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Por David Alire Garcia
CIDADE DO MÉXICO, 16 Abr (Reuters) – O diretor da
Organização Internacional do Café criticou a decisão tomada por
um juiz dos Estados Unidos que está exigindo alertas de câncer
no café vendido no Estado da Califórnia pela Starbucks e outras
redes, expressando o temor de que tais selos se disseminem.
"Sentimos que isso realmente não se justifica", disse o
brasileiro José Sette, diretor-executivo da OIC, em uma
entrevista concedida na noite de sexta-feira a respeito do
veredicto preliminar do juiz Elihu Berle, do Superior Tribunal
de Los Angeles.
A decisão tomada pelo magistrado em 28 de março sustentou
que a Starbucks e outras empresas não provaram que não existe um
risco significativo derivado da acrilamida, um carcinógeno
produzido no processo de torragem do café, mostraram documentos
da corte.
A Starbucks, maior rede de cafeterias do mundo, é uma de
mais de uma dúzia de réus no caso, e não respondeu de imediato a
um pedido de comentário.
A decisão final do caso deve demorar várias semanas, já que
outras fases do julgamento ainda estão em curso.
Sette, que se pronunciou nos bastidores de uma conferência
da OIC realizada na semana passada na Cidade do México, disse
que a indústria do café receia que outros mercados sigam o
exemplo da Califórnia, vista muitas vezes como uma criadora de
tendências.
"É uma preocupação, mas as batatas fritas têm muito mais
acrilamida do que o café. Será que as pessoas pararão de
consumir batatas fritas e café por causa deste alerta? Não
acredito, mas obviamente não gostamos disso."
((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751))
REUTERS RS


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