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Por Bozorgmehr Sharafedin
LONDRES, 9 Out (Reuters) – O Irã prometeu nesta
segunda-feira dar uma resposta "esmagadora" se os Estados Unidos
designarem a força militar de elite do país, a Guarda
Revolucionária, como um grupo terrorista.
A promessa foi feita uma semana antes de o presidente dos
EUA, Donald Trump, anunciar sua decisão final sobre a maneira
como quer conter Teerã. Trump tem até o dia 15 de outubro para
retirar a certificação de um acordo internacional histórico de
2015 para conter o programa nuclear iraniano, uma medida que
poderia anular o acordo.
Também existe a possibilidade de Trump qualificar a força de
segurança mais poderosa do Irã, a Guarda Revolucionária, como
uma organização terrorista ao divulgar uma estratégia mais
abrangente para o regime.
"Estamos esperançosos de que os Estados Unidos não cometerão
este erro estratégico", disse o porta-voz do Ministério das
Relações Exteriores, Bahram Qasemi, segundo a agência estatal de
notícia Irna, em uma coletiva de imprensa.
"Se eles o fizerem, a reação do Irã será firma, decisiva e
esmagadora e os Estados Unidos arcarão com suas consequências",
acrescentou.
Indivíduos e entidades associados à Guarda Revolucionária já
estão em uma lista de organizações terroristas estrangeiras de
Washington, mas não a organização como um todo.
Seu comandante, Mohammad Ali Jafari, disse no domingo que
"se estiver correta a notícia sobre a estupidez do governo
americano ao considerar a Guarda Revolucionária um grupo
terrorista, a Guarda Revolucionária considerará o Exército
americano como se fosse o Estado Islâmico em todo o mundo".
Jafari também disse que sanções adicionais acabariam com as
chances de um diálogo futuro com os EUA e que os
norte-americanos teriam que colocar suas bases regionais fora
dos dois mil quilômetros de alcance dos mísseis da Guarda.
O porta-voz da chancelaria também negou acusações
norte-americanas segundo as quais o Irã cooperou com a Coreia do
Norte.
Em uma entrevista televisionada na noite de sábado, Trump
acusou o Irã de "financiar a Coreia do Norte" e de "fazer coisas
com a Coreia do Norte que são totalmente impróprias".
Qasemi classificou as acusações de "infundadas".
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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