, e a projeção da Focus subiu para US$ 55,8 bilhões em 2018. Os investidores ficaram receosos com a pesquisa divulgada no final de semana. Além da expressão do pré-candidato, Joaquim Barbosa, sem saber o que pensa sobre diferentes segmentos; e o fato de ser outsider.

Na sequência dos mercados, ainda no cenário local, os DIs terminaram o dia com comportamento misto para juros e o dólar fechou com variação de -0,41% e cotado a R$ 3,41. Na B3, na sessão de 12 de abril, os investidores estrangeiros aportaram R$ 207,7 milhões, deixando o saldo positivo do mês em R$ 629,6 milhões e o ano com ingresso líquido de R$ 671,9 milhões. Na B3, o volume de exercício de opções para o prazo abril atingiu R$ 3,7 bilhões.

No mercado acionário, dia de queda de 0,91% da bolsa de Londres, Paris com -0,04% e Frankfurt com -0,41%. Madri registrou queda de 0,01% e Milão terminou estável. No mercado americano, o Dow Jones em alta de 0,88% e Nasdaq com +0,70%. Na B3, dia de queda de 1,75% e índice em 82.861 pontos.

Na agenda de amanhã, os mercados já vão espelhar bateria de indicadores anunciados durante a noite na China (inclusive o PIB do primeiro trimestre). No Brasil, somente o IPC da segunda quadrissemana de abril. Nos EUA, teremos a produção industrial de março, a construção de novas residências, e permissões de março e vários discursos de presidentes regionais do FED.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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