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Por Patricia Zengerle e Mark Hosenball
WASHINGTON, 9 Mai (Reuters) – A indicada do presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, para assumir a diretoria da CIA
disse a parlamentares nesta quarta-feira que "minha bússula
moral é forte" e que ela nunca retomará um programa de
interrogatório violento da agência, com frequência denunciado
como tortura, que tem ameaçado sua confirmação no cargo.
Gina Haspel, atualmente diretora interina da agência de
espionagem, disse em sua sabatina no Senado de que não iria
cumprir qualquer ordem de Trump que ela considerasse moralmente
censurável, embora não tenha dito que iria recusar uma ordem
para usar simulação de afogamento para obter respostas de um
suspeito de terrorismo.
"Minha bússola moral é forte. Eu não permitiria que a CIA
realizasse atividades que eu considerava imorais, mesmo que
fossem tecnicamente legais. Eu absolutamente não permitiria
isso", disse Haspel ao Comitê de Inteligência do Senado.
A audiência foi dominada por questões sobre o papel de
Haspel na CIA no uso de métodos violentos de interrogatório
durante o governo do ex-presidente George W. Bush, bem como a
destruição de fitas de vídeo documentando as táticas.
"Tendo servido durante aquela época tumultuada, posso
oferecer meu compromisso pessoal, claramente e sem reservas, de
que sob minha liderança a CIA não reiniciará tal programa de
detenção e interrogatório", disse Gina.
Haspel disse que a lei dos EUA agora proíbe claramente tais
métodos de interrogatório, e "eu apoio totalmente o tratamento
exigido por lei para os detentos".
Trump prometeu como candidato retomar a simulação de
afogamento, usada anteriormente pelos interrogadores da CIA, mas
agora banida, e prometeu técnicas "muito piores".
O questionamento público de Gina em relação a questões como
a eficácia dos interrogatórios, os ataques de drone da CIA e os
"encaminhamentos" de supostos militantes feitos pela agência a
outros países pode ser limitado porque as operações continuam
confidenciais.
Gina precisa de 51 votos no Senado, que tem 100 cadeiras,
para ser confirmada como a primeira mulher a dirigir a CIA. Os
republicanos têm uma maioria de 51 assentos. Ex-vice-diretora da
agência, ela sucederia Mike Pompeo, ex-congressista republicano
confirmado no mês passado como secretário de Estado dos EUA.
Mas Haspel poderia enfrentar dificuldades para ser
confirmada no cargo. Pelo menos um republicano, o senador Rand
Paul, disse que se opõe a ela, e outros disseram que iriam
esperar para ver como ela se sairia na audiência de
quarta-feira. Nenhum democrata ainda manifestou apoio ao seu
nome.
(Reportagem adicional de Doina Chiacu)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


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