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Por Brian Love
PARIS, 15 Set (Reuters) – A França iniciou uma investigação
de terrorismo depois que um homem munido de uma faca atacou um
soldado em uma estação de metrô de Paris nesta sexta-feira, no
incidente mais recente contra tropas que protegem o sistema de
transportes e pontos turísticos da capital francesa.
Paris e outras capitais europeias estão em alerta devido a
uma onda de ataques de militantes islâmicos nos últimos anos,
muitos deles inspirados pelo Estado Islâmico.
O incidente em Paris ocorreu horas antes de várias pessoas
serem feridas em uma estação de metrô de Londres pela explosão
de um artefato improvisado. A polícia está tratando como um
incidente terrorista.
O agressor de Paris foi derrubado e preso. O soldado, que
faz parte da chamada Operação Sentinela, uma força mobilizada na
esteira dos ataques islâmicos fatais cometidos na França,
escapou ileso.
A polícia disse que o ataque aconteceu pouco antes das 6h30
(horário local), horário de pico na estação de Chatelet, onde
dezenas de milhares de usuários do transporte público convergem
vindos dos subúrbios todos os dias.
O porta-voz do governo Christophe Castaner disse que o
inquérito está sendo realizado por especialistas em
contraterrorismo.
Uma fonte a par da investigação disse que o agressor é
marroquino, tem cerca de 40 anos de idade e nenhum histórico
criminal conhecido. A polícia está realizando buscas em um
endereço ligado ao suspeito, acrescentou a fonte.
Tropas da Operação Sentinela já foram vítimas de mais de uma
dúzia de ataques. No início de agosto, um homem lançou um carro
sobre um grupo de soldados em patrulha no subúrbio parisiense
abastado de Levallois-Perret.
Na quinta-feira a França anunciou que a força de 7 mil
efetivos está sendo adaptada para se tornar mais móvel, e seus
movimento menos previsíveis.
Dias antes o ministro do Interior, Gerard Collomb, disse que
as agências de segurança impediram vários complôs maiores neste
ano, inclusive um plano para atacar um clube noturno de Paris no
final de agosto.
Militantes islâmicos mataram mais de 230 pessoas em uma onda
de atentados em solo francês desde o começo de 2015, e dezenas
mais morreram em ataques cometidos em Londres, Manchester e
Bruxelas.
Aviões de guerra franceses realizaram bombardeios contra
bastiões do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, e o grupo
militante incentivou seus seguidores a atacarem a França.
A mídia francesa disse que o agressor de Chatelet gritou
referências ao Estado Islâmico ao atacar o soldado.
(Reportagem adicional de Cyril Camu e Simon Carraud)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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