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BRASÍLIA, 14 Fev (Reuters) – A medida provisória a ser
editada pelo governo federal nesta semana para declarar situação
de emergência social em Roraima por conta da situação dos
refugiados venezuelanos irá aumentar recursos e efetivos das
forças civis e militares para controlar e entrada de novos
imigrantes, afirmou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, nesta
quarta-feira.
O presidente Michel Temer reuniu nesta quarta, no Palácio
do Planalto, os ministros da Justiça, Torquato Jardim, do
Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, e da
Defesa, além dos ministros palacianos Eliseu Padilha, da Casa
Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência,
para tratar da situação em Roraima.
A medida provisória que criará a figura da emergência social
deve ser publicada na quinta ou na sexta.
"A partir da determinação do presidente da República e da
medida provisória que vai instituir a emergência social na
fronteira e em Roraima, as Forças Armadas passarão a coordenar
toda a ação", disse Jungmann.
Na segunda-feira, em visita a Boa Vista, Temer afirmou que
não faltariam recursos para ajudar na situação dos venezuelanos.

Segundo Jungmann, as Forças Armadas irão dobrar o efetivo no
Estado, enviar um hospital de campanha e criar um centro de
triagem para a entrada dos venezuelanos. Além disso, irá ampliar
o controle das fronteiras pelo interior do Estado, especialmente
na região de Pacaraima.
"Estamos criando outros postos de controle no interior de
Roraima. Não vamos ficar apenas na fronteira, temos já um
pessoal lá, também vamos colocar pessoal e controle no interior
para fazer esse processo de triagem", disse Jungmann. "Vamos
ampliar o controle dessa fronteira".
O ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou que o
controle não será para impedir a entrada dos venezuelanos, mas
para fazer uma triagem.
"Seria fazer uma seleção para saber quem está chegando e que
tipo de ajuda cada um precisa. Uns precisam de assistência
médica, outros já são mais qualificados para conseguir emprego.
Então saber quem está chegando e como pode ser útil dentro da
própria comunidade de venezuelanos que chegam ao Brasil", disse.
Segundo o ministro, o governo também vai tentar adiantar uma
audiência pública sobre a construção da linha de transmissão de
energia elétrica Manaus-Boa Vista, atualmente marcada para 14 de
março, para adiantar o início das obras. Hoje Boa Vista ainda
depende da cada vez mais problemática energia vinda da
Venezuela.
"Nós vamos tomar outras medidas que já estão em andamento
para facilitar a vida do roraimense, porque não é cuidar apenas
do imigrante venezuelano, é cuidar também da população de
Roraima", disse.

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(Reportagem de Lisandra Paraguassu; Edição de Pedro Fonseca)
(([email protected]; +55.61.34267000;
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