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Por Lisandra Paraguassu

PORTO ALEGRE (Reuters) – O procurador regional da República Maurício Gerum afirmou nesta quarta-feira, durante julgamento do recurso pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o petista "lamentavelmente" se corrompeu.

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Para o representante do Ministério Público, a defesa de Lula não conseguiu apresentar nenhum elemento que afastasse os elementos comprobatórios de que o ex-presidente cometeu os crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.

"Não é porque se trata de um presidente da República que só vamos aceitar como prova uma escritura assinada", disse Maurício Gerum, durante a sessão da 8ª Turma do TRF-4.

O procurador regional disse que havia uma promiscuidade entre o mundo político e empresarial no país, rechaçada na maior parte do mundo porque raramente é inocente. Segundo ele, é difícil imaginar que um sistema de drenagem dos cofres da Petrobras passasse ao largo do então presidente da República.

Gerum destacou que o próprio Lula, em seu depoimento no processo quando tramitou na primeira instância, afirmou que a palavra final sobre a indicação de diretores da Petrobras era do presidente.

"O que parecia ser construção de governabilidade era na verdade criação de mecanismo de dilapidação dos cofres da Petrobras", disse.

O procurador disse ainda que uma "tropa de choque" foi formada para garantir a manutenção de um projeto de poder. "Truculência dessa tropa de choque está muito próxima dacoação", completou. Para o representante do Ministério Público Federal perante oTRF-4, tentativa de se assemelhar o julgamento pelo tribunal aum julgamento político ofende. "Processo judicial não é umprocesso parlamentar", disse. "A tentativa de assemelhar esse julgamento a um julgamentopolítico ofende não só a mim e a suas excelências, mas àquelesque foram vítimas de um jogo de cartas marcadas", disse.

O ex-presidente foi condenado em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso envolvendo um apartamento tríplex no Guarujá.

Lula, que já anunciou a intenção de ser novamente candidato à Presidência da República em outubro e lidera as pesquisas de intenção de voto, pode ficar inelegível se tiver a condenação confirmada pelo TRF-4, que analisa os processos da Lava Jato em segunda instância.
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