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BRASÍLIA, 29 Jan (Reuters) – A Justiça portuguesa determinou
a extradição para o Brasil de Raul Schmidt, acusado de ser
operador do pagamento de propinas a ex-diretores da Petrobras e
preso em março de 2016 na primeira fase internacional da
operação Lava Jato, informou nesta segunda-feira a Secretaria de
Comunicação Social da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo o comunicado, o processo de extradição dele
encerrou-se neste mês, após a Justiça de Portugal ter negado os
últimos recursos do brasileiro. O Ministério da Justiça
português também autorizou o envio de Schmidt ao Brasil e as
autoridades do país europeu já começaram as buscas pelo
brasileiro, o que pode acarretar, inclusive, a emissão de
mandado europeu de detenção.
A autorização atendeu a pedido da força-tarefa do Ministério
Público Federal em Curitiba. A extradição foi autorizada com a
condição de que o julgamento no Brasil só ocorra por atos
praticados antes da obtenção da nacionalidade portuguesa.
Schmidt é brasileiro nato e foi naturalizado português em
dezembro de 2011.
Raul Schmidt é investigado pelo pagamento de propinas aos
ex-diretores da Petrobras Renato de Souza Duque, Nestor Cerveró
e Jorge Luiz Zelada, todos envolvidos no esquema de corrupção,
lavagem de dinheiro e organização criminosa instalado na
estatal. Ele também aparece nas investigações como preposto de
empresas internacionais na obtenção de contratos de exploração
de plataformas da Petrobras .
Segundo a nota da PGR, antes de sua prisão em março de 2016,
Schmidt estava foragido desde julho de 2015. Ele morou em
Londres, onde mantinha uma galeria de arte, mas, após o início
da Lava Jato, se mudou para Portugal em virtude da dupla
nacionalidade. Ele foi preso em seu apartamento, localizado em
uma região nobre de Lisboa.
"A confirmação da extradição é mais um marco na luta
transnacional contra a corrupção e a lavagem de dinheiro e
reforça os inúmeros laços entre o sistema de Justiça português e
brasileiro. Também demonstra que os vínculos artificiais de
nacionalidade não são óbice na repressão ao crime organizado",
afirma a secretária de Cooperação Internacional da PGR, Cristina
Romanó.
A Secretaria de Cooperação Internacional da
Procuradoria-Geral da República (PGR) atuou em conjunto com a
Advocacia-Geral da União (AGU) para garantir a extradição,
conforme o comunicado.

(Reportagem de Ricardo Brito; Edição de Eduardo Simões)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))

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