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Por Brendan O'Brien
15 Set (Reuters) – A Universidade de Harvard voltou atrás na
nomeação de Chelsea Manning, a soldado norte-americana
transgênero condenada por vazar dados confidenciais, como
personalidade visitante, depois que dois líderes da comunidade
de inteligência dos Estados Unidos se afastaram da instituição
em protesto pelo convite.
Em maio, Chelsea, de 29 anos, foi libertada de uma prisão
militar do Kansas onde cumpria pena por divulgar segredos ao
site WikiLeaks, na maior violação de dados confidenciais da
história dos Estados Unidos.
A Escola Harvard Kennedy anunciou na quarta-feira que havia
convidado Chelsea para ser uma personalidade visitante e
participar de um fórum.
O convite para o fórum ainda está de pé, disse o reitor da
Harvard Kennedy, Douglas Elmendorf, em comunicado, mas não como
personalidade visitante.
"Eu agora penso que nomear Chelsea Manning como uma
personalidade visitante foi um erro, pelo qual eu aceito
responsabilidade", disse Elmendorf. "Eu vejo mais claramente
agora que muitas pessoas veem o título de personalidade
visitante como uma honra, então nós precisamos ponderar essa
consideração quando oferecemos convites".
O anúncio veio depois que o diretor da CIA, Mike Pompeo,
cancelou um compromisso na universidade na quinta-feira, devido
ao convite feito a Chelsea, a quem chamou de "traidora da
América", em uma carta explicando sua decisão.
Também na quinta-feira, Michael Morell, ex-vice-diretor e
diretor interino da CIA, renunciou ao cargo de membro sênior da
universidade, segundo a mídia.
(Reportagem de Brendan O'Brien em Milwaukee)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP


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