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1 Dez (Reuters) – O presidente da Câmara dos Deputados,
Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta sexta-feira que continuará
insistindo na votação da reforma da Previdência na Casa, apesar
do cenário desfavorável, mas ponderou que o melhor é adotar uma
postura mais "realista".
Em seminário sobre segurança pública no Rio de Janeiro, Maia
reafirmou que o governo ainda está longe de ter os 308 votos
necessários para aprovar a reforma, que por se tratar de uma
Proposta de Emenda à Constituição (PEC), precisa alcançar esse
patamar mínimo de votos entre os 513 deputados em dois turnos de
votação na Casa.
"Vamos continuar insistindo, apesar de toda a dificuldade",
disse o presidente da Câmara a jornalistas. "Acho que ser
realista é melhor do que ser muito otimista", afirmou, sem fazer
uma estimativa de calendário para a votação.
O deputado defendeu mais uma vez a reformulação no sistema
de Previdência, sob o risco de o desequilíbrio nas contas
públicas comprometer o pagamento de servidores públicos e
investimentos em áreas essenciais.
"Eu vou continuar defendendo a votação (da reforma), por
mais que eu saiba que é muito difícil", respondeu, ao ser
questionado sobre um prazo de votação.
Maia afirmou ainda que o texto da nova reforma deve deixar
claro que policiais federais terão direito à integralidade da
aposentadoria, mesmo os que ingressaram no serviço após 2003.
Segundo ele, também estuda-se uma maneira de fornecer
aposentadorias aos mortos em combate, sem comprometer a economia
pretendida com a reforma, e de construir uma solução para a
transição de delegadas.
Maia classificou de "bom" o resultado do Produto Interno
Bruto (PIB) do Brasil, que subiu 0,1 por cento entre julho e
setembro passado sobre o segundo trimestre. Ele aproveitou para
defender a aprovação da reforma como forma de ajudar na
recuperação da economia.
"Acho que se tivermos a condição de convencer os deputados
de que a gente pode ter uma reforma da Previdência que tenha um
impacto positivo real na vida das pessoas que ganham menos no
Brasil, a gente também vai esta ajudando no resultado da
economia", disse.

(Por Maria Carolina Marcello, em Brasília; Edição de Eduardo
Simões)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))

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