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Acompanhe um resumo das agendas econômicas globais desta quarta-feira (28). O destaque fica para o relatório do Banco Central do Brasil sobre movimentação financeira.

ÁSIA
Serão apresentados números do Japão ainda essa noite.

EUROPA

Na Alemanha, conforme relatado pelo Escritório Federal de Estatística (Destatis), o índice de preços de importação aumentou 4,1% em maio de 2017 em relação ao mês correspondente do ano anterior. Em abril de 2017 e em março de 2017, as taxas de variação homólogas foram de + 6,1%, cada uma. De abril de 2017 a maio de 2017, o índice caiu 1,0%.

O índice de preços de importação, excluindo petróleo e produtos petrolíferos, aumentou 3,6% em relação ao nível do ano anterior.

O índice de preços de exportação aumentou 2,2% em maio de 2017 em relação ao mês correspondente do ano anterior. Em abril de 2017 e em março de 2017, as taxas de variação homólogas foram + 2,6% e + 2,3%, respectivamente. De abril de 2017 a maio de 2017, o índice de preços de exportação caiu 0,2%.

Na Europa, a taxa de crescimento anual do amplo agregado monetário situou-se em 5,0% em maio de 2017, após 4,9% em abril de 2017. A taxa de crescimento anual do agregado foi menor, que inclui moeda em circulação e depósitos overnight, foi de 9,3% em maio, inalterado em relação ao mês anterior. A taxa de crescimento anual dos empréstimos ajustados às famílias aumentou para 2,6% em maio, de 2,4% em abril. A taxa de crescimento anual dos empréstimos ajustados às sociedades não financeiras situou-se em 2,4% em maio, sem alteração em relação ao mês anterior. A taxa de crescimento anual do amplo agregado monetário situou-se em 5,0% em maio de 2017, após 4,9% em abril.

A taxa de crescimento anual dos empréstimos ajustados às sociedades não financeiras situou-se em 2,4% em maio, sem alteração em relação ao mês anterior.
Na Itália, em junho de 2017, de acordo com estimativas preliminares, o índice de preços ao consumidor para toda a nação (NIC) diminuiu 0,1% em base mensal e aumentou 1,2% em relação a junho de 2016, abaixo da alta de 1,4% em maio de 2017. Em junho, o menor crescimento da taxa de variação anual do índice de todos os itens foi, principalmente, devido aos preços dos alimentos não processados (+ 1,3%, de + 3,8% em maio) e produtos energéticos não regulamentados (+ 3,0%, de + 6,8% no mês anterior), parcialmente compensado pelo aumento dos preços dos serviços relacionados ao transporte (+ 4,1% de + 3,2% em maio). Portanto, excluindo energia e alimentos não processados, a inflação subjacente aumentou + 0,9%.

ESTADOS UNIDOS

Nos Estados Unidos, os preços das casas em muitas áreas metropolitanas causou queda nas vendas de casas pendentes em maio, o terceiro mês consecutivo, de acordo com a Associação Nacional dos Corretores. Nenhuma das principais regiões viu um aumento na atividade contratada no mês passado. O índice, que é baseado em assinaturas de contratos, diminuiu 0,8% para 108,5 em maio, de 109,4 em abril revisado para baixo. O índice está agora 1,7% inferior ao ano anterior, o que marca o segundo recorde anual direto e o mais recente desde novembro e dezembro do ano passado.

Nos Estados Unidos, a entradas de petróleo bruto nas refinarias ficaram, em média, a 16,9 milhões de barris por dia durante a semana que terminou em 23 de junho, 262 mil barris por dia a menos do que a média da semana anterior. Os números foram apresentados pela Agência de Energia norte-americana.

Os estoques comerciais de petróleo bruto dos Estados Unidos (excluindo os da Reserva Estratégica) aumentaram 0,1 milhões de barris da semana anterior. Em 509,2 milhões de barris, os estoques de petróleo bruto estão na metade superior do intervalo médio para esta época do ano. O total dos estoques de petróleo comercial subiu 0,8 milhões de barris na semana passada.

A produção de gasolina aumentou no período, com uma média de mais de 10,3 milhões de bpd. A produção de combustível destilado diminuiu a semana passada, com uma média de mais de 5,2 milhões de barris por dia.

As importações de petróleo bruto ficaram em média a 8,0 milhões de bpd na semana passada, aumento em 140 mil bpd ante a semana anterior. Ao longo das últimas quatro semanas, as importações de petróleo bruto, em média, totalizaram cerca de 8,1 milhões de bpd, 3,0% acima do mesmo período de quatro semanas no ano passado. As importações totais de gasolina (incluindo a gasolina acabada e os componentes da mistura) na semana passada totalizaram 571 mil bpd. As importações de combustível destilado proveram em média 139 mil barris por dia na semana passada.

Os estoques totais de gasolina diminuíram 0,9 milhões de barris na semana passada, mas estão acima do limite superior da faixa média. Os estoques de gasolina acabada aumentaram, enquanto os inventários de componentes de mistura diminuíram a semana passada.

Os estoques de combustível destilado diminuíram 0,2 milhões de barris na semana passada, mas estão acima do limite superior da faixa média para esta época do ano. Os estoques de propano / propileno aumentaram 3,9 milhões de barris na semana passada, mas estão na metade inferior do alcance médio.

As refinarias operaram em 92,5% de sua capacidade na semana passada.

BRASIL

No Brasil, o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação de preços na porta de saída das fábricas brasileiras, sem impostos e fretes, registrou uma inflação de 0,12% em maio. Em abril, esses produtos haviam tido uma queda de preços (deflação) de 0,11%. O dado foi divulgado hoje (28), no Rio de Janeiro, pelo IBGE.

Apesar da alta de preços de 0,12% em maio, o IPP acumula deflação de 0,07% no ano. Em 12 meses, os produtos industrializados acumulam alta de preços de 2,26%, quando medidos na porta das fábricas.

Em maio, 16 das 24 atividades industriais pesquisadas tiveram aumento de preços em seus produtos. As principais influências para a taxa de 0,12% de maio vieram das atividades de refino de petróleo e produtos de álcool (com inflação de 2,45%) e veículos automotores (com inflação de 1,35%).

Por outro lado, o segmento das indústrias extrativas, com deflação de 10,95% no mês, foi a atividade que mais contribuiu para frear a inflação.

Entre as grandes categorias econômicas da indústria, apenas os bens intermediários, isto é, os insumos do setor produtivo, tiveram deflação (-0,27%). Os bens de consumo duráveis acusaram a maior inflação (1,65%), enquanto os bens de consumo semi e não duráveis tiveram alta de preços de 0,25% e os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos, de 0,73%.

No Brasil, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) apresentou queda de 2,8 pontos em junho, atingindo 89,5 pontos, o menor nível desde fevereiro (87,8 pontos), depois de ter sido registrada a maior marca desde 2014, em maio último (92,3%). Treze de um total de 19 segmentos industriais reduziram a confiança.

O indicador tem relação com a pesquisa Sondagem da Indústria de Transformação do Instituto Brasileiro de Economia da FGV/Ibre com a participação de 1.147 empresas em consultas, no período de 1 a 23 deste mês. As informações foram divulgadas hoje.

O estudo mostra ainda diminuição na confiança tanto em relação ao presente quanto no curto prazo. O Índice de Expectativas (IE) teve baixa de 3,6 pontos, atingindo 92,1 pontos e o Índice da Situação Atual (ISA) apresentou redução de 2 pontos ao alcançar 87 pontos.

A proporção de empresas que planeja ampliar o quadro de empregados caiu de 13,9% para 9,3% e o universo de empresas que pretendem cortar vagas aumentou de 16,1% para 20,9%.

O ceticismo empresarial também pode ser notado pela avaliação sobre o nível de estoques. Na sondagem, 12,7% indicaram que o volume está excessivo ante 12,2% que tinham essa mesma visão, em maio último.

Também ocorreu baixa de 05, ponto percentual no Nível de Utilização da Capacidade Instalada, que passou para 74,2%, o menor desde dezembro do ano passado.

No Brasil, a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito caiu 64,8 pontos percentuais em maio, indo para 363,3% ao ano, informou hoje (28) o Banco Central (BC). Em janeiro, a taxa era de 497,5% ao ano.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. Desde abril, os consumidores que não conseguem pagar integralmente a fatura do cartão de crédito só podem ficar no crédito rotativo por 30 dias.

A nova regra, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em janeiro, obrigou as instituições financeiras a transferirem para o crédito parcelado, que cobra taxas menores.

A taxa de juros do rotativo classificado pelo BC como “não regular”, em que o consumidor não pagou ou atrasou o pagamento mínimo da fatura, ficou em 445,1% ao ano, em maio, com redução de 75,1 pontos percentuais em relação a abril. A taxa do rotativo do cartão “regular” caiu 50,2 pontos percentuais, indo para 247,5% ao ano. A média dessas duas taxas é 363,3% ao ano. A taxa do crédito parcelado caiu 2,2 pontos percentuais para 160% ao ano.

Os juros do cheque especial ficaram em 325,1% ao ano, em maio, com redução de 3,1 pontos percentuais em relação a abril. A taxa média de juros para as famílias caiu 4,5 pontos percentuais para 63,8% ao ano, em maio. No caso das empresas, a taxa caiu 0,4 ponto percentual para 25,9% ao ano.

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas ficou em 5,9%, com aumento de 0,1 ponto percentual em relação a maio.
No caso das pessoas jurídicas, a taxa chegou a 6%, com alta de 0,4 ponto percentual. Esses dados são do crédito livre em que os bancos têm autonomia para aplicar o captado no mercado.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) os juros para as pessoas físicas subiram 0,7 ponto percentual para 9,7% ao ano. A taxa cobrada das empresas aumentou 0,1 ponto percentual para 11,1% ao ano. A inadimplência das famílias subiu 0,1 ponto percentual para 2,2% e das empresas, ficou estável em 2,2%.

O saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos ficou em R$ 3,065 trilhões, com queda de 0,2%, no mês. Em 12 meses, houve retração de 2,6%. Em relação a tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) – o volume correspondeu a 48,6%, com redução de 0,2 ponto percentual em relação a abril.

O crédito segue em trajetória de queda, mas já mostra sinais de retomada no caso do crédito para pessoas físicas. No caso das famílias, houve crescimento no saldo de 0,6% no mês, enquanto o crédito para as empresas caiu 1%.

Na região metropolitana de São Paulo, em maio, o número de desempregados era de 2,12 milhões, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego divulgada hoje pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. O número representa uma ligeira alta no percentual de desocupados, que passou de 18,6% em abril para 18,8%.

Em comparação a maio de 2016, o resultado apresenta um crescimento de 7,2% no número de desempregados, o que representa 142 mil pessoas. O município de São Paulo teve uma pequena queda entre abril e maio passando de 18,6% para 18,3%. Na sub-região leste, que incluí as cidades de Guarulhos e Mogi das Cruzes, houve um crescimento de 19,9% para 21,8%, no mesmo período.

A construção civil fechou 17 mil postos de trabalho entre abril e maio, registrando uma queda de -2,8% no nível de atividade. No setor de serviços os cortes registraram 39 mil vagas, uma retração de 0,7%.

As quedas foram compensadas pela geração de 38 mil empregos na indústria de transformação, uma elevação de 2,9%. O comércio e reparação de veículos automotores teve 11 mil vagas, um crescimento de 0,7%.

Os rendimentos médios dos trabalhadores registram queda de -2,7% em abril deste ano em comparação com o mesmo mês de 2016, ficando em R$ 2.002. A indústria de transformação teve a maior queda na média das remunerações (-7,5%), que ficou em R$ 2.028.


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