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O índice principal da bolsa de valores de São Paulo encerrou a semana com valorização de 3,66% e batendo recordes históricos pela quarta vez. O bom humor dos investidores ficou com indicadores da economia doméstica dando sinais de sustentação e taxas de juros mais baixas. Além disso, os demais mercados acionários globais também estão demonstrando fortalecimento, mesmo com a China e os Estados Unidos números mais fracos.

Por aqui, o cenário político, com a nova denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot contra a cúpula do PMDB na noite de ontem, não influenciou o humor dos investidores para as negociações de hoje.

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Ao final, o Ibovespa ficou em alta de 1,47% aos 75.756 pontos. O volume financeiro ficou em a de R$15,8 bilhões.O IEE estava em queda de 0,05%.

As ações com ganhos
Klabin ON, alta de 4,86%; Sid. Nacional ON, alta de 4,43%; BR Malls ON, alta de 4,39%; Multiplan ON, alta de 3,94%; e Energias BR ON, alta de 3,74%.

As ações com perdas
Engie Brasil ON, queda de 2,12%; Equatorial ON, queda de 1,01%

A Petrobras ON ficou em queda de 0,45% e a PN, queda de 0,45%.

A Vale ON ficou em alta de 3,49% e a PN, alta de 0,21%.

Os papéis dos principais bancos também puxaram o índice, como o Itaú Unibanco, alta de 1,87%; Bradesco, alta de 2,13% e BB, alta de 1,46%.

Carteira Teórica

A Carteira Teórica, que passou a vigorar de 04 de setembro a 28 de dezembro no Ibovespa, mostra os cinco ativos com maior peso no índice: Itauunibanco PN (10,846%), Bradesco PN (8,485%), Ambev ON (7,039%), Petrobras PN (4,883%) e Vale ON (9,040%).

Análise Alvaro Bandeira

A semana, uma das mais movimentadas do mês de setembro, deixou o cenário político do Brasil em evidência, porém sem grandes efeitos no mercado financeiro. “Hoje, o mercado tinha tudo para operar em realização, com os efeitos da decisão da PGR e também com o conflito geopolítico intensificado pela Coreia do Norte disparando míssil em direção ao Japão. Mas o que se viu é que tem fluxo, apesar da indecisão que tomava conta do investidor, o mercado descolou do lado político, com Lula, Temer, JBS e a decisão da PGR e sem que isso tudo tirasse o apetite para o risco. Acompanhamos recordes históricos do índice”, pontuou.

Ainda na semana, os indicadores da economia doméstica deram mais segurança para investidores e empresários, que através de pesquisas do IBGE e Fiesp demonstraram mais confiança para investir. ” O IBC-BR, o IGP-10, o setor de Serviços, o Boletim Focus e, principalmente, a ata do Copom revelaram que a economia dá mesmo sinais de recuperação, um passo importante para a retomada do crescimento. O quadro de renda variável está subindo e já estamos com R$1 bilhão de capital estrangeiro na bolsa. Isso deve implicar em algum ou outro movimento de variação, o que é normal, mas o índice deve seguir avançando”, destacou Bandeira.

Para o cenário externo, o analista ressalta que os países estão atentos para a Coreia do Norte, mas as medidas ainda mais severas do Conselho de Segurança da ONU estão dando “certa” tranquilidade. ” Lá fora, mesmo com a questão da Coreia do Norte, os mercados estão operando normalmente. Os bancos centrais estão sinalizando alterações nas taxas de juros com a economia global fortalecida. Um pouco de preocupação segue com os dados econômicos dos Estados Unidos, como os de hoje que mostraram retração. Na Europa, a cautela segue para os bancos centrais, Brexit e a proximidade das eleições na Alemanha. Os números da Zona do Euro, União Europeia e até mesmo do Reino Unido estão positivos”, considerou.

Para a semana, o índice da bolsa de São Paulo deve sofrer pequenas variações. “Apesar de alguma realização, o Ibovespa deve seguir para cima e com o foco para as reformas no Congresso. A tendência é a busca pelos 77 mil pontos”, finalizou o analista-chefe e sócio do ModalMais, Alvaro Bandeira.

Commodities

O petróleo WTI ficou em queda de 0,04%, cotado a US$ 49,87 o barril na bolsa Mercantil de Futuros, Nova York.

O minério de ferro negociado no porto de Gingdao, China, fechou em queda de 2,51% aos US$72,13 a tonelada seca e com 62% de pureza.

A celulose fibra longa negociada fechou US$903,87, alta de 0,91%, a tonelada na sessão anterior. A celulose fibra curta fechou em US$883,01 e alta de 0,34%, a tonelada.


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