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SÃO PAULO, 15 Abr (Reuters) – O ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva segue na liderança da corrida eleitoral, mostrou a
mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada neste domingo, uma
semana depois de o líder petista ter sido preso no âmbito da
operação Lava Jato.
Embora ainda lidere, o apoio a Lula diminuiu ante à pesquisa
de janeiro. No melhor cenário agora, ele tem 31 por cento das
intenções de voto, enquanto no final de janeiro seu melhor
desempenho era de 37 por cento. O Datafolha ressalta, porém,
que, como houve mudanças de pré-candidatos, não é possível fazer
uma comparação direta entre as duas pesquisas.
Com Lula como candidato, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ)
segue isolado em segundo lugar. Mas sem o petista como
candidato, a ex-senadora Marina Silva (Rede) cresce e encosta no
deputado, configurando empate técnico –Bolsonaro aparece com 17
por cento e Marina chega até 16 por cento.
A margem de erro da pesquisa, realizada entre 11 e 13 de
abril com 4.194 pessoas em 227 municípios, é de 2 pontos
percentuais, para mais ou para menos.
Mas quem "lidera" quando Lula não aparece como candidato é o
segmento dos votos brancos/nulo/nenhum, que chega a 24 por
cento.
Com Lula candidato, Bolsonaro tem até 16 por cento e Marina,
10 por cento. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) também cresce sem o
petista no páreo, passando de 5 para 9 por cento.
Entre outros pré-candidatos, o Datafolha mostrou o
ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) com 6 por
cento das intenções de voto, quando Lula aparece como candidato,
e até 8 por cento sem Lula.
O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) tem 1 por
cento nas duas situações, enquanto o presidente Michel Temer
aparece com 1 por cento e até 2 por cento, respectivamente, com
e sem Lula.
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim
Barbosa (PSB) tem 8 por cento, quando Lula é candidato, e chega
a 10 por cento sem ele.
Apesar de Lula estar preso –cumprindo pena por corrupção e
lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP)–, o PT
segue afirmando que seu principal líder é o candidato do partido
nas eleições presidenciais de outubro.
Nos cenários sem Lula, o Datafolha considerou o ex-prefeito
de São Paulo Fernando Haddad ou o ex-ministro da Casa Civil e
ex-governador da Bahia Jaques Wagner como potenciais candidatos
do PT. Haddad aparece com 2 por cento e Wagner, com 1 por cento.
O Datafolha mostrou que 54 por cento das pessoas consideram
a prisão de Lula como justa. Para 62 por cento dos pesquisados,
o petista não disputará o pleito de outubro.
Por fim, o instituto de pesquisas disse que dois de cada
três apoiadores de Lula votariam em alguém indicado por ele para
as eleições caso o petista não possa mesmo disputar as eleições.

(Por José Roberto Gomes; Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55 11 5644 7762; Reuters
Messaging: [email protected]))

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