Clicky

MetaTrader 728×90

Por Michael Holden
LONDRES, 26 Jan (Reuters) – Uma juíza britânica irá decidir
em 6 de fevereiro se irá derrubar um mandado de prisão contra
Julian Assange que decorre de sua violação de condições de
fiança, conforme o fundador do WikiLeaks aumenta esforços para
deixar a embaixada do Equador em Londres após mais de cinco
anos.
Assange, de 46 anos, está no prédio desde 2012, após não se
apresentar em tribunal para evitar extradição para a Suécia por
uma acusação de estupro, que nega.
Assange temia que a Suécia o entregaria aos Estados Unidos
para enfrentar acusação pela publicação no WikiLeaks de uma
grande quantidade de documentos confidenciais militares e
diplomáticos –um dos maiores vazamentos de informação na
história dos EUA.
Em maio do ano passado, procuradores suecos derrubaram a
investigação sobre a acusação. Mas a polícia britânica tem
insistido que Assange será preso por violar condições de fiança
caso deixe a embaixada.
Nesta sexta-feira, o advogado de Assange, Mark Summers,
disse à Corte de Magistrados de Westminster, durante a primeira
audiência em relação ao caso desde 2012, que a retirada do
Mandado de Prisão Europeu significa que o mandado de prisão por
fiança não se aplica mais.
"Nós dizemos que perdeu seu propósito e sua função", disse.
Quando perguntado se uma decisão bem-sucedida irá permitir
que Assange fique livre, um porta-voz do Serviço de Procuradoria
da Coroa disse: "hipoteticamente sim, isto será nossa
interpretação".
O membro da Procuradoria Aaron Watkins disse ao tribunal que
seria "absurdo" caso um réu seja efetivamente recompensado por
conseguir fugir de procedimentos por tanto tempo que eles deixem
de ter validade.
Para alguns, Assange é um herói cibernético que expôs abusos
de poder do governo. Para outro, ele é um criminoso que
prejudicou a segurança do Ocidente ao expor segredos.
A polícia britânica informou que a acusação de não
comparecer ao tribunal é uma ofensa muito menos séria que
estupro, mas ele ainda pode enfrentar até um ano de prisão caso
condenado.
O Equador informou neste mês ter dado cidadania a Assange,
horas após o governo britânico recusar um pedido de status
diplomático, que poderia ter dado imunidade de prisão para
Assange caso tentasse deixar a embaixada.
A magistrada-chefe Emma Arbuthnot disse que irá tomar sua
decisão em 6 de fevereiro.


Assuntos desta notícia