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BRASÍLIA, 6 Jun (Reuters) – O presidente da Câmara e
pré-candidato à Presidência da República, Rodrigo Maia (DEM-RJ),
afirmou nesta quarta-feira que não teria problema em apoiar
eventual candidatura do chamado centro que consiga consolidar
esse campo, mas lembrou que ainda não surgiu esse nome no atual
cenário e, portanto, seguirá na tentativa de se viabilizar na
disputa presidencial.
O deputado, que participou de sabatina com presidenciáveis
organizada pelo jornal Correio Braziliense e pelo Sindicato
Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco),
criticou o que convencionou-se chamar de centro, e avaliou que
enquanto não houver uma clara liderança, é legítimo que os nomes
já colocados tentem se viabilizar eleitoralmente.
"É óbvio que se tivesse alguém nesse eixo que já tivesse
organizado dessa forma, não teria problema de compreender que há
um espaço, há um nome que organiza aquilo que eu acredito que
seja o meu campo", disse Maia.
"Mas esse nome não apareceu, então de forma legítima tanto
eu quanto os outros vamos todo mundo trabalhando para tentar
chegar no dia 5 de agosto (após as convenções) com mais força
para que se possa construir um princípio de alianças para
disputar a eleição", afirmou.
Para o pré-candidato do DEM, o único nome que poderia ser
encaixado como um representante do centro seria o ex-presidente
do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que até
chegou a se filiar ao PSB, mas desistiu de colocar seu nome para
a disputa.
"O problema é que nós estamos falando muito em centro e
temos que compreender que a sociedade não enxerga o centro como
nós enxergamos. Então fica uma conversa, parece, meio de
bêbado", avaliou.
"Mas visto como esse candidato que pacifica o Brasil, nenhum
de nós conseguiu ainda se colocar, é por isso que é muito
difícil você conseguir tomar uma decisão hoje do que vai ser
feito."
Na véspera, um grupo de parlamentares e intelectuais lançou
manifesto pela unificação do que chamou de campo do "centro",
mas o evento não contou com a presença presidenciáveis e nem de
dirigentes políticos, com exceção de Roberto Freire, do PPS.

PREVIDÊNCIA E REFIS
Questionado sobre a situação da Previdência, o pré-candidato
defendeu que suas regras sejam modificadas e que seja criada uma
transição. Maia defendeu a fixação de uma idade mínima, o debate
sobre um sistema de capitalização dos que venham a se aposentar
e também a situação dos servidores públicos.
O deputado aproveitou para posicionar-se favorável a uma
reforma administrativa do Estado brasileiro. Também disse ser
contra a sucessão de programas de refinanciamentos de dívidas
junto à União, o chamado Refis.
Defendeu ainda uma simplificação e unificação do sistema
tributário e disse que um grupo de estudos criado por ele
discute o impacto sobre a competitividade de empresas da redução
da alíquota do imposto de renda em outros países.
Uma das teses debatidas, disse o presidente da Câmara, seria
a redução da alíquota da pessoa jurídica para estimular a
competitividade de empresas brasileiras. O parlamentar
colocou-se ainda contra a taxação das grandes fortunas.
Maia afirmou que, apesar de se classificar como um
neoliberal, não é o momento de se pensar em uma privatização de
bancos públicos como o Banco do Brasil, e aproveitou para
defender uma desregulamentação do sistema financeiro, de forma a
atrair novos atores e proporcionar maior concorrência. Avaliou
ainda que a Caixa Econômica Federal deveria definir melhor seu
nicho de atuação.
Ainda no tema de privatizações, disse acreditar que a
Petrobras pode ter seu tamanho reduzido e defendeu a
desestatização da Eletrobras , mas questionou o modelo
proposto pelo governo.
Sobre o andamento dos trabalhos na Câmara, negou que haja
interferência do processo eleitoral na forma como conduz a Casa,
mas admitiu que há uma desorganização da base, seja pela
proximidade das eleições, seja pela fragilidade do governo.
"A base está desorganizada, o governo está desarticulado,
isso atrapalha o nosso trabalho", justificou. "Se a agenda da
Câmara está atrasada, é porque de fato há uma desarticulação do
governo muito grande com a base."
(Reportagem de Maria Carolina Marcello e Ricardo Brito;
Edição de Pedro Fonseca)
(([email protected]; 55 21 2223-7128; Reuters
Messaging:[email protected]))

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