Clicky

Tesouro Direto Taxa Zero 728×90

Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO, 9 Mai (Reuters) – As investigações sobre a
morte da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL)
estão se aproximando de descobrir os responsáveis pelo crime,
que teria sido cometido por milicianos e que teria o suposto
envolvimento de um colega da parlamentar na Câmara Municipal do
Rio, disseram fontes depois de quase dois meses de investigação.
Segundo duas fontes com conhecimento das investigações
ouvidas pela Reuters, o vereador Marcello Siciliano (PHS),
colega de Marielle na Câmara, está entre os investigados
suspeitos de envolvimento na morte a tiros da vereadora e de seu
motorista, Anderson Gomes, em março.
Siciliano foi citado em depoimentos e foi um dos vários
vereadores ouvidos pela polícia fluminense. Além dele, um
ex-policial militar conhecido como Orlando da Curicica, ligado a
milícias da cidade e que está preso no complexo de Bangu, seria
outro envolvido nos assassinatos, disseram as fontes.
As informações foram reveladas inicialmente pelo site do
jornal O Globo na terça-feira e confirmadas à Reuters por duas
fontes.
"Isso está correto e no caminho certo… não há dúvidas de
que o crime foi cometido por milicianos", disse à Reuters uma
das fontes. "A Marielle estaria atrapalhando os planos de
milicianos com a sua atuação", acrescentou uma segunda fonte.
O vereador citado nas investigações negou qualquer tipo de
envolvimento no crime. "Expresso aqui meu total repúdio à
acusação de que eu queria a morte de Marielle Franco. Ela é
totalmente falsa. Não conheço "Orlando da Curicica", disse o
vereador em nota."
"Eu acho uma covardia tentarem me incriminar dessa forma.
Marielle, além de colega de trabalho, era minha amiga. Tínhamos
projetos de lei juntos. Essa acusação causa um sentimento de
revolta por não ter qualquer fundamento. Eu, assim como muitos,
já esperava que esse caso fosse elucidado o mais rápido
possível. Agora, desejo ainda mais celeridade", acrescentou.
Siciliano está em seu primeiro mandato parlamentar e tem seu
reduto eleitoral em bairros da zona oeste da capital onde há a
presença de milicianos. Durante as investigações, um colaborador
do vereador foi executado com vários tiros na zona oeste.
Na terça-feira, parlamentares federais estiveram reunidos
com policiais ligados à investigação sobre a morte de Marielle e
deixaram o encontro esperançosos com o andamento das apurações.
"O cerco aos criminosos está se fechando… não só os
executores, mas também em relação aos mandantes", disse a
repórteres o deputado federal Jean Wyllis (PSOL-RJ).
Marielle, ativista dos direitos humanos e que denunciava as
milícias e abusos em ações da polícia em favelas locais, foi
morta na noite de 14 de março, aos 38 anos. A vereadora foi
perseguida após deixar um encontro de mulheres na Lapa até o
bairro do Estácio, onde ocorreu o crime que provocou comoção
nacional e até no exterior.

(Edição de Pedro Fonseca)
(([email protected]; 55 21 2223-7128; Reuters
Messaging:[email protected]))

MetaTrader 300×250

Assuntos desta notícia