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Livro Bege, petróleo em queda e Janet Yellen é sabatinada pelo congresso

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Hoje foi dia da B3 começar em boa alta e rapidamente passar para o campo negativo. O mercado americano registrou comportamento semelhante, porém com movimentos mais suaves. De forma semelhante, as bolsas europeias encurtaram o processo de alta.

O petróleo em queda mesmo com reunião da OPEP favorável ajudou no comportamento de queda da B3 empurrando as ações de Petrobras com queda da superior a 3,0%, no meio da sessão. O Iraque apoiou a decisão de extensão do acordo por meses adicionais e, além disso, reduções na produção da Nigéria e Líbia. Os estoques americanos encolheram 3,4 milhões de barris na semana anterior, mas os preços no mercado internacional não resistiram.

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A presidente do FED, Janet Yellen, foi sabatina no Congresso americano dizendo que não quer economia superaquecida, se manifestou preocupada com a política fiscal e quer que seja voltada para ampliar a produtividade. Não vê motivos para mudar a política de encolhimento do balanço do FED e acredita que mesmo com a alta gradual dos juros, a economia seguirá expandindo. Aceita discutir mudanças na Lei Dodd-Frank, mas o presidente do FED de NY (Dudley) entende que a lei ajuda a manter o sistema financeiro resistente.

A segunda avaliação do PIB do terceiro trimestre mostrou taxa anualizada de 3,3% e a inflação PCE de gastos com consumo subiu 1,5%. Ainda nos EUA, as vendas pendentes de imóveis cresceram 3,5% em outubro, acima da projeção de +1,4%. Na Alemanha, a inflação medida pelo CPI (Consumidor). Do lado político, Trump disse que fará grandes sanções adicionais sobre a Coreia do Norte e a China se manifestou preocupada com o novo lançamento de míssil. O Japão reforçou pressões para que a ONU faça bloqueios ao país.

No final do dia nos EUA, tivemos os dados do Livro Bege com uma síntese da economia americana. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,76%, com o barril cotado a US$ 56,97. O euro era transacionado em alta para US$ 1,186 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 2,38%, em forte alta. O ouro e a prata tiveram dia de queda na Comex e commodities agrícolas com viés mais para positivo na bolsa de Chicago.

No cenário local, o Bacen divulgou a nota de política fiscal mostrando superávit primário em outubro de R$ 4,7 bilhões, o primeiro em cinco meses. Em 12 meses, o déficit primário atingiu R$ 187,2 bilhões, algo como 2,88%. O déficit nominal em 12 meses atingiu cifra astronômica de R$ 601 bilhões significando 9,25% do PIB. Gastos com juros em 12 meses chegam a R$ 414 bilhões e a dívida bruta subiu para 74,4% do PIB, contra anterior de 73,9% do PIB. Os números são ruins e merecem atenção dobrada. O Bacen anunciou o fluxo cambial até 24 de novembro com saídas de US$ 3,0 bilhões, mas o fluxo do ano é positivo em US$ 7,6 bilhões.

Do lado político, o ministro Eliseu Padilha declarou que o PSDB não está mais na base de apoio do governo e que Temer deve decidir sobre os ministros do partido se ficarão na sua cota pessoal. Disse esperar que o PSDB vote pela reforma da previdência, mas os agentes do mercado ficaram preocupados. Acrescentou que o governo desenvolverá ações para votar a previdência ainda em 2017.

Na sequência dos mercados, ainda no cenário local, os DIs acabaram incorrendo em forte alta dos juros e o dólar reverteu processo de queda e fechou em alta de 0,76% e cotado a R$ 3,283. Na B3, na sessão de 27 de novembro, os investidores estrangeiros retiraram recursos no montante de R$ 26,9 milhões. No mês de novembro, há saídas de R$ 2,3 bilhões, mas no ano o ingresso líquido atinge
R$ 10,6 bilhões.

No mercado acionário, dia de queda de 0,90% na bolsa de Londres, Paris com +0,14% e Frankfurt com +0,02%. Madri e Milão com altas de respectivamente 1,20% e 0,15%. No mercado americano, faltando cerca de uma hora e meia para encerramento, dia de Dow Jones com +0,44% e Nasdaq com -1,27%. Na B3, faltando meia hora, queda de 1,66% e índice em 72916 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos a confiança da indústria em novembro pela FGV, dados da PNAD contínua do trimestre em outubro e o índice de atividade industrial da Fiesp. Nos EUA, os pedidos de auxílio desemprego da semana anterior. Além do deflator de preços PCE de outubro e o índice de atividade ISM de novembro. Na China, o índice de atividade PMI.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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