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Por Patricia Zengerle
WASHINGTON, 30 Jan (Reuters) – O governo do presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, informou na segunda-feira que não
vai impor novas sanções à Rússia de imediato, apesar de uma nova
lei concebida para punir a suposta interferência de Moscou na
eleição norte-americana de 2016, insistindo que a medida já está
atingindo empresas russas.
"Hoje, informamos ao Congresso que esta legislação e sua
implantação estão impedindo as vendas de defesa russas", disse a
porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, em um
comunicado. "Desde a aprovação da… legislação, estimamos que
governos estrangeiros abandonaram compras planejadas ou
anunciadas de vários bilhões de dólares em aquisições de defesa
da Rússia".
Na tentativa de pressionar Trump a reprimir a Rússia, o
Congresso aprovou de forma quase unânime no ano passado uma lei
que determina novas sanções abrangentes contra Moscou.
Trump, que queria laços mais amistosos com o Kremlin e se
opôs à legislação quando ela foi submetida ao Congresso, a
assinou contrariado em agosto, quando completava seis meses no
cargo.
Segundo a medida, o governo tinha até segunda-feira para
impor sanções a qualquer pessoa determinada a realizar negócios
significativos com os setores de defesa e inteligência da
Rússia, já sujeitos a punições por seu suposto papel na eleição.
Mas Nauert disse ser melhor esperar para impor tais sanções,
citando cronogramas longos associados a grandes acordos de
defesa.
"Desta perspectiva, se a lei estiver funcionando, sanções a
entidades ou indivíduos específicos não precisarão ser impostas
porque a legislação está, de fato, servindo como fator
dissuasivo", disse ela em um comunicado.
A medida, intitulada "Lei de Contraposição aos Adversários
da América Através de Sanções", exigiu que o governo listasse
"oligarcas" próximos da gestão do presidente russo, Vladimir
Putin, e emitisse um relatório detalhando as consequências
possíveis de se penalizar a dívida soberana russa.
O prazo de segunda-feira para divulgar tais relatórios foi
visto como um teste da disposição de Trump para conter a Rússia.
Críticos o atacaram por não ter anunciado nenhuma sanção.
"O Departamento de Estado afirma que a mera ameaça de
sanções conterá o comportamento agressivo da Rússia. Como você
contém um ataque que aconteceu dois anos atrás e outro que já
está em andamento? Simplesmente não faz sentido", disse o
deputado Eliot Engel, o democrata mais graduado do Comitê de
Assuntos Exteriores da Câmara dos Deputados.
Pouco antes da meia-noite de segunda-feira o Departamento do
Tesouro dos EUA divulgou uma lista de "oligarcas", incluindo 114
figuras políticas de alto escalão e 96 empresários. Entre os
nomeados estão os chefes dos dois maiores bancos russos,
magnatas do setor de metais e o chefe do monopólio estatal de
gás.
(Reportagem adicional de Makini Brice e Arshad Mohammed)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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