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BOGOTÁ, 7 Mai (Reuters) – Mais de 200 mil venezuelanos se
registraram às autoridades da Colômbia nas primeiras semanas de
uma contagem sendo realizada para verificar quantos imigrantes
sem documentos fugiram para o país andino, informou Bogotá nesta
segunda-feira.
A América do Sul está tentando lidar com um êxodo de
venezuelanos, que estão deixando sua terra natal na esperança de
escapar de uma crise econômica devastadora que vem causando fome
e escassez.
Muitos entram na Colômbia por terra pela fronteira de 2.219
quilômetros sem passar por nenhum posto de verificação da
imigração.
A Colômbia está pedindo aos venezuelanos para se registrarem
se não tiverem vistos de trabalho ou turismo, dupla cidadania ou
outro tipo de permissão formal para permanecer no território. O
governo disse que as informações ajudarão a medir os recursos
necessários para educação, assistência médica e outros serviços
e que não serão usados para deportações.
Cerca de 320 mil venezuelanos na Colômbia têm vistos,
renovação de vistos ou vistos de turismo com validade de 180
dias. Bogotá estima que outros 500 mil não possuem documentos e
que 230 mil atravessaram o país rumo a outros destinos.
"Agora na metade do processo de registro, temos 203.989
venezuelanos registrados, ainda falta um mês", disse Felipe
Muñoz, diretor de assuntos de fronteira do governo, aos
jornalistas.
"(O registro) não muda seu status migratório, não é para
cupons de alimentação, para ajuda ou para votação, isto é para
que o governo colombiano tenha informações que lhe permitam
formular uma política humanitária dentro de nossas restrições
fiscais, mas sempre com empatia e generosidade", afirmou Muñoz.
Cerca de 80 por cento dos venezuelanos que se registraram
indicaram que querem permanecer na Colômbia, segundo Muñoz, mas
muitos disseram que estariam dispostos a voltar para casa se as
condições de sua nação melhorassem.
As estimativas de quantos venezuelanos partiram durante os
governos do ex-presidente Hugo Chávez e do atual líder, Nicolás
Maduro, variam muito. Alguns opositores e acadêmicos calculam a
cifra em 4 milhões.
O governo Maduro rejeita o número, que vê como um exagero.
(Por Luis Jaime Acosta)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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