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Por Lisa Maria Garza
SUTHERLAND SPRINGS, Texas, 13 Nov (Reuters) – A modesta
igreja no Texas onde um homem armado matou 26 pessoas na semana
passada foi reaberta no domingo com uma cerimônia de homenagem
às vítimas, dando ao público o primeiro vislumbre do local onde
ocorreu um dos ataques a tiros em massa mais chocantes da
história dos Estados Unidos.
Sinais do massacre que, segundo autoridades, deixou 20
feridos além das vítimas fatais foram apagados na Primeira
Igreja Batista de Sutherland Springs após esforços de uma semana
para transformar o santuário devastado em um altar de homenagem
às vítimas.
Todos os bancos, carpetes e equipamentos da Igreja foram
removidos, e os chão ainda estava molhado das camadas de tinta
fresca. As janelas também foram pintadas com aquarelas.
Cadeiras dobráveis brancas foram espalhadas pela igreja,
cada uma marcando o exato local onde o corpo de uma vítima foi
encontrado. Uma única rosa, decorada com uma fita branca,
adornava cada cadeira, que tinha o nome da vítima escrito em
dourado, junto com uma cruz vermelha, pintada em sua parte de
trás.
Enquanto membros da mídia eram escoltados quatro de cada vez
pela capela, uma gravação podia ser ouvida lendo versos de
escrituras sagradas. Do lado de fora, sob constante chuva, cerca
de 100 familiares e outras pessoas esperavam para prestar suas
homenagens.
Equipes de construção trabalharam sem parar por 72 horas
para deixar a igreja "apresentável para aquelas famílias", disse
o pastor associado Mark Collins.
Anteriormente, o pastor Frank Pomeroy havia liderado um
grupo de cerca de 500 pessoas para o culto de domingo em uma
tenda erguida em um campo esportivo a apenas alguns minutos da
igreja.
"Nós temos a liberdade de pegar aquele prédio que foi
atacado, o transformar através do amor de Deus e em um memorial,
para lembrar todos, para que nunca se esqueçam –o amor nunca
falha", disse o pastor.
Pomeroy estava fora da cidade no momento do ataque, mas sua
filha de 14 anos estava entre os mortos por Devin Kelley, um
ex-oficial da Força Aérea dos EUA expulso do serviço após ser
condenado em 2012 por agredir sua mulher e enteado. Após o
massacre, Kelley se matou.
"A mídia está impressionada porque nós não estamos com
raiva, não estamos pedindo por isso ou aquilo", disse Pomeroy,
com um ar de desafio misturado com um visível luto. "Pessoal,
nós temos a liberdade de escolher, e ao invés de escolher a
escuridão, como um jovem homem fez naquele dia, eu digo que nós
escolhamos a luz".
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP PF


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