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Por Sarah N. Lynch
ALEXANDRIA, Estados Unidos, 4 Mai (Reuters) – Um juiz
federal dos Estados Unidos disse que o procurador especial
Robert Mueller não deveria ter “poder irrestrito” para
investigar laços entre a campanha do presidente Donald Trump e a
Rússia, e acusou Mueller de usar casos criminais para pressionar
aliados de Trump a se voltarem contra ele.
Em uma tensa audiência em um tribunal federal na Virgínia
nesta sexta-feira, o juiz distrital dos EUA T.S. Ellis III
questionou acentuadamente se Mueller excedeu sua autoridade ao
apresentar acusações de fraude fiscal e bancária contra o
ex-gerente de campanha de Trump, Paul Manafort.
Ellis disse que a acusação aparentava ser uma maneira para
Mueller levar Manafort a fornecer informações sobre Trump.
“Você não liga realmente para o Sr. Manafort”, disse o juiz.
“Você na verdade liga para a informação que o Sr. Manafort pode
te dar para levar ao Sr. Trump” e sua eventual acusação ou
impeachment.
“É improvável que você consiga me persuadir de que o
procurador especial possui poder irrestrito para fazer o que
quiser”, disse Ellis, que foi nomeado pelo presidente
republicano Ronald Reagan, em uma audiência sobre a moção de
Manafort para rejeitar as acusações na Virgínia.
Manafort, que trabalhou como gerente da campanha de Trump
por cinco meses, também enfrenta acusações federais em
Washington, onde é acusado de conspiração para lavagem de
dinheiro e falha em se registrar como um agente estrangeiro
quando fez lobby para o governo ucraniano pró-Rússia.
Michael Dreeben, um vice-procurador-geral trabalhando com
Mueller, argumentou que o escopo investigativo do procurador
especial cobria a atividade na acusação.
Em um memorando de 2 de agosto de 2017, o vice-secretário de
Justiça dos EUA, Rod Rosenstein, autorizou Mueller a investigar
se Manafort “cometeu crime ou crimes surgindo a partir de
pagamentos que recebeu do governo ucraniano antes e durante o
mandato do presidente Viktor Yanukovych”.
O ex-líder ucraniano foi retirado do poder e fugiu para a
Rússia em fevereiro de 2014, mais de dois anos antes de Trump
declarar sua candidatura à Presidência.

“UMA CAÇA ÀS BRUXAS”
Trump leu entusiasticamente em voz alta os comentários do
juiz para sua plateia durante um discurso em Dallas à Associação
Nacional do Rifle, dizendo que eles ecoavam suas posições de
longa data. Ele chamou Ellis de “uma pessoa muito respeitada”.
“Tenho dito isto há muito tempo. É uma caça às bruxas”,
disse sobre a investigação de Mueller sobre os laços de sua
campanha com a Rússia e sobre se a campanha conspirou com russos
para interferir na eleição de 2016.
Ele também se distanciou de Manafort, chamando-o de um cara
legal, mas dizendo que “ele trabalhou para mim por um período
muito curto de tempo”.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES

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