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Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Claudia Violante
SÃO PAULO, 4 Mai (Reuters) – As taxas dos contratos futuros
de juros terminaram a sexta-feira ao redor da estabilidade,
aliviadas pelo recuo do dólar ante o real e após dados mais
fracos do mercado de trabalho norte-americano que, entretanto,
ainda não afastaram a possibilidade de mais altas de juros nos
Estados Unidos este ano.
"Os dados nos EUA vieram mais fracos nesse mês. Porém, no
contexto geral, não dá para dizer que são ruins", afirmou o
economista da corretora Renascença, Daniel Queiroz.
A criação de vagas de emprego nos Estados Unidos ficou
abaixo do esperado em abril e a taxa de desemprego caiu para a
mínima de quase 17 anos e meio, a 3,9 por cento, uma vez que
alguns norte-americanos desempregados deixaram a força de
trabalho. O relatório de emprego também mostrou que os salários
tiveram apenas leve alta no mês passado.
Nas últimas semanas, cresceu o temor nos mercados globais de
que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa
elevar os juros mais vezes neste ano diante de sinais de melhor
desempenho da economia dos Estados Unidos e inflação maior.
Juros elevados no país têm potencial para atrair recursos
aplicados hoje em praças financeiras consideradas de maior
risco, como a brasileira.
O dólar, que voltou a encostar em 3,55 reais na máxima desta
sessão, perdeu força ao longo do dia e chegou à mínima de 3,5140
reais, aliviando a pressão na curva a termo, inclusive nos
trechos curto e intermediário, que vêm reprecificando apostas
sobre a política monetária no Brasil, com chances crescentes de
que o Banco Central possa interromper o atual ciclo de
afrouxamento antes do esperado.
Isso, de modo geral, por conta do recente salto do dólar,
que chegou a encostar em 3,55 reais neste mês, levando o BC a
intervir mais forte no mercado de câmbio. Dólar mais alto pode
pressionar a inflação e interferir na trajetória de juros.
Com o alívio do dólar à tarde, os DIs voltaram a precificar
à tarde cerca de 65 por cento por cento de chances de redução de
0,25 ponto percentual da Selic neste mês, ante 60 por cento na
véspera e em alguns momentos neste pregão, com o restante
indicando manutenção, segundo operadores. No fim de abril, essas
apostas de corte estavam em torno de 70 por cento.
Mas para a reunião de junho do Comitê de Política Monetária
(Copom) do BC, os DIs precificavam 13 por cento de apostas de
outro corte de 0,25 ponto da Selic, com o restante indicando
manutenção. Em abril, a precificação de redução da Selic estava
em cerca de 25 por cento.
"O mercado reduziu bem essa possibilidade para junho. Mas
não dá para descartar, caso os números de atividade sigam muito
fracos e o exterior alivie", afirmou o profissional da mesa de
DI de uma corretora local.
Em março, o BC cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto
percentual, para o piso histórico de 6,50 por cento ao ano.
Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 16:30:
mês ticker último fechamento variação
(%) anterior (p.p.)
(%)
JUL8 6,245 6,254 -0,009
JAN9 6,275 6,275 0
JAN0 7,06 7,05 0,01
JAN21 8,04 8,04 0
JAN23 9,23 9,21 0,02

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; 55 11 5644 7723; Reuters
Messaging: [email protected];))

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