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Por Padraic Halpin
DUBLIN, 15 Fev (Reuters) – Os governos da Irlanda e do Reino
Unido vão buscar uma maneira de retomar as conversas sobre a
restauração de um governo de poder compartilhado na Irlanda do
Norte, e nenhum dos dois contempla a volta de um comando direto
de Londres, disse o ministro das Relações Exteriores da Irlanda,
Simon Coveney, nesta quinta-feira.
As conversas para pôr fim a um impasse político fracassaram
novamente na quarta-feira, depois que o líder do maior partido
unionista disse não haver perspectiva de um acordo, e pediu que
o Reino Unido assuma um controle financeiro maior sobre a
região.
A província britânica está sem um Poder Executivo local
–parte central de um acordo de paz de 1998 que encerrou três
décadas de violência– há mais de um ano, desde que os
nacionalistas irlandeses do partido Sinn Fein se retiraram do
governo que compartilhavam com seus arquirrivais do Partido
Democrático Unionista (DUP, na sigla em inglês).
"O foco agora tem que estar na tentativa de colocar estas
discussões de volta nos trilhos para que os dois governos possam
encontrar uma maneira de fazer com que as instituições que são o
coração do Acordo da Sexta-Feira Santa possam ser
restabelecidas", disse o chanceler irlandês à emissora irlandesa
RTE.
"Certamente não existe apetite (de Londres) para rumar para
um controle direto… o comunicado do DUP foi muito mal recebido
e muito decepcionante, mas isso não significa que desistimos".
Os dois partidos, que representam defensores
majoritariamente católicos de uma Irlanda unida e apoiadores
protestantes da preservação do comando britânico, descumpriram
uma série de prazos, e a rodada mais recente de conversas
desmoronou devido aos desentendimentos relativos aos direitos
adicionais para falantes da língua irlandesa.
Parecendo concordar com o Sinn Fein, Coveney disse ter
acreditado que os partidos haviam chegado a um meio-termo sobre
a questão nos últimos dias mediante o qual se legislaria a favor
dos direitos adicionais como parte de um reconhecimento mais
amplo da diversidade cultural e linguística.
Fontes a par das negociações disseram à Reuters que alguns
membros do DUP discordam da concessão proposta e "abordaram
robustamente" seus receios mais cedo nesta semana.
"Estas brechas foram fechadas, é por isso que não entendo
que o comentário ontem tenha sido tão definitivo assim", disse
Coveney.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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