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YANGON, 8 Jan (Reuters) – Um grupo de repórteres de Mianmar
pediu ao governo nesta segunda-feira detalhes sobre a prisão de
dois jornalistas da Reuters no mês passado, argumentando que o
caso pode ter implicações na habilidade dos jornalistas para
fazerem seus trabalhos, disseram dois membros do grupo.
Os dois jornalistas da Reuters, Wa Lone, de 31 anos, e Kyaw
Soe Oo, de 27 anos, estão sendo investigados por suspeitas de
violar a Lei Oficial de Segredos, uma lei pouco usada que existe
desde a época do regime colonial britânico.
Eles haviam trabalhado na cobertura da Reuters de uma crise
no Estado de Rakhine, no leste do país, onde acredita-se que 655
mil muçulmanos rohingya fugiram de uma repressão militar que
ocorreu após ataques militantes contra forças da segurança.
Os dois devem se apresentar em tribunal na quarta-feira, no
que será a segunda vez que se apresentam e o procurador pode
pedir que as acusações sejam arquivadas.
Doze repórteres da capital de Mianmar, Naypyitaw, disseram
ter feito o pedido ao Ministério do Interior por mais
informações sobre o caso em concordância com a lei de mídia.
"O governo não deu uma explicação suficientemente adequada
ao país", disse à Reuters Nyan Hlaing Lynn, chefe de redação da
revista Frontier Myanmar.


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