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RIO DE JANEIRO, 16 Abr (Reuters) – As investigações do
assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista dela
apontam como hipótese mais provável a ligação de milicianos com
o crime, afirmou nesta segunda-feira o ministro da Segurança
Pública, Raul Jungmann.
“As investigações avançam e eles (investigadores), partindo
de uma grande quantidade de hipóteses, tem afunilado, e uma das
possibilidades que tem crescido é que tenha sido um crime ligado
a milícias”, disse Jungmann a jornalistas, após um encontro com
o general Richard Nunes, secretário de Segurança Pública do Rio
de Janeiro.
No sábado, o primeiro mês da morte da vereadora do PSOL e do
motorista Anderson Gomes, baleados dentro de um carro, foi
lembrado com atos, manifestações e caminhadas no Rio de Janeiro
e em outras cidades do país.
Jungmann afirmou que a morte da vereadora pode ser tratado
como um caso “raro”, uma vez que ela não sofreu ameaças antes de
ser assassinada.
“Não se identificou até aqui nenhum testemunho de ameaças e
isso deixa as investigações praticamente no âmbito da
materialidade, ou seja, de identificar a cápsula, de identificar
impressões digitais e assim por diante. São provas mais
materiais do que testemunhais”, declarou o ministro.
Cerca de 10 vereadores que tiveram contato mais próximo com
Marielle na Câmara Municipal do Rio já foram ouvidos na condição
de testemunhas, e um encontro entre representantes da polícia do
Rio e a família da parlamentar assassinada está previsto para
esta segunda-feira para atualizar o nível das investigações.
“Há um ânimo do general e da equipe de que estão avançando
nesse trabalho de investigação, para que em breve possamos ter a
elucidação dessa tragédia”, disse Jungmann.
Os grupos de milicianos têm avançado nos últimos anos no
Estado do Rio de Janeiro e estima-se que só na região
metropolitana cerca de 2 milhões de pessoas vivem em áreas
controladas por milicianos.
Ao todo, 8 equipes trabalham na investigação que conta com
apoio da Polícia Federal e de peritos especializados na análise
de fragmentos de bala, cápsulas e impressões digitais.
“Ainda que as cápsulas não estejam em sua totalidade,
acredito que há pontos suficientes que permitem fazer uma
identificação e aproxime de quem vem a ser (o autor do crime)”,
finalizou.
(Por Rodrigo Viga Gaier; edição de Tatiana Ramil)
(([email protected]; 5511 56447765; Reuters
Messaging: [email protected]))



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