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BRASÍLIA, 29 Jan (Reuters) – O governo não tem plano B e vai
colocar a reforma da Previdência em votação em fevereiro,
garantiu nesta segunda-feira o ministro da Secretaria de
Governo, Carlos Marun, mesmo admitindo que ainda não existem os
308 votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda à
Constituição.
Segundo Marun, o governo está no melhor momento para votar a
reforma desde maio do ano passado, quando o processo de
negociação foi interrompido pelas denúncias da
Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel
Temer.
"Não existe plano B. Nosso plano é o A de aprovação da
reforma ainda em fevereiro. Hoje voltamos ao patamar de votos
que tínhamos em maio. O que temos diferente é a proximidade das
eleições, que a princípio podia atrapalhar, mas temos um fator
positivo que a população hoje se dispõe mais a apoiar a reforma.
Desde maio não vivemos um momento tão positivo", garantiu.
Marun confirma que hoje o governo não tem votos suficientes.
A contagem do Palácio do Planalto é de que existem hoje cerca de
270 votos a favor da reforma e em torno de 70 indecisos. Ainda
está longe dos 320 votos que o governo espera ter para colocar o
texto em votação –308 necessários para aprovar, mais uma margem
de segurança.
O governo continua negociando e, esta semana, com a chegada
dos líderes das bancadas em Brasília, novas reuniões devem ser
realizadas para conferir números e demandas das bancadas em
troca dos votos para a Previdência.
"Quem é contra a reforma hoje é quase assinar um atestado de
irresponsabilidade. Isso nos permite ter uma segurança porque
conhecemos o nível de responsabilidade do nosso Parlamento",
disse Marun.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu
declarações afirmando que não colocará o texto em votação
enquanto não tiver segurança dos números. Segundo Marun, ele
participará das reuniões com os líderes. Na próxima semana, o
Congresso retorna ao trabalho.
"Nós ofereceremos informações ao presidente Rodrigo Maia que
lhe trarão a necessária segurança para que ele tome a decisão
correta sobre a votação da reforma que, eu repito, tem que
acontecer em fevereiro", garantiu Marun.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu; Edição de Alexandre
Caverni)
(([email protected]; +55.61.34267000;
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